“Paz sem fronteiras” mobiliza multidão em Cuba

Mais de um milhão de pessoas, a maioria vestida de branco, ocupou, no último domingo, 20 de setembro, a Praça da Revolução, na capital de Cuba, Havana, para participar de um concerto pela paz....

230 2

Mais de um milhão de pessoas, a maioria vestida de branco, ocupou, no último domingo, 20 de setembro, a Praça da Revolução, na capital de Cuba, Havana, para participar de um concerto pela paz. O evento foi encabeçado pelo artista colombiano Juanes – que chegou a ser ameaçado pelos anticastristas de Miami. O espetáculo "Paz sem fronteiras" teve como objetivo justamente promover uma aproximação entre os Estados Unidos e Cuba.

A iniciativa foi transmitida por várias emissoras de TV dos Estados Unidos, Europa e América Latina. "Aos jovens de Miami e de todo o mundo: podemos pensar diferente, mas, aqui, estamos pela paz. Deixemos o ódio de lado", disse Juanes, externando o desejo de promover o mesmo show em Miami. "Queremos que, com o tempo, as coisas mudem e a família cubana seja apenas uma. E a melhor linguagem para chamar a atenção para isso é a da música e a da paz", completou o cantor.

A grande presença de público surpreendeu os próprios organizadores. A multidão – que superou o público da missa de João Paulo II, em 1998, assistida por 800 mil pessoas – se amontoou desde cedo perto do gigantesco palco, desafiando um calor de mais de 30º C.

O show foi a segunda edição do evento pela paz. O primeiro foi organizado no ano passado na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela. "Não posso acreditar no que meus olhos estão vendo. É o sonho mais bonito de paz e amor que pude experimentar depois dos meus filhos", comentou Juanes, ao entrar no palco.

Desde que anunciou a intenção de promover o concerto em Cuba, Juanes suscitou a ira de muitos exilados cubanos em Miami, feudo do anticastrismo, onde mora com sua família. Vítima da intransigência, o cantor recebeu ameaças de morte e seus discos foram quebrados a golpes de martelo.

Além de Juanes – que escreveu a música "Cubano Soy”, especialmente para o evento, em "homenagem aos cubanos de dentro e de fora de Cuba", outros 13 cantores populares de língua espanhola se apresentaram. Participaram artistas como o espanhol Miguel Bosé, o italiano Jovanotti e as bandas Ourishas e Van Van. A diva porto-riquenha, Olga Tañon chegou a qualificar a festa como "o concerto do século", lembrando que os artistas ali presentes estavam "fazendo história". Era possível ver várias bandeiras cubanas e de outros países latino-americanos, como Brasil, México, Venezuela, Porto Rico e Chile

A iniciativa, que aconteceu na véspera do Dia Internacional da Paz, proclamado pela ONU “como momento de " comemorar e fortalecer os ideais de paz em cada nação e cada povo e entre eles", durou cinco horas, prendendo a atenção da multidão que se espremia na praça, a maioria, jovens.

"É um grão de areia a mais na tentativa de melhorar as relações entre EUA e Cuba por meio da arte. Vencemos o medo. Esperamos que também o possam vencer os jovens daqui e os de Miami", declarou Juanes, mandando um recado aos cubanos que residem dentro e fora da ilha.: "É tempo de mudar".

Com informações de agências



No artigo

2 comments

  1. Massuelos de Siqueira Campos

    Parabéns a Forúm por divulgar este belo pela Paz, em Havana.É impressionante o silencio da grande mídia acerca desse grande evento. Se fosse um ato contra o governo cubano certamente haveria grandes destaques. Pela reação dos anticastrristas descobre-se claramente de que lado está o radicalismo.

  2. Massuelos de Siqueir

    Parabéns a Forúm por divulgar este belo pela Paz, em Havana.É impressionante o silencio da grande mídia acerca desse grande evento. Se fosse um ato contra o governo cubano certamente haveria grandes destaques. Pela reação dos anticastrristas descobre-se claramente de que lado está o radicalismo.

Comments are closed.


x