Por carta, maestro John Neschling é demitido da Osesp

John Neschling, maestro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) nos últimos 12 anos, foi demitido do cargo por carta divulgada nesta quarta-feira, 21no site da instituição. O documento assinado pelo presidente...

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John Neschling, maestro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) nos últimos 12 anos, foi demitido do cargo por carta divulgada nesta quarta-feira, 21no site da instituição.

O documento assinado pelo presidente da Fundação do Conselho de Administração da Fundação Osesp, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afirma que a demissão veio como resposta a declarações dadas por Neschiling, em dezembro, ao jornal "O Estado de São Paulo", que FHC classificou como "conduta indesejável e inconciliável com o desempenho das atribuições contratuais."

O texto de FHC diz que "à luz da gravidade dos termos daquela entrevista, que coroa uma série de manifestações na mesma direção, o Conselho de Administração, com pesar, mas no cumprimento do seu dever estatutário de zelar pela preservação dos interesses da Osesp, decidiu, por unanimidade, pela ruptura contratual imediata. A manifestação pública de Vossa Senhoria deixa poucas dúvidas quanto à possibilidade – como era nossa intenção – de uma convivência harmoniosa, no processo de sucessão, evidenciando conduta indesejável e inconciliável com o desempenho das atribuições contratuais."

Segundo a coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S.Paulo de hoje, 22, o governador José Serra (PSDB) queria tirá-lo do cargo desde o ano passado devido a declarações de Neschling, que chegou a chamar Serra de "menino mimado" e "autoritário" logo no começo do governo.

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1 comment

  1. Pedro Machado

    Por que ninguém se refere ao vultoso salário recebido por este maestro durante todo o tempo em que esteve à frente da OSESP? Relata-se o caso como se o maestro fosse um coitadinho que, por sua personalidade questionadora, agora fosse alijado do cargo. Meu Deus, se o público soubesse quantas dezenas de milhares de reais o maestro colheu por mês, logo perceberia que sua aposentadoria, forçada ou não, destaca-se do padrão de 99,9% do restante da população.

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