Tecnologia social ganha importância com crise econômica

Soluções simples e criativas, desenvolvidas pelas comunidades para resolver problemas de emprego e renda, saneamento e desenvolvimento local, conquistam a atenção de gestores de instituições públicas e privadas, pesquisadores e empreendedores sociais de dez...

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Soluções simples e criativas, desenvolvidas pelas comunidades para resolver problemas de emprego e renda, saneamento e desenvolvimento local, conquistam a atenção de gestores de instituições públicas e privadas, pesquisadores e empreendedores sociais de dez países reunidos na 2ª Conferência Internacional de Tecnologia Social, iniciada ontem em Brasília. Um dos motivos repousa na atual crise econômica. Muitas das soluções apresentadas têm a virtude de mobilizar pessoas em torno de projetos que passariam longe das pranchetas dos banqueiros e executivos que batem a cabeça para encontrar saídas para os seus negócios.

Mobilizados na busca de emprego e renda e do desenvolvimento sustentável, índios recuperam técnicas tradicionais de exploração da borracha na Amazônia, produtores agroextrativistas dão sinal vermelho aos atravessadores no cerrado e uma ONG desenvolve um aquecedor solar de baixo custo em São Paulo. Tudo isto a partir das tecnologias sociais, que são iniciativas bem sucedidas aplicadas em escala, ou seja, em todo território nacional. E como se vê em Brasília, capazes até mesmo de ultrapassar fronteiras. Com o apoio do governo brasileiro, o Haiti vai construir o Centro de Tecnologias Sociais para a Segurança Alimentar e Nutricional com o objetivo de mitigar a crise provocada pela alta nos preços dos alimentos – o país caribenho, com oito milhões de habitantes e o mais pobre do continente, importa 53% dos alimentos que consome.

A conferência, que termina amanhã (17), é organizada pela Rede de Tecnologia Social (RTS) em conjunto com a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong).



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2 comments

  1. Alessandro de Sousa

    Essas tecnologias se aplicariam bem aqui no interior da Guiana Francesa, que apesar de fazer da Comunidade Europeia, é um “pais“ em desenvolvimento, mas sob tutela francesa e com muitas politicas publicas inadaptadas.

  2. Alessandro de Sousa

    Essas tecnologias se aplicariam bem aqui no interior da Guiana Francesa, que apesar de fazer da Comunidade Europeia, é um “pais“ em desenvolvimento, mas sob tutela francesa e com muitas politicas publicas inadaptadas.

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