Países do Mercosul defendem políticas sociais integradas

Decididos a impulsionar a integração na área social, os governos do Brasil, da Argentina, dp Uruguai e do Paraguai lançarão o chamado Instituto Social do Mercosul, voltado para estudos conjuntos e avaliações de suas...

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Decididos a impulsionar a integração na área social, os governos do Brasil, da Argentina, dp Uruguai e do Paraguai lançarão o chamado Instituto Social do Mercosul, voltado para estudos conjuntos e avaliações de suas políticas públicas. A iniciativa será levada ao Conselho do Mercado Comum (CMC) – instância máxima decisória do Mercosul, que se reúne um dia antes da Cúpula de Chefes de Estado, marcada para o próximo dia 16, em Salvador.

O novo órgão deverá ser uma espécie de Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) do Mercosul, destinado à análise de temas como segurança alimentar, saúde, combate à pobreza e questões sanitárias, entre outros.

“Não existe, nos nossos países, um exercício conjunto de avaliação comparativa, de seleção de melhores práticas, de harmonização de indicadores sociais. Tudo o que a gente vem fazendo na área econômica está muito atrasado na área social”, avalia o diretor do Departamento do Mercosul do Itamaraty, ministro Bruno Bath.

Ainda para estimular a troca de experiências na área social, deve ser aprovada, na próxima cúpula a criação do Plano de Ação Social do Mercosul, cujo objetivo será sistematizar todas as iniciativas já desenvolvidas pelos quatro países do bloco. “A partir dessa compilação vai ser possível identificar a inter-relação entre os temas e, sempre que for possível, formular políticas e implementar de forma harmonizada ou coordenada”, explica o diplomata.

Da reunião do CMC também deve sair um comunicado conjunto de chanceleres e ministros da área social do Mercosul sobre os impactos da crise financeira internacional nas políticas sociais. O documento deve destacar a importância da manutenção dos investimentos na área social e alertar para o risco de recuo nas conquistas dos últimos anos.

A crise financeira também entrará em pauta em outra sessão do CMC, no mesmo dia 15, desta vez com a presença de ministros da área econômica e presidentes de Bancos Centrais, para articular os termos em que o tema constará na declaração final da Cúpula de Chefes de Estado. No final de outubro, a crise financeira global motivou a realização de reunião extraordinária do Conselho do Mercado Comum, em Brasília.



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