Movimentos marcham em defesa do mandado de Jackson Lago

Movimentos sociais organizados em torno do “Comitê de Defesa da Democracia” realizam, nesta terça-feira, (24) uma marcha até a capital maranhense. A “Marcha pela Democracia” será um ponto alto da mobilização do Movimento Balaiada,...

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Movimentos sociais organizados em torno do “Comitê de Defesa da Democracia” realizam, nesta terça-feira, (24) uma marcha até a capital maranhense. A “Marcha pela Democracia” será um ponto alto da mobilização do Movimento Balaiada, que vem organizando várias reuniões e atividades contra a cassação do mandato do governador Jackson Lago. Participam do Comitê o MST, o Movimento de Moradia Popular, Fetaema, Fetraf, organizações indígenas, entidades quilombolas, articulações do movimento LGBTT, agremiações estudantis e juvenis.

A Marcha percorrerá 120 quilômetros de caminhada – do município de Itapecuru-Mirim até São Luís – em diferentes colunas, com uma única palavra-de-ordem: “a defesa do voto popular e da democracia no nosso Estado”.
É a primeira vez que uma marcha no Maranhão é convocada em torno de uma reivindicação política de caráter abrangente, como é a defesa do voto popular e da democracia.

“Desta vez, nossa caminhada não será por uma bandeira de luta específica, será pela garantia da democracia, pelo respeito ao nosso voto, que significa o respeito à soberania popular na escolha de seus governantes e representantes”, explica Jonas Borges, da coordenação nacional do MST.

A marcha tem por objetivo chamar a atenção da opinião pública nacional e internacional para o que está acontecendo no Estado. “A cassação do governador Jackson Lago foi um verdadeiro golpe na democracia. Aqui, quando não ganha eleição, a oligarquia Sarney quer levar no tapetão”, explica Luís Carlos Reis, o “Carlito Reis” – da União Estadual de Luta por Moradia.

No percurso, a organização da marcha fará diversas paradas para realizar panfletagens para a população local e atos públicos. Três deles acontecerão em Santa Rita, Bacabeira e na Estiva, entrada de São Luís, onde a Marcha será recebida pelos movimentos sociais urbanos. Caminhadas vindas de bairros da capital que têm uma história de resistência, como as ocupações por moradia, vão se juntar aos movimentos populares que participam da manifestação.

Em São Luís, haverá diversas paradas até chegar ao centro da cidade, onde os participantes da Macha reforçam o ato “Golpe Nunca Mais”, que vai relembrar os 45 anos da instalação da ditadura militar no país, dia 31 de março de 1964. José Sarney foi um dos principais aliados e beneficiários do golpe militar.

Personalidades nacionais estão sendo aguardadas para prestar sua solidariedade aos participantes da caminhada e para participar do “ato pela democracia”, que acontece à tarde de 31 de março, na praça Deodoro.

“Vamos ter gente de peso nos apoiando, mas o principal ator desta marcha e deste ato é o povo do Maranhão, que não se curvará à tirania de uma oligarquia que humilha o presidente da República, senadores éticos e que também humilha os maranhenses”, assinala o Manifesto do Movimento pela Democracia.

Originalmente publicado no Brasil de Fato



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