Sem intermediários, mas cheios de desafios

As possibilidades de produção cultural e os desafios colocados por apreciadores e autores foram tema da oficina Free as in "Free beer", organizada pelo coletivo Epidemia, na tarde desta quarta-feira, 28, em...

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As possibilidades de produção cultural e os desafios colocados por apreciadores e autores foram tema da oficina Free as in "Free beer", organizada pelo coletivo Epidemia, na tarde desta quarta-feira, 28, em Belém. Pelo menos 80 pessoas se espremeram em uma sala com capacidade para 50 ba Universidade Federal do Pará (PA).

Mesmo com o calor e a superlotação, os participantes acompanharam a contextualização do debate, pensado para um número menor de pessoas e dedicado mais à articulação segundo os integrantes do coletivo Epidemia. O grupo fez um breve relato da experiência de saraus promovidos em parceria com a Cooperifa, em São Paulo, em que o debate dentro do grupo vem amadurecendo.

A redução de custos para a circulação de conteúdos culturais e a possibilidade de se trabalhar sem intermediários cria, de caraa possibilidade novos modelos de negócio. A liberação de conteúdos na internet para serem baixados, sua distribuição via comércio informal (camelôs) e a busca de ganhos com shows é uma das possibilidades encontradas por grupos como o tecnobrega em Belém. Outro exemplo vem de grupos ligados ao hip hop que, em geral, ficam de fora das mídias convencionais.

O fato é que, em regiões periféricas, a possibilidade mais comum é a ‘desprofissionalização‘ da cultura, já que os poetas e músicos têm todos uma outra atividade, de motoboy, funcionário público, professor, mas continuam produzindo porque gostam.

Como viver da própria produção cultural é o desejo de boa parte dos interessados, algumas alternativas vêm sendo pensadas, da criação de um portal ao estímulo da cultura de doação para dar suporte ao autor.

Para Fernando Anitelli, do Teatro Mágico, mesmo com 1 milhão de downloads em quatro meses, poucas foram as rádios comerciais a executar as músicas do grupo de Osasco (SP). "Muita gente produz cultura livre, pelo caminho paralelo", acredita. "Ser livre é ter página na net e ter disposição para discutir", completa.



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