Moçambique receberá tecnologia brasileira para produzir medicamentos contra aids

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou hoje, 1, uma parceria que prevê transferência de tecnologia voltada à produção de medicamentos contra a aids para Moçambique. Os anti-retrovirais são produzidos pela Farmanguinhos, unidade da Fiocruz....

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou hoje, 1, uma parceria que prevê transferência de tecnologia voltada à produção de medicamentos contra a aids para Moçambique. Os anti-retrovirais são produzidos pela Farmanguinhos, unidade da Fiocruz.

O diretor da Farmanguinhos, Eduardo Costa, explicou que estão sendo pesquisados produtos específicos para o continente africano. Serão desenvolvidos medicamentos em versões para adultos e crianças, alguns não utilizados no Brasil.

Inicialmente, a partir de maio 2010, serão fornecidos ao país africano os anti-retrovirais Lamivudina, Zidovudina e a combinação Lamivudina, Zidovudina e Nevirapina. “A idéia é dar suporte na área de atendimento e investir em profissionais e programas integrados”, disse Costa.

Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Marchiori Buss, a preisão é que o processo de transferência de tecnologia seja concluído em aproximadamente cinco anos.

“Estamos apostando em um trabalho global para acabar com pacotes prontos que europeus e americanos costumam fazer e que não têm compromisso com a população local, oferecendo formação profissional e condições de trabalho para que eles tenham pequenos institutos, um sistema de saúde, por menor que ele seja, para não dependerem [de outros países].”

O projeto é financiado por fundos internacionais, organizações não-governamentais e pelo próprio Brasil, que irá investir um total de US$ 8 milhões. Uma fábrica de propriedade do governo Moçambicano deve passar a embalar os medicamentos, primeira fase da transferência.

O presidente da Fiocruz informou que em Moçambique há 620 médicos para cerca de 20 milhões pessoas, uma média de 2,5 profissionais para cada 100 mil habitantes. O mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é 38 médicos para cada 100 mil habitantes.

“Esse trabalho com Moçambique vem do esforço da política externa brasileira de solidariedade, por um lado, e de tornar o Brasil presente em países que têm piores condições que nós, com quem temos um compromisso histórico”, ressaltou Paulo Marchiori Buss.



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