Ossadas de militantes da ditadura serão identificadas

Diversos militantes da Guerrilha do Araguaia e de organizações urbanas do Rio de Janeiro poderão ser identificadas em breve. O Ministério da Justiça implantará uma Unidade de Antropologia e Arqueologia Forense para identificar osssadas...

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Diversos militantes da Guerrilha do Araguaia e de organizações urbanas do Rio de Janeiro poderão ser identificadas em breve. O Ministério da Justiça implantará uma Unidade de Antropologia e Arqueologia Forense para identificar osssadas do Cemitério de Perus e retiradas da reserva indígena suruí e do Cemitério de Xambioá, no Tocantins.

As ossadas já foram submetidas a um exame de DNA, sem sucesso. Desta vez, a ideia é utilizar a arqueologia e a antropologia para realizar a identificação. Com o método, já se chegou a identificar uma guerrilheira do Araguaia, a professora Maria Lúcia Petit.

A força-tarefa criada para cuidar do caso saiu da assinatura de uma portaria pelo ministro Tarso Genro, e está subordinada ao secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior. Dela pretende-se criar um complexo laboratório forense, que pode ser o pontapé para a identificação de 144 desaparecidos políticos, sendo 10 deles camponeses do Araguaia, além de casos atuais que necessitem de outros métodos para a identificação de corpos.

A SEDH e a Comissão de Mortos e Desaparecidos seriam convidados para acompanhar as missões, mas a competência técnica ficaria a cargo do novo órgão. O grupo é formado por representantes da Casa Civil do Palácio do Planalto, Polícia Federal, Ministério Público Federal, Secretarias Nacional de Justiça, Executiva e Legislativa do MJ, Comissão de Anistia, Conselho Nacional de Justiça e Polícia Civil de São Paulo.

"É dever do Estado respeitar o direito a verdade, a Justiça e a reparação integral. Reconhecer o direito de localizar e poder enterrar dignamente seus entes queridos", disse o presidente da Comissão de Anistia Paulo Abrão.

A Argentina e a Guatemala já possuem laboratórios forenses altamente desenvolvidos, por conta da necessidade de identificação de restos mortais de militantes que combateram durante suas ditaduras, que estiveram entr as mais sangrentas de toda a América Latina. A arqueóloga guatemalteca Isabel Del Carmen Aguirra Castillo já aceitou convite para explicar à força tarefa do Ministério da Justiça brasileiro a metodologia utilizada em seu país.

Com informações de agências.



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