Representantes de Zelaya e Micheletti dão continuidade ao diálogo

Os diálogos entre os representantes do presidente deposto Manuel Zelaya e do presidente golpista Roberto Micheletti, que têm com finalidade encontrar uma saída para o Golpe de Estado instalado desde 28 de junho, tiveram continuidade nesta...

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Os diálogos entre os representantes do presidente deposto Manuel Zelaya e do presidente golpista Roberto Micheletti, que têm com finalidade encontrar uma saída para o Golpe de Estado instalado desde 28 de junho, tiveram continuidade nesta terça-feira, 13. O dia foi de expectativas, pois se aproxima o 15 de outubro, data limite dada pelo próprio Zelaya para se chegar a um acordo favorável a sua volta ao poder. Mesmo com toda articulação para se chegar a um resultado positivo, o presidente deposto admitiu não ter confiança em que se consigam avanços entre ambos.

Durante os encontros, que devem seguir até quinta-feira, 15, serão discutidos cinco dos oitos pontos essenciais do Acordo de São José, proposto pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias. Os cinco acordos são a criação de um governo de unidade, a não aplicação de uma anistia, a renúncia de Zelaya a convocar uma Assembléia Constituinte, o não progresso das eleições do 29 de novembro e o transgressão do comando das Forças Armadas ao tribunal eleitoral um mês antes das eleições.

Outra data que se aproxima e será definitiva para o desenrolar do Golpe é a das eleições presidenciais de Honduras. Segundo Comunicado da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado, caso Zelaya não retome o poder até a próxima sexta-feira o processo eleitoral previsto para 29 de novembro não será reconhecido.

Da mesma forma, a Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) está mantendo uma posição contundente contra o Golpe e rechaçando a realização do processo eleitoral. Caso contrário, se o governo de fato conseguir concretizar o processo eleitoral na data prevista, será a legitimação do golpe.

Em Comunicado aos Ministros de Assuntos Exteriores da União Europeia, a presidente de FIDH, expressa sua profunda preocupação com a situação que Honduras vem sofrendo, sobretudo por conta das constantes violações aos direitos humanos que estão acontecendo sem que haja qualquer tipo de punição. O Comunicado também critica o posicionamento de Micheletti ante a tentativa de negociações pacíficas.

"Apesar dos esforços de conciliação levados pela OEA e pelo prêmio Nobel da paz Oscar Arias, nos últimos dias o governo de fato demonstrou mais uma vez sua falta de vontade de encontrar uma saída dialogada e pacífica para a situação provocada pelo Golpe de Estado, negando-se a restabelecer no governo o presidente constitucionalmente eleito, Manuel Zelaya e incrementando a repressão." (trecho do Comunicado da FIDH)

Por todas as violações dos direitos humanos, pela manutenção da censura, repressão e uso excessivo da força contra os opositores ao regime, além de diversas outras atrocidades cometidas desde 28 de junho, a presidente da FIDH requereu da União Europeia (UE) alguns posicionamentos importantes, entre eles: que as eleições de 29 de novembro e seus resultados não sejam reconhecidos, que mantenha sua exigência de restituição de Manuel Zelaya como requisito indispensável para o restabelecimento da ordem democrática em Honduras e que reafirme sua condenação ante as contínuas violações de direitos humanos.

Com informações da Adital.



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