No Brasil, desemprego atingirá mais indústria de bens duráveis

O aperto no crédito e a queda na demanda por bens de consumo duráveis afetará indústria da construção civil, celulose, couro, madeira, agroindústrias, siderúrgicas, indústrias de máquinas, equipamentos e autopeças e também as montadoras,...

184 0

O aperto no crédito e a queda na demanda por bens de consumo duráveis afetará indústria da construção civil, celulose, couro, madeira, agroindústrias, siderúrgicas, indústrias de máquinas, equipamentos e autopeças e também as montadoras, segundo declaração de Júlio Sérgio de Almeida, do IEDI, ao Valor Econômico. Estas já foram responsáveis por, pelo menos, 35 mil demissões em todo o mundo, e só nos Estados Unidos o setor já recebeu ajuda do governo equivalente a US$ 17,4 bi.

A previsão do Ministério do Trabalho é de que as demissões deste mês superem as 300 mil de dezembro de 2008, mesmo considerando as saídas dos empregados que estavam no mês anterior em empregos temporários.

Já os setores ligados à produção de bens essenciais, como saúde, educação, água, esgotos e energia, podem, segundo Almeida, manter o mesmo nível de empregos durante todo o primeiro trimestre. Na construção civil, ele prevê que o impacto da crise só não será maior porque as empreiteiras precisam continuar as obras já em andamento, e para isso vão mover as indústrias fornecedoras de matéria-prima.

A previsão do Banco Central divulgada hoje, 12, pelo boletim Focus é de que a atividade industrial cresça 2,5% neste ano, e o PIB tenha uma elevação de 2,4%, cuja previsão no mês passado era de 2,5%.

Segundo declaração do presidente Lula dada hoje, 11, ao programa Café com o presidente, a economia no primeiro trimestre poderá ter um desenvolvimento preocupante, e para evitar a recessão colocará recursos ao BNDES para estimular o investimento, para “garantir empregos, garantir salário e garantir renda”, afirmou o presidente.

Além de injeção de recursos no BNDES, analistas apontam para a necessidade da redução dos juros, que segundo previsões do mercado financeiro ficarão em 11,75%.

Com informações da Agência Brasil e do Valor Econômico.



No artigo

x