Na ONU, Cuba apresenta relatório contra bloqueio dos EUA

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, divulgou os principais pontos do relatório apresentado na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), sob o título "Necessidade de pôr fim ao bloqueio...

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O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, divulgou os principais pontos do relatório apresentado na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), sob o título "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América a Cuba", tema sobre o qual o organismo internacional se pronunciará pela décima oitava vez consecutiva.

O texto ganha mais importância, pois na segunda-feira passada, 14 de setembro, ao prorrogar a lei usada para impor o bloqueio, o presidente Obama não modificou as resoluções da política que até hoje ocasionou perdas no valor de US$96 bilhões para a  ilha.

No documento, da economia cubana é explicada desde a moção anterior até a atual, período em que o setor dos transportes registrou prejuízos acima de US$357.80 milhões, o agroalimentar de US$121.8 milhões, a saúde de US$25 milhões e a educação de US$3,8 milhões.

A indústria turística, uma das principais fontes de desenvolvimento do país, perdeu, aproximadamente, US$1.21 bilhão, apontou o ministro das Relações Exteriores em sua intervenção.

No entanto, Rodríguez ressaltou que, ainda que os EUA mantenham a postura, "a revolução cubana continua firme, apesar desse cerco estadunidense, da crise financeira internacional, do impacto da mudança climática e de outros fatores."

A votação da resolução cubana contra o bloqueio na Assembleia Geral da ONU será em 28 de outubro próximo. No ano passado, o programa apresentado pela Ilha foi aprovado por 185 nações e reprovado por apenas três.



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