Presidente do Uruguai deixa o partido socialista

Fabio Pozzebom/ABr O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, deixou o Partido Socialista, que integra a coalizão de esquerda Frente Ampla, por conta das últimas opiniões dessa força política, que contrariaram o que pensa o presidente,...

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Fabio Pozzebom/ABr

O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, deixou o Partido Socialista, que integra a coalizão de esquerda Frente Ampla, por conta das últimas opiniões dessa força política, que contrariaram o que pensa o presidente, informou nesta quinta-feira a imprensa local. Vázquez, que integrava o Partido Socialista desde 1983, enviou uma carta ao secretário-geral do partido, Eduardo Fernández, na qual solicitava seu desligamento.
Fontes da presidência disseram ao jornal El Observador que o mandatário optou por sair do partido por conseqüência da tentativa deste de derrubar o veto da Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva, que descriminalizava o aborto, e pelas críticas que Vázquez recebeu por sua decisão, contrária à orientação do partido.
A Assembléia Geral não reuniu os votos há 15 dias para derrubar o veto de Vázquez, numa sessão onde a maioria da bancada da Frente Ampla se pronunciou contra a posição do mandatário.
O veto à lei de despenalização do aborto continuou firme por conta da adesão dos partidos conservadores Blanco e Colorado.
Outros meios de comunicação adicionaram que também pesou na decisão de Vázquez a falta de apoio do Partido Socialista à chapa presidencial proposta pelo presidente para que a coalizão concorra às eleições de outubro de 2009, composta pelos senadores Danilo Astori e José Mujica, ex-ministros da Economia e Pecuária, respectivamente.
O último congresso do partido, que se reuniu há pouco mais de uma semana, não respaldou a fórmula Astori-Mujica e propôs como candidato alternativo o ministro da Indústria, Daniel Martínez. Diversos setores da coalizão também rechaçaram a idéia.
O congresso da Frente Ampla deverá definir a chapa presidencial em sua reunião marcada para 13 e 14 de dezembro por dois terços de seus integrantes, embora se considere improvável a composição do binômio proposto pelo atual presidente, devido à falta de acordo entre os senadores.
A senadora socialista Mónica Xavier disse ao El Observador que a saída do presidente provocou grande comoção e acrescentou que a renúncia "é inaceitável, pelo que Vázquez significa para o partido".
Mesmo com a saída, o Partido Socialista "ratifica seu apoio total ao presidente", disse a senadora.

(Com informações da agência ANSA)



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