“Sou pré-candidata ao governo do RS”, afirma Yeda no Roda Viva

Apesar do alto índice de rejeição ao seu governo divulgado ontem, 5, em pesquisa do Ibope, Yeda Crusius afirmou que é pré-candidata à reeleição. A declaração foi dada ontem no Programa Roda Viva da...

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Apesar do alto índice de rejeição ao seu governo divulgado ontem, 5, em pesquisa do Ibope, Yeda Crusius afirmou que é pré-candidata à reeleição. A declaração foi dada ontem no Programa Roda Viva da TV Cultura. A pesquisa indicou que 74% da população do Rio Grande do Sul (RS) avalia o governo da tucana entre péssimo e ruim, e 62% quer seu impeachment.

Para Yeda, “existe um mercado de escândalos no RS”. A governadora declarou que as acusações contra ela veiculadas na imprensa obedecem a uma lógica de mercado que busca o escândalo, e relaciona sua exposição negativa na mídia ao alto índice de rejeição divulgado.

"O Serra me disse: ‘Yeda, o que você está passando é um ataque especulativo‘", afirmou no programa ao justificar que ela não está sozinha dentro de seu partido. De acordo com a governadora, não existe rejeição a ela dentro do PSDB já que a bancada da legenda é grande no RS.

Recentemente o governador José Serra, de São Paulo, Aécio Neves, de Minas Gerais, Teotônio Vilela Filho, de Alagoas, José de Anchieta Junior, de Roraima, os senadores Sérgio Guerra e Arthur Virgílio e o deputado federal José Aníbal assinaram documento defendendo os “princípios éticos” de Yeda Crusius.

“Faz dois anos e meio que a população gaúcha diariamente me vê na imprensa com escândalos de corrupção. O MP me inocentou. No entanto continua todos os dias a face da governadora em todos os canais de rádio e televisão”, critica. Yeda chegou a citar o livro “1984”, de George Orwell, para explicar o porquê de estarem expondo sua figura na imprensa cotidianamente.

Gestão paulista em terra gaúcha A governadora justificou as denúncias que vem sofrendo, que classificou como “ataques”, pela gestão que promoveu no estado. Em três anos, a governadora acabou com um déficit orçamentário de mais de 30 anos. Recentemente ela assinou acordo com o Banco Mundial de empréstimo de US$1,1 bilhão para pagar as dívidas do estado. Em troca, ela se comprometeu a realizar um ajuste fiscal no estado.

"Eu terminei com os intermediários em muitos setores", vangloria-se Yeda. "Esse modelo de gestão fere os intermediários. Acabou o mercado de intermediação", diz Yeda. A governadora também reduziu 30% dos servidores, a que chamou de “cargos de confiança” dentro do estado.

Além da redução dos custos com servidores, o estado gaúcho também passou por redução dos investimentos públicos nas áreas sociais, como na área de saúde, cuja verba não corresponde ao previsto pela lei de vinculação de receitas do estado. “Ninguém cumpre a percentagem da arrecadação que deve ir pra saúde. Só alguns governos municipais”, justifica-se. A governadora ainda afirmou que “se eu for cumprir as vinculações existentes, só de vinculação é 122% das receitas”, sem explicar como isso seria possível.

A tucana declarou que foi esse modelo de gestão que causou incômodo em seus adversários políticos e que os levaram a fazer as denúncias às quais terá que responder na justiça. "Se houver alguma prova de corrupção, eu digo que não tem", afirmou Yeda.

 

Yeda escapa de perguntas sobre perseguição a movimentos sociais

A governadora do Rio Grande do Sul (RS), Yeda Crusius, escapou de perguntas sobre denúncias de perseguição a líderes e movimentos sociais no estado. A maior parte das perguntas dirigidas à tucana ontem, 5, no Programa Roda Viva da TV Cultura, questionou-a sobre as denúncias de corrupção realizadas durante seu governo. Atualmente integrantes e ex-integrantes de seu governo estão sendo investigados por uma CPI por improbidade administrativa e desvio de recursos públicos.

Durante uma hora e meia de gravação, nenhuma dos cinco jornalistas que ocupavam a bancada do programa perguntaram sobre o fechamento das Escolas Itinerantes do Movimento Sem Terra (MST) pelo Ministério Público Estadual (MPE), que cumpria o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo governo do RS.

A ação retirou crianças das escolas do campo e obrigaram os pais a matricularem-nas em escolas públicas. As escolas itinerantes facilitavam o estudo das crianças que moram e trabalham no campo e ofereciam ensino específico para quem vive do meio rural.

Também não houve nenhuma menção sobre o assassinato do ex-trabalhador rural e ex-membro do MST do RS, Eltom Brum, pela Brigada Militar do estado em agosto deste ano. Na época o movimento emitiu nota acusando o governo estadual de ter responsabilidade no crime. O estado não respondeu à acusação.

Professores estaduais
Yeda Crusius disse que existe uma “radicalização da política no RS que é muito perigosa”. A governadora ainda afirmou que o braço sindical “radical” que quer a cabeça dela é “minoria”. A declaração foi dada em resposta à pergunta de Heródoto Barbeiro que a questionou sobre sua relação com os movimentos de professores da rede estadual. Foi a única pergunta do programa que a fez falar sobre os movimentos sociais no estado.

Um dos setores mais mobilizados contra o governo de Yeda Crusius tem sido o dos professores da rede estadual, que no ano passado entraram em greve contra a tentativa da tucana em não cumprir com o piso salarial nacional sancionado pelo presidente Lula neste ano.

De agosto para cá já ocorreram diversas manifestações de rua pedindo o impeachment da governadora por conta das denúncias de corrupção e de perseguição política. Na maior parte das manifestações, membros do PSOL, partido que tem feito maior pressão contra a governadora, estiveram presentes. Yeda rebate as acusações afirmando que a campanha “Fora Yeda” tem somente caráter eleitoreiro.

Participaram da bancada de entrevistadores Laila Dawa, apresentadora do Jornal da Cultura; Walter Nunes, repórter de Brasil da revista Época; Claudio Augusto, editor de nacional do jornal O Estado de S. Paulo; e Luiz Antônio Araujo, editor de política do jornal Zero Hora, além do jornalista e apresentador Heródoto Barbeiro.

Foto: Rodrigo Ferroni



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2 comments

  1. Artur

    Não é possível!! será que ela não tem vergonha na cara!! uma corrupta e ainda que ser reeleger!! garanto que o povo gaúcho não vai aceitar isso!! esse seu governo foi uma palhaçada atrás da outra!!!

  2. Artur

    Não é possível!! será que ela não tem vergonha na cara!! uma corrupta e ainda que ser reeleger!! garanto que o povo gaúcho não vai aceitar isso!! esse seu governo foi uma palhaçada atrás da outra!!!

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