Saúde do professor vira tema de campanha

Preocupados com a deterioriação da saúde do professor, o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) lança, na próxima quarta-feira, 18, a campanha Saúde do Professor. O objetivo é...

302 0

Preocupados com a deterioriação da saúde do professor, o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) lança, na próxima quarta-feira, 18, a campanha Saúde do Professor. O objetivo é conscientizar a sociedade das pressões a que são submetidos os docentes, seja por conta da rotina da profissão, seja pela desvalorização de seu trabalho.

Desde a década de 1970 já se realizavam estudos sobre a profissão dos docentes, notando-se que ela acarretava não somente um estresse comum a outras profissões, mas danos mais graves à saúde. Identificou-se um conjunto de riscos pelos quais o professor passava em sala de aula, como agressões físicas, assédio moral e exaustão emocional e física. Esse cenário e sua conseqüências para a saúde do professor foi diagnosticado como Síndrome do Burnout, caracterizando um tipo de estresse ocupacional durante o qual a pessoa consome-se física e emocionalmente, resultando em exaustão e em um comportamento agressivo e irritadiço.

A manifestação desse comportamento também está condicionada ao ritmo de seu trabalho, como com a dupla jornada e às cada vez mais constantes posturas agressivas por parte dos alunos, que acabam muitas vezes levando a agressões físicas ou morais. Os professores, principalmente os da rede pública, ainda têm que lutar contra as superlotações das salas de aula, competir com o excesso de barulho interno e externo, sem contar com as pressões da coordenação e da direção das escolas, o que potencializa o estresse.

O sindicato pretende, com a campanha, dar assistência aos professores por meio de convêncios com profissioanis de saúde, como médicos do trabalho, psicólogos, psiquiatras e fonoaudiólogos. Também serão realizadas uma série de mesas de debates sobre o assunto em junho. Confira o calendário abaixo:

Quinta-feira, 25 de junho, às 18h:
Mesa 1 – A cultura da violência: a sociedade e a escola com medo:
O medo como produto de consumo: catástrofes, terrorismo, violência urbana, pandemias. A escola como palco das contradições sociais: local de adoecimento do professor. O papel e a importância do professor nesse cenário de caos.
Palestrante confirmada: Rose Reis (Doutora em Educação / Puc-Rio)

Sexta-feira, 26 de junho, às 18h:
Mesa 2 – Trabalho, Educação e Parlamento: o trabalho docente e os movimentos político-sociais:
As mudanças no mundo do trabalho nos últimos anos e seu impacto no trabalho docente. As principais bandeiras nacionais de lutas dos professores hoje. Projetos de leis relacionados ao trabalho e à carreira docente.

Sábado, 27 de junho, às 10h:
Mesa 3 – A saúde do professor: os principais problemas e as estratégias de lutas:
Principais problemas de saúde do professor. Estratégias de luta.
Palestrante confirmada: Sandra Korman Dib (Doutora em Psicologia Social / UFRJ)

Valor:
Entrada franca – Sindicalizado
R$30 – Não sindicalizado
R$20 – Assoc. de outra entidade de professor ou professor maior de 60 anos

Local:
Auditório Gilberto Freyre
Palácio Gustavo Capanema – ReMEC
Rua da Imprensa, s/n – Rio de Janeiro-RJ



No artigo

x