Mobilização pela implementação do Piso Salarial Nacional

Mais de 800 professores de todo o estado lotaram a Assembléia Legislativa no último 16 de outubro para acompanhar a audiência pública que discutiu o piso nacional do magistério. A maioria do público foi...

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Mais de 800 professores de todo o estado lotaram a Assembléia Legislativa no último 16 de outubro para acompanhar a audiência pública que discutiu o piso nacional do magistério. A maioria do público foi formada por professores, mas também compareceram representantes de outras categorias que apoiam os profissionais da Educação na luta pela conquista de direitos adquiridos através de mobilização e de lei.

Apesar da importância da audiência pública, o governador Luiz Henrique da Silveira e o secretário da Educação Paulo Bauer não compareceram à Alesc e nem mesmo mandaram algum representante para debater e explicar ao público presente na audiência a forma como pretendem implantar o piso salarial em Santa Catarina. Situação diferente quando foi realizada a audiência sobre o Iprev: para tirar direitos dos servidores, o governo esteve presente em todas. Na audiência do piso, para garantir conquistas, ele fugiu.

A atitude de Luiz Henrique e Bauer deixa claro que o governo de Santa Catarina está distante da realidade escolar do estado, demonstra que não há política efetiva para atender as reivindicações dos trabalhadores, e sua total alienação das necessidades dos alunos da rede pública estadual. O mesmo distanciamento que o Governo aplica ao magistério, ele pratica também em outros setores do serviço público, como a Saúde e Segurança. LHS é um governo que não dialoga, não constrói; se encastela nos gabinentes para esconder a falta de propostas que preservem a qualidade de vida dos catarinenses. O governador Luiz Henrique se exime de suas obrigações como administrador do Estado e repassa à iniciativa privada tudo aquilo que é direito, como Educação, Saúde e Segurança.

O magistério catarinense não vai abrir mão de suas conquistas, e permanecerá mobilizado até que seja implementado o piso nacional com a manutenção do Plano de Carreira. A audiência pública encaminhou que a Comissão Parlamentar da Alesc vai interceder para que o governador Luiz Henrique abra diálogo com os professores; a Alesc vai convocar o secretário Bauer para que sejam dadas explicações sobre a implantação do piso no estado; a senadora Ideli Salvatti assumiu o compromisso de intermediar uma audiência entre o SINTE e Luiz Henrique. Vamos exigir que a Educação seja incluída nas prioridades do governo do Estado. Vamos mostrar para LHS que o piso é legítimo. O piso é lei e nós temos que fazer valer!

Ato público contra privatização
O final da audiência pública foi marcado por um ato público organizado pelo Mucap (Movimento contra as Privatizações) que reuniu Sinte, Sindsaúde, Aprasc, Sindiprev, Sintufsc, Sintespe e outras entidades sindicais na frente da Alesc. O protesto foi contra o projeto do governo que quer privatizar o Hospital Universitário, Hemosc e Cepon. O ato marcou, também, a participação dos trabalhadores catarinenses na “Semana Anti-imperialista”, que ocorreu no mundo inteiro.

Aumenta violência nas escolas
Nos últimos dias, casos de violência contra professores catarinenses têm ganhado as páginas dos jornais.Só na última semana foram três agressões contra professores. São ataques psicológicos e físicos. Esta realidade precisa de um basta. Até quando LHS vai permitir que um professor enfrente mais este desrespeito? O governador precisa dar uma resposta urgente ao magistério e à população catarinense. O governo tem sido omisso e o Estado não oferece uma política de segurança nas ruas e muito menos nas escolas; e, pior, não tem política de saúde para o servidores – que passa, necessariamente, pela redução da jornada de trabalho. Até quando o Governo Luiz Henrique vai ignorar esta situação?



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