Opinião: O Piso Salarial Nacional é uma questão de justiça

A mobilização em defesa do Piso Salarial Nacional Profissional está mantida. A categoria marchou em Brasília pelo piso e agora aguarda o resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal da Ação Direta de Inconstitucionalidade...

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A mobilização em defesa do Piso Salarial Nacional Profissional está mantida. A categoria marchou em Brasília pelo piso e agora aguarda o resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adi) nº 4167 -impetrada pelos governadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará – para tomar uma posição sobre o próximo ano letivo. Já existe, inclusive, a possibilidade de ser deflagrada uma greve nacional no retorno das aulas.

É inadmissível que, justamente, os governadores dos estados onde a arrecadação de tributos é maior, protestem contra o pagamento de um piso de R$ 950. Se estados mais pobres têm condições de honrar com o pagamento do Piso é evidente que o mais ricos também têm. É lamentável que, ainda nos dias de hoje, o Brasil tenha dívidas educacionais que não condizem com um projeto de desenvolvimento socialmente justo, uma vez que muitos professores sequer recebem um salário mínimo por mês. Está passando da hora de valorizar o profissional de educação.

Não podemos nos intimidar diante de mais esse embate. A lei 11.738/08 é fruto de uma conquista legítima da categoria e os governadores e prefeitos precisam honrar o compromisso de pagar o piso. Desde o dia 16 de julho, professores da educação básica pública vivem uma fase histórica com a sanção da lei. Foram muitos anos de luta, por isso não permitiremos que haja um retrocesso e voltaremos às ruas quantas vezes for necessário para a concretização dessa vitória e em defesa de uma educação pública de qualidade.



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1 comment

  1. Gidasio Silva

    Essa resistência desses govenadores para implantar o Piso Salarial Nacional, já aprovado na Confesso Nacional e sancionado pelo Presidente da República, demonstra o quanto parcela da classe dirigente brasileira é atrasada, conservadora e sem compromisso com a Educação.

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