MST desocupa fazenda em litígio

As famílias do MST que ocupavam a fazenda Santo Henrique, no município de Borebi, saíram nesta manhã após negociação com a Polícia Militar (PM). A desocupação ocorreu duas horas e meia após a chegada...

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As famílias do MST que ocupavam a fazenda Santo Henrique, no município de Borebi, saíram nesta manhã após negociação com a Polícia Militar (PM). A desocupação ocorreu duas horas e meia após a chegada dos policiais militares, que chegaram à fazenda com uma liminar de reintegração de posse. As famílias ocupavam a fazenda desde o dia 28 de setembro.

De acordo com a coordenadora do MST no local, Marcia Merisse, a saída da fazenda foi aceita para evitar qualquer tipo de enfrentamento. As famílias serão deslocadas para o acampamento Rosa Luzemburgo, próximo ao local. Com a saída, o MST não conseguiu atingir seu objetivo, que era negociar uma solução para as famílias e para o destino da fazenda com um superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A fazenda é atualmente “objeto de ação reivindicatória” proposta pelo Incra em agosto de 2006, segundo informa a autarquia, e é esperada uma decisão da Justiça Federal para se determinar sua posse. A fazenda está incluída no Núcleo Colonial Monção, uma área de 40 mil hectares espalhadas entre os municípios de Agudos, Águas de Santa Bárbara, Borebi, Iaras e Lençóis Paulista. Apesar da disputa judicial, a empresa Cutrale, produtora de sucos de laranja, ocupa a área com plantações da fruta.

Em nota, o MST reivindica a posse da fazenda por parte da União e afirma que a ocupação pretendia “denunciar que a empresa (Cutrale) está sediada em terras do governo federal, ou seja, são terras da União utilizadas de forma irregular pela produtora de sucos”, acusando a produtora de grilagem de terras públicas.

Ontem as emissoras de Tv mostraram imagens da fazenda onde membros do MST derrubavam pés de laranja da empresa. De acordo com o movimento, “a derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas, uma prática comum feita por grandes empresas monocultoras em terras brasileiras como a Aracruz (ES), Stora Enzo (RS), entre outras”.

Com informações de agências.



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2 comments

  1. Artur

    o engraçado é ver a mídia mostrando a ação do MST uma palhaçada mostra o trator destruindo os pés de laranja ao invés de mostrar a luta por reforma agrária!! é mais um latifúndio dado a empresas multinacionais explorarem terra dos trabalhadores e do povo brasileiro!!! lamentável.

  2. Artur

    o engraçado é ver a mídia mostrando a ação do MST uma palhaçada mostra o trator destruindo os pés de laranja ao invés de mostrar a luta por reforma agrária!! é mais um latifúndio dado a empresas multinacionais explorarem terra dos trabalhadores e do povo brasileiro!!! lamentável.

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