Movimentos no Brasil organizam manifestação pró-Palestina

Mais de 40 entidades de direitos humanos, centrais sindicais, partidos políticos e movimentos sociais estão organizando uma marcha em repúdio aos ataques israelenses em Gaza, que já mataram mais de 700 palestinos desde o...

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Mais de 40 entidades de direitos humanos, centrais sindicais, partidos políticos e movimentos sociais estão organizando uma marcha em repúdio aos ataques israelenses em Gaza, que já mataram mais de 700 palestinos desde o início da Operação Chumbo Fundido, em 27 de dezembro.

O ato ocorrerá no próximo domingo, 11, com concentração às 10h no vão do MASP, e seus organizadores prevêem a participação de 150 pessoas. A mobilização pretende chamar a atenção da sociedade civil e dos governos para que pressionem o Estado de Israel a parar imediatamente os ataques à Faixa de Gaza, que recrudesceram. Os grupos que estão organizando o ato pretendem intensificar as manifestações, apostando que a solidariedade internacional é fundamental para a luta do povo palestino para acabar com a política genocida de Israel.

Até agora, apenas o governo da Venezuela tomou uma medida diplomática mais rígida, expulsando o embaixador israelense do país. O presidente francês Nicolas Sarcozy tem mediado conversações entre os líderes israelenses, palestinos e com o presidente do Egito, Maged Abdelaziz, numa tentativa de estabelecer um cessar-fogo imediato.

Histórico
A Faixa de Gaza foi desocupada por colonos e tropas israelenses em setembro de 2005, mas o espaço aéreo, todas as fronteiras e seu mar territorial continuaram sob domínio de Israel, que estabeleceu um bloqueio impedindo a entrada não apenas de armas, mas de alimentos, combustíveis, águas e medicamentos.

Em janeiro de 2006, o Hamas, constituído como partido político, venceu as eleições legislativas palestinas e colocou o partidário Ismail Haniyeh como primeiro-ministro. O Fatah, porém, que detêm a liderança da presidência da Autoridade Nacional Palestina, entrou em confronto com o Hamas, resultando em uma guerra civil durante todo o ano de 2006.

No mesmo ano, Israel realizou duas incursões na Faixa de Gaza e, após a morte de mais de cem palestinos, acertou um cessar-fogo com o Hamas, que se comprometeu a não mais lançar foguetes contra o território israelense. O cessar-fogo foi quebrado ainda em 2007 e agora, novamente no período das festas de fim de ano. Ironicamente, quando todos costumam desejar paz uns aos outros.



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