Segundo IBGE, trabalho infantil recuou pouco

O Brasil reduziu somente em 0,7 ponto percentual o número de trabalhadores entre 5 e 17 anos de idade entre 2007 e 2008. Isso representa que ainda existem, aproximadamente, 4,5 milhões de pessoas vítimas...

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O Brasil reduziu somente em 0,7 ponto percentual o número de trabalhadores entre 5 e 17 anos de idade entre 2007 e 2008. Isso representa que ainda existem, aproximadamente, 4,5 milhões de pessoas vítimas de exploração do trabalho infantil.
As informações foram colhidas na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo os dados, 10,2% dos brasileiros na faixa etária pesquisada trabalham atualmente. Entre as regiões, o Nordeste segue como a que mais adota a prática, com 1,7 milhão (12,3%), de crianças e adolescentes na situação. Em seguida, está o Sul, com 11,9%. O Sudeste fica com 7,9%.

Em todas as regiões, os homens são maioria, 2,9 milhões contra 1,5 milhão de mulheres. A proporção de crianças de 5 a 9 anos trabalhando é de 0,9% e, entre 10 a 13 anos, de 6,1%.

Sobre as funções desempenhadas, 51,6% são domésticas. A agricultura detém a segunda colocação, com 35,5%.

Dupla jornada
O estudo mostra que 57,1% das pessoas entre 5 e 17 anos trabalham também em casa, na realização de atividades domésticas diárias, o que somado ao trabalho externo, caracteriza dupla jornada. Em média, a quantidade de horas trabalhadas é de 26,8 por semana.

Renda
O rendimento mensal médio geral é R$269,00. Na faixa etária de 5 a 13 anos de idade, R$100;00, de 14 a 15 anos, R$190;00, e de 16 e 17 anos, R$319,00.
O IBGE indica que as crianças e adolescentes vêm de famílias com renda média per capita de R$ 333,00 e que 865 mil residem em domicílios cujo rendimento per capita é menor que R$117,00 ou que não possuem nenhum rendimento.

Nada para receber
Um dos dados mais preocupantes apontados pelo IBGE é o número de crianças e adolescentes que não recebem para trabalhar, num total de 32,3%. Na faixa etária entre 5 e 13 anos, a situação impressiona, pois o índice sobe para 60,9%.



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