Secretaria de Direitos Humanos promove mostra de filmes sul-americanos

Brasília – Começa hoje, 5, em São Paulo a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Nesta quarta edição, serão exibidos entre longas-metragens e curtas-metragens, documentários e ficções, 39 filmes de dez...

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Brasília – Começa hoje, 5, em São Paulo a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Nesta quarta edição, serão exibidos entre longas-metragens e curtas-metragens, documentários e ficções, 39 filmes de dez países da região: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Além de São Paulo, a mostra percorrerá 15 capitais: Rio de Janeiro (9 a 15/10); Natal (7 a 11/10); Porto Alegre (8 a 16/10); Belo Horizonte (13 a 19/10); Teresina (13 a 19/10); Manaus (19 a 25/10); Fortaleza (19 a 25/10); Rio Branco (19 a 25/10); Belém (22/10 a 1/11); Maceió (26/10 a 1/11); Brasília (26/10 a 1/11); Recife (30/10 a 5/11); Curitiba (3 a 8/11); Goiânia (3 a 8/11); Salvador (4 a 10/11).
Em todas essas capitais haverá a exibição de obras de diretores consagrados como os brasileiros Walter Sales, Daniela Thomas, José Padilha e Tata Amaral. A 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é promovida pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, com produção da Cinemateca Brasileira, patrocínio da Petrobras e apoio da TV Brasil.

Segundo o curador da mostra, o cineasta Francisco César Filho, os filmes têm temática abrangente. As histórias e assuntos vão desde os direitos das mulheres até os direitos de catadores de materiais recicláveis, passando pelo direito à verdade, questão importante entre os diversos países que ainda investigam casos de desaparecimento, morte e tortura durante a ditadura militar. “A discussão dos temas de direitos humanos é fundamental no Brasil e nos demais países do continente, onde ainda não se conseguiu universalizar a maior parte dos direitos”, diz o curador.

Para Francisco, a mostra se diferencia de festivais que ocorrem em outros países porque há um cuidado com a formação de novos públicos. “Nos pautamos por critérios cinematográficos. Não estamos fazendo pregação, mas divulgação”, explica o curador. Ele afirma que quer atrair um público além dos “convertidos aos direitos humanos”.

A expectativa é de que 20 mil pessoas assistam os filmes, inclusive portadores de deficiência auditiva que necessitem de legendas do formato closed caption, e de deficiência visual que precisem de audiodescrição. A programação da mostra nas 16 capitais está disponível no site www.cinedireitoshumanos.org.br.

Com informnações da Agência Brasil.



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