ONGs do Brasil, Paraguai e Haiti se unem contra preconceito a soropositivos

Três nações da América Latina estão unindo forças para combater o preconceito contra as pessoas que vivem com HIV/Aids. Brasil, Paraguai e Haiti lançarão concomitantemente a campanha internacional nos três países neste mês de...

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Três nações da América Latina estão unindo forças para combater o preconceito contra as pessoas que vivem com HIV/Aids. Brasil, Paraguai e Haiti lançarão concomitantemente a campanha internacional nos três países neste mês de dezembro, em janeiro e fevereiro. A intenção é que a luta contra o preconceito não aconteça apenas neste 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra Aids. Por este motivo o projeto prosseguirá até julho de 2010.

No Brasil, a iniciativa é das ONGs nordestinas Diaconia, de Pernambuco, e Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (GAPA), do estado da Bahia, com o apoio da ICCO, organização intereclesiástica de cooperação para o desenvolvimento.

"Já vínhamos discutindo com a ICCO como nos articular com outros países da América Latina que vivem a mesma situação econômico-social e de preconceito que o Brasil. Então, durante um encontro em Salvador com ONGs do Paraguai e do Haiti houve essa identificação e foi proposta a criação de um projeto piloto para combater o preconceito com os portadores de HIV", explica Sérgio Andrade, coordenador do Programa de Apoio a Ação Diaconal das Igrejas (PAADI), da Diaconia.

Segundo Sérgio, a proposta da campanha é ajudar e facilitar o entendimento de que as pessoas que vivem com Aids têm direito à saúde, educação, emprego, diversão e lazer, respeito, amor. "A intenção é que as pessoas compreendam que o portador de HIV/Aids não é uma pessoa especial, alienígena ou diferente, mas sim um cidadão que também têm direitos", fala Sérgio.

A campanha pretende gerar grande impacto sobre a maior quantidade de pessoas possível. Para isso, serão utilizados largamente materiais de mídia como anúncios para jornal, VTs de 30’’ para TVs, banners de internet e cartazes em ônibus. A ideia é que em vários veículos de comunicação seja feito uma alerta contra o preconceito e a violação dos direitos dos portadores de HIV/Aids

Ainda que a população soropositiva tenha que lutar por grandes avanços na garantia de seus direitos, iniciativas expressivas estão sendo realizadas para melhorar a vida destas pessoas.No dia último dia 17, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou uma lei que caracteriza como crime a preconceito aos portadores de HIV e Aids. Com isso, quem cometer o delito pode ser punido com multa e até quatro anos de prisão.

Números sobre HIV/Aids
Ao final de 2007, mais de 1,5 milhões de pessoas viviam com Aids na América Latina. O Brasil, juntamente com Colômbia, México e Argentina agrupa boa parte desta população. Estima-se que em solo brasileiro vivam cerca de 600.000 pessoas portadoras do HIV. Deste contingente, 200 mil já fizeram o teste e 400 mil pessoas não sabem que vivem com o vírus. Pela grande população, o país apresenta prevalência relativamente baixa de HIV de 0,5%

No Paraguai, o primeiro caso de Aids foi identificado em 1985. Desta data até o último mês de dezembro foram registrados no país 2302 casos. Hoje, a estimativa de prevalência de pessoas, com idade entre 15 e 49 anos, portadoras de HIV foi de 11.320 e a estimativa de crianças foi de 673.

O Haiti é o país com a maior taxa de pessoas portadoras de HIV no Caribe. Um estudo realizado com haitianos que tinham entre 13 e 25 anos constatou que poucos jovens utilizam preservativos mesmo sabendo que sua importância, neste país a prevalência de HIV foi de 6,3% entre as mulheres e 5,5% entre os homens.

Com informações da Adital.



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