PM joga bombas em protesto, mas manifestantes da USP voltam ao ato

A Polícia Militar (PM) jogou ao menos duas bombas de efeito moral na direção de estudantes e funcionários da USP que prostetavam em frente ao Memorial da América Latina, por volta das 12h30 de...

172 0

A Polícia Militar (PM) jogou ao menos duas bombas de efeito moral na direção de estudantes e funcionários da USP que prostetavam em frente ao Memorial da América Latina, por volta das 12h30 de hoje, onde estava marcado para ocorrer a votação do segundo turno das eleições para reitor da universidade. A ação foi uma resposta da PM aos fogos de artifício lançados pelos funcionários momentos antes. Segundo manifestantes, ninguém ficou ferido e, após uma rápida dispersão, o protesto se recompôs.

O segundo turno estava programado para ter ocorrido ontem, 10, no prédio da reitoria, no campus Butantã da USP, mas sua realização foi impedida por um grupo de pouco mais de 100 estudantes, funcionários e membros de movimentos sociais que bloquearam a entrada do prédio.

Após o bloqueio, a reitoria decidiu alterar o local da votação para a Biblioteca do Memorial da América Latina, no bairro da Barra Funda. Antes dessa decisão, falava-se em transferir a votação para o prédio do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), localizado dentro da cidade universitária.

Esta não é a primeira vez que a polícia militar reage com bombas de efeito moral para reprimir uma manifestação de estudantes da USP. No dia 9 de junho deste ano, a força tática da PM entrou no campus Butantã e jogou bombas contra estudantes e dentro do prédio dos cursos de História e Geografia. Na ocasião, alguns alunos saíram feridos e no dia seguinte foi aprovada em assembleia paralisação dos estudantes.

Apesar do tumulto na frente da biblioteca do Memorial, o primeiro escrutínio já ocorreu e agora é esperado o resultado do segundo turno. Após a votação, uma lista com os três candidatos que receberam mais votos será enviada ao governador José Serra, que é a quem cabe bater o martelo na decisão do futuro reitor da USP.

Os manifestantes acusam o processo eleitoral para reitor da universidade de anti-democrático e defendem a participação dos estudantes na decisão das políticas para a universidade.



No artigo

x