Torturas de Guantánamo praticadas dentro dos EUA

Cartaz do filme "A Caminho de Guantánamo" Os EUA criaram prisões militares com os mesmos métodos de Guantánamo, aplicados a cidadãos americanos. A Associated Press teve acesso a um documento que mostra prisões militares dos...

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Cartaz do filme "A Caminho de Guantánamo"

Os EUA criaram prisões militares com os mesmos métodos de Guantánamo, aplicados a cidadãos americanos. A Associated Press teve acesso a um documento que mostra prisões militares dos EUA, com americanos detidos sem acusação formada e sujeitos a métodos de tortura equivalentes ou piores do que os praticados na prisão de Guantanamo,  criada fora dos EUA para fugir à obrigação constitucional de conferir direitos mínimos aos presos. Há registos de um oficial chocado com o facto de um dos detidos estar a ficar louco depois de meses de castigos e privação sensorial.

A Associação para as Liberdades Civis na América (ACLU), recebeu os documentos de denúncia de torturas em prisões militares dos EUA, e a Associated Press noticiou de imediato. Segundo aquela Associação, há provas de que a Administração Bush violou a 5º emenda constitucional que garante protecção contra tratamentos cruéis. Os militares dos EUA receberam ordens para tratar prisioneiros americanos da mesma forma que eram tratados os detidos de Guantánamo. Na verdade, a prisão de Guantánamo foi criada especificamente para evitar conferir aos detidos qualquer direito constitucional, dado que a Administração Bush sempre entendeu que a Constituição não se aplicava fora do país.

Um militar graduado avisou o Pentágono que um dos detidos estava a ficar louco depois de meses de castigos e privação sensorial. Yaser Esam Hamdi foi capturado no Afeganistão em 2001, levado de seguida para Guantánamo e depois transferido para uma prisão militar nos EUA quando se descobriu que era cidadão americano. Foi detido durante três anos sem acusação, privado de luz natural por vários meses, e e sem direito a um livro ou a outra qualquer forma de distracção. Em 2004, o Supremo tribunal rejeitou um pedido do goveno para mantê-lo indefinidamente detido sem acusação. Hamdi acabou por ser libertado na Arábia Saudita sob a condição de renunciar à cidadania americana.

Mas há mais cidadãos que continuam nestas prisões sem acusação formada, privados de contatos com outros prisioneiros e com a família durante vários anos.

"Estes documentos são a primeira confirmação clara do que já suspeitávamos. De que havia instalações militares funcionando  como prisões à margem da lei. Houve uma tentativa de vriar uma Guantánamo dentro dos EUA", afirmou Jonathan Hafetz (ACLU)

Saiba mais lendo a notícia original da Associated Press

Confira o trailer do filme A Caminho de Guantánamo



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