Rio Verde, cidade perigosa para jovens negros

Rio Verde, em Goiás, é a cidade mais perigosa para adolescentes e jovens negros, segundo o Estudo do Laboratório de Análise da Violência da Uerj – realizado em parceria com o Observatório de Favelas,...

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Rio Verde, em Goiás, é a cidade mais perigosa para adolescentes e jovens negros, segundo o Estudo do Laboratório de Análise da Violência da Uerj – realizado em parceria com o Observatório de Favelas, Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, que revelou o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA).

Lá, o risco de um adolescente e ou jovem negro – na faixa entre 12 e 18 anos – morrer assassinado antes de completar 19 anos é 40 vezes mais alto que o de um branco. No Brasil, a média de risco é de 2,6 vezes mais de um negro ser vítima de homicídio. O Estudo se baseia em dados de 2.006, que constatou que 46% dos jovens nessa faixa etária são vítimas de homicídios e foi feito nas 267 cidades brasileiras com população superior a 100 mil habitantes.

O IHA é calculado levando-se em conta grupos de 1 mil jovens e apresenta como média nacional 2 jovens mortos para cada mil, considerado muito alta pelos estudiosos. Em apenas 22% dos municípios o risco é maior para os brancos.

Região de maior risco

Os maiores riscos (acima de 5) para jovens negros estão na Região Nordeste. Entre as cidades que se destacam estão Fortaleza – a capital cearense – e cidades do entorno como Caucaia, Maranguape e Maracanaú.

Também a Região Metropolitana de Recife, João Pessoa e Santa Rita, na Paraíba, além de Maceió, Salvador e o seu entorno- Camaçari, Simões Filho, e cidades do Sul da Bahia, como Ilhéus e Itabuna.

Os municípios de Parnaíba, no Piauí, e Açailândia, no Maranhão, Belém – a capital do Pará, na Região Norte – bem como Abaetuba e Castanhal, apresentaram riscos relativos entre 5 e 10.

No Pará, os lugares em que negros correm mais risco de morte precoce, são os municípios de Ananindeua (risco relativo superior a 10) e Santarém – risco na faixa entre 5 e 10.

Onde mora o perigo
Em Goiás, além de Rio Verde, a campeã nacional em letalidade para jovens negros, destacam-se Águas Lindas de Goiás, próxima à Brasília, que também apresenta risco superior a 10, e Luziânia, cujo risco fica entre 5 e 10.

Sabará, em Minas Gerais, Linhares, Guarapari, Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo, além do Distrito Federal apresentam riscos relativos por cor entre 5 e 10.

Os técnicos responsáveis pelo Estudo advertem que é preciso interpretar com cautela os resultados “na medida em que a cor nas certidões de homicídio é atribuída por um funcionário público enquanto que a cor na população, isto é, no Censo, é fruto da autocategorização".

Em outras palavras, não há garantia de que ambas as fontes classifiquem a cor exatamente da mesma forma, mesmo porque pesquisas mostram que o critério de autoclassificação pode mudar com o tempo.

Por Afropress.



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2 comments

  1. José de Tarso

    Como todas as estatísticas, essa é tendenciosa. Responda: Quem está matando? É o branco? Cuidado com estatísticas. Sempre são feitas sob encomenda e, SEMPRE, são ideológicamente direcionadas.

  2. José de Tarso

    Como todas as estatísticas, essa é tendenciosa. Responda: Quem está matando? É o branco? Cuidado com estatísticas. Sempre são feitas sob encomenda e, SEMPRE, são ideológicamente direcionadas.

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