Opinião: Pistas práticas para cuidar da Terra (II)

No artigo anterior referimos pistas práticas que tinham a ver com a mudança da mente ou do olhar. Agora importa considerar as mudanças das práticas da vida cotidiana: Procure em tudo o caminho...

115 0

No artigo anterior referimos pistas práticas que tinham a ver com a mudança da mente ou do olhar. Agora importa considerar as mudanças das práticas da vida cotidiana:
Procure em tudo o caminho do diálogo e da flexibilidade porque é ele que garante o ganha-ganha e é uma forma de diminuir os conflitos e até poder resolvê-los.
Valorize tudo o que vem da experiência, dando especial atenção aos que não são ouvidos pela sociedade.

Tenha sempre em mente que o ser humano é um ser contraditório, sapiente e ao mesmo tempo demente; por isso seja critico e simultaneamente compreensivo.

Tome a sério o fato de que as virtualidades cerebrais e espirituais do ser humano constituem um campo quase inexplorado. Por isso sempre esteja aberto à irrupção do improvável, do inconcebível e do surgimento de emergências.

Por mais problemas que surjam, a democracia sem fim é sempre a melhor forma de convivência e de superação de conflitos, democracia a ser vivida na família, a comunidade, nas relações sociais e na organização do estado.

Não queime lixo e outro rejeitos, pois eles fazem aumentar o aquecimento global. Eles podem ser reciclados.
Avise às pessoas adultas ou às autoridades quando souber de desmatamentos, incêncios florestais, comércio de bromélias, plantas exóticas e de animais silvestres. 

Ajude a manter um belo visual de sua casa, da escola ou do local de trabalho, pois a beleza é parte da ecologia integral.

Anime a grupos para que no bairro se crie um veículo de comunicação, uma folha ou um pequeno jornal, para debater questões ambientais e sociais e acolher sugestões criativas.
Fale com frequência em casa, com os amigos, com os moradores de seu prédio e na rua sobre temas ambientais e de nossa responsabilidade pelo bem viver humano e terrestre.

Reduzir, reutilizar, reciclar, rearborizar, rejeitar (a propaganda espalhafatosa), respeitar e se responsabilizar. Estes 7 erres (r) nos ajudam a sermos responsáveis face à escassez de bens naturais e são formas de sequestar dióxido de carbono e outros gáses poluentes da atmosfera.
O Pe. Cícero Romão Batista, um dos ícones religiosos do povo do Nordeste do Brasil, elaborou, no início do século XX, dez preceitos de conteúdo ecológico:
“Não derrube o mato nem mesmo um só pé de pau.
-Não toque fogo no roçado nem na caatinga.
-Não cace mais e deixe os bichos viverem.
-Não crie o boi nem o bode soltos: faça cercados e deixe o pasto descansar para que possa se refazer.
-Não plante serra acima, nem faça roçado em ladeira muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e para que não se perca a sua riqueza.
-Faça uma cisterna no canto de sua casa para guardar a água da chuva.
-Represe os riachos de cem em cem metros ainda que seja com pedra solta.
-Plante cada dia pelo menos pé de árvore até que o sertão seja uma mata só.
-Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga.
Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai se acabando, o gado melhorando e o povo terá o que comer.
Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo, o sertão todo vai virar um deserto só”.
Estas práticas nos dão a esperança de que as atuais dores não são de morte mas de um novo nascimento. A vida triunfará.



No artigo

x