Na Bolívia, organizações vão instalar Tribunal Internacional de Justiça Climática

Nos próximos dias 13 e14 de outubro, organizações civis, povos indígenas, afrodescendentes, camponeses e pescadores estarão reunidos, em Cochabamba, Bolívia, em um Tribunal de Justiça Climática. A ideia do Tribunal é ser um espaço...

121 0

Nos próximos dias 13 e14 de outubro, organizações civis, povos indígenas, afrodescendentes, camponeses e pescadores estarão reunidos, em Cochabamba, Bolívia, em um Tribunal de Justiça Climática. A ideia do Tribunal é ser um espaço onde as pessoas discutam sobre os acordos climáticos e estabeleçam estratégias de

Justiça

De acordo com a convocatória, as organizações e entidades querem denunciar a falta de mecanismos que mostrem quem são os responsáveis por crimes ambientais. Assim, esperam que o Tribunal "contribua para identificar e sancionar moralmente os verdadeiros responsáveis por crimes contra a Mãe Terra e seus habitantes, a humanidade e o conjunto dos seres vivos, assim como exigir a não repetição dos crimes que formam parte da acusação."

Para as organizações que assinam a convocatória, não há vontade política de muitos países em realizar ações para reverter os impactos da mudança climática. As negociações à 15ª Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCC), prevista para acontecer em dezembro, por exemplo, são, para elas, "uma mostra da lentidão das respostas dos países desenvolvidos e do sistema das Nações Unidas ante um problema de uma grande urgência".

De acordo com a convocatória, as emissões de gases de efeito estufa no mundo causam efeitos destrutivos, algumas vezes irreversíveis. Ademais, apontam que algumas estratégias desenvolvidas pelos países industrializados, como os agrocombustíveis, a energia nuclear, os bônus de carbono e as megarrepresas, são soluções "falsas", que somente aprofundam ainda mais as desigualdades.

"Há uma grande falta de vontade política dos países desenvolvidos e industrializados responsáveis não somente por não cumprirem os compromissos traçados no controle das emissões, mas também por [não] chegarem a compromissos radicais que permitam atacar as causas e reverter os terríveis impactos deste fenômeno resultante de um sistema de vida insustentável, cujos efeitos evidenciam a vulnerabilidade dos povos e países historicamente empobrecidos.", destacam.

Com Adital



No artigo

x