Organizações realizam evento alternativo à Conferência da OMC

Nesta segunda-feira, 30, começa, em Genebra, Suíça, a Sétima Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC). O encontro ocorrerá até 2 de dezembro, com discussões que terão como tema central "A OMC, o...

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Nesta segunda-feira, 30, começa, em Genebra, Suíça, a Sétima Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC). O encontro ocorrerá até 2 de dezembro, com discussões que terão como tema central "A OMC, o sistema multilateral de comércio e o ambiente econômico mundial". Contra esta reunião, movimentos sociais e ambientais realizam eventos alternativos.

No sábado, 28, mais de 40 movimentos associativos, ecologistas, sindicatos e organizações não governamentais (ONGs) realizaram uma manifestação na cidade suíça contra a OMC. De acordo com os organizadores, cerca de sete mil pessoas, sob a palavra de ordem "Contra a OMC porque um mundo melhor é urgente", caminharam pelas principais ruas da capital, passando, inclusive, pela sede central da OMC.

Durante quatro dias, as organizações se reunirão em uma "contra-Cúpula", com debates, fóruns, palestras e ações simbólicas. Entre os principais assuntos debatidos, estão: "Comércio e clima" e "Livre troca agrícola e ecológica". Ademais, os participantes realizarão visitas guiadas a ações de Genebra "politicamente incorretas", as quais se estenderão até a próxima quinta-feira, 3.

A celebração da Sétima Conferência Ministerial da OMC é um acordo realizado em 26 de maio pelo Conselho Geral da OMC. Oficialmente, de acordo com informações da Via Campesina, é apresentada somente como um encontro de avaliação do sistema comercial, e não como uma reunião de negociações.

No entanto, segundo a organização – que também promoveu ações de pressão aos governos contra a OMC -, algumas autoridades, como os representantes dos países do G20, os da Índia e o diretor da OMC, tentam de todas as maneiras possíveis utilizar as reuniões, tais como esta Conferência, para concluir em 2010 o ciclo de Doha.

Até agora, as discussões sobre a liberação do comércio internacional (Rodada de Doha), iniciadas em 2001, seguem sem conclusões definitivas porque não há consenso entre países desenvolvidos e nações em desenvolvimento sobre as questões agrícolas e industriais.

Com informações da Adital.



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