O balanço do massacre: mais de 700 palestinos mortos

O Egito anunciou que representantes de Israel, do Hamas e da Autoridade Palestina aceitaram se reunir hoje no Cairo, separadamente, com o governo local para discutir o plano de cessar-fogo proposto pelos governos egípcio e francês. Segundo fontes,...

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O Egito anunciou que representantes de Israel, do Hamas e da Autoridade Palestina aceitaram se reunir hoje no Cairo, separadamente, com o governo local para discutir o plano de cessar-fogo proposto pelos governos egípcio e francês. Segundo fontes, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, pressionou Tel Aviv a aceitá-lo. Por outro lado, a Síria, aliada do Hamas, já o aceitou. Embora o ataque israelense tenha sido retomado apó uma trégua de três horas para fazer chegar ajuda humanitária a Gaza, Tel Aviv não aprovou a "terceira fase" do ataque, em que as suas tropas ocupariam definitivamente as zonas urbanas do território.

Segundo os serviços de emergência da Faixa de Gaza, pelo menos 702 palestinianos morreram e 3.100 ficaram feridos desde o início da ofensiva, no dia 27 de Dezembro. Onze israelitas morreram no mesmo período, entre civis e militares. 

Israel lançou quarta-feira milhares de panfletos sobre Rafah, no Sul da Faixa de Gaza, instando a população a sair das suas casas e fugir dos bombardeamentos, que se seguiram pouco depois. Mas os palestinianos de Gaza não têm para onde fugir: não há refúgios seguros, nem sequer os estabelecidos pela ONU, que já foram bombardeados por israelense três vezes. 

O plano de paz propõe uma trégua que permita a abertura de um corredor humanitário para levar ajuda a Gaza e dar tempo a negociações de um cessar-fogo duradouro. As autoridades do Cairo convidam também a Autoridade Palestiniana e todas as facções a unir esforços na procura de chegar a um acordo de reconciliação nacional. O plano não menciona uma das principais exigências de Israel, a adoção de medidas para impedir o rearmamento do Hamas.

Com informações do Esquerda.net.



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