Sim, é possível

Naquele janeiro de 2001, quando o Fórum Social Mundial dava os seus primeiros passos, a sensação era de que ali, nas dezenas de salas e auditório: da PUC-RS ou nas milhares de barracas de...

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Naquele janeiro de 2001, quando o Fórum Social Mundial dava os seus primeiros passos, a sensação era de que ali, nas dezenas de salas e auditório: da PUC-RS ou nas milhares de barracas de camping apinhadas no Parque Harmonia ou ainda nas festas cantantes no anfiteatro Pôr-do-Sol, surgia um novo sopro de vida.

E esse sopro começava com o chamamento que se tornou talvez a mais beh das frases produzidas para unificar as tantas lutas contra um único sistema: “um outro mundo é possível”.

Mas se pode ir mais longe. Como não falar em sopro de vida se, do lado de lá, que impera é a lógica da morte? O martírio de uma quase toda humanidade?

Falaremos de sopro de vida; então. Tratamos nesta edição dos seis anos de FSM. Celebra-se e se faz relembrar não só a vida que ele construiu. Essa nova vida política de urna sociedade planetária que defende seus conceitos de liberdade, de comércio justo, de cooperativismo, de softwares livres, de respeito ao meio ambiente, de educação de qualidade e tantas outras coisas tão importantes quanto. Tratamos também daquele outro sopro de vida. Daquele que se manifesta a partir da mudança do humano.

No primeiro FSM, o gaúcho escritor Luiz Fernando Veríssimo dizia: “O Ser Humano é o valor de todas as coisas. Pelo tamanho do Ser Humano se mede a vastidão do Universo”.

Nessas suas perambulações pelo mundo, o USM acumulou histórias, importantes reflexões, produziu consensos em diferentes Movimentos sociais, organizou redes e também fez muito barulho. Mas tudo isso ainda seria pouco para torná-lo tão importante quanto, reconhecidamente, hoje o FSM já é.

Talvez por pouquíssimas vezes na história um movimento conseguiu ser tão humano, demasiado humano, como o FSM. Na sua diversidade, na beleza de suas contradições, nas dificuldades e em tudo que vem acumulando em cada tempo.

Esta revista é apenas um pequeno sopro da história que o Fórum tem produzido. E que vem de nossas perspectivas. De brasileiros que acompanharam um trecho do seu caminhar.

Há muitas outras maneiras de contar. A escolha foi a da dimensão humana a que se reporta a vida.



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