Um ano após massacre, novas mortes em Gaza

Hoje lembra-se o massacre que aconteceu na faixa de Gaza provocado pelos bombardeios massivos israelenses, numa vigília em frente à Embaixada de Israel. Passado um ano, o cerco a Gaza e os ataques militares...

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Hoje lembra-se o massacre que aconteceu na faixa de Gaza provocado pelos bombardeios massivos israelenses, numa vigília em frente à Embaixada de Israel. Passado um ano, o cerco a Gaza e os ataques militares continuam.

Um dia antes da data que assinala os ataques de Israel que se estenderam até 18 de janeiro de 2009 e causaram a morte de mais de 1.400 palestinos (a maior parte civis, entre crianças, mulheres e idosos) e ainda milhares de feridos na faixa de Gaza, soldados israelenses mataram seis palestinos na Cisjordânia ocupada.

No dia 27 de dezembro de 2008, as forças armadas do Estado de Israel desencadearam um assalto militar em larga escala contra toda a população de Gaza, após um ano e meio de um bloqueio cruel que transformou 1.5 milhão de palestinos em reclusos nas suas próprias casas. Os bombardeios dos primeiros dias culminaram numa invasão devastadora.

Na operação militar “Chumbo fundido” as forças armadas israelitas lançaram fósforo branco sobre zonas urbanas densamente povoadas e lançaram fogo a mesquitas, escolas, hospitais, cimenteiras, instalações da ONU, padarias e habitações. Israel invocou auto-defesa como justificação para o ataque contra Gaza e chamou à operação uma guerra, embora o mundo tenha assistido a um massacre, de fato, e por isso reagiu com protestos internacionais em muitos países.

Neste sábado, a mesma justificativa utilizada para o massacre de 2008 foi novamente evocada, a necessidade de acabar com o disparo de mísseis por combatentes palestinianos a partir de Gaza. Segundo fontes do exército israelense, desde o fim da última grande operação, em 18 de janeiro de 2009, foram disparados cerca de 270 mísseis, um número bastante reduzido se comparado com os mais de 3.300 disparados em 2008.

A porta-voz militar afirmou que três palestinos foram mortos por suspeita de tentarem sair da Faixa de Gaza e infiltrar-se em Israel, outros três foram atacados por um avião da força aérea e foram acusados de tentar cruzar a fronteira para atividades terroristas. Para o porta-voz de Abbas, Nabil Abu Rudeina, Israel está inflamando a tensão, e tenta impedir a progressão de esforços de paz liderados pelos Estados Unidos. As conversações de paz foram interrompidas na sequência da ofensiva militar em Gaza.

Uma vigília para lembrar o massacre em Gaza terá lugar em frente da Embaixada de Israel, em Lisboa, e acontece entre as 15h e as 19h. O Comitê pela Palestina, o SPGL, a CGTP e o Bloco, entre outras organizações e personalidades públicas, fazem parte da comissão organizadora. As organizações reclamam o fim do cerco ilegal a Gaza e o fim da ocupação e colonização israelense dos territórios palestinos que se vai intensificando, não permitindo ao povo da Palestina o recuperar da destruição.

As ruínas de fábricas, de mesquitas e de escolas compõem, na Faixa de Gaza, o cenário do impacto da represália imposta há um ano por Israel ao território palestino. Israel proibiu a importação de materiais de construção, aço e cimento, tubos, vidros e qualquer coisa que possa servir para construir abrigos antiaéreos e mísseis. Mesmo assim, muitos materiais chegam a Gaza clandestinamente, a preços altíssimos, através dos túneis escavados sob a passagem de Rafah, que liga o sul do território palestino ao Egito.

Por outro lado, muitos moradores de Gaza que perderam suas casas para as bombas de Israel, continuam alojados na casa de familiares ou em abrigos improvisados. Segundo a APF, este é o caso da família Sawafiri, que viu a sua propriedade ser destruída pelos tanques israelitas. Esta família ficou sem a sua fonte de subsistência, um aviário que tinha na altura 30.000 aves e um silo com 20 toneladas de trigo. "Já faz um ano, e ainda não sabemos por que fizeram isso", diz Mahmud Sawafiri, de 24 anos.

Por Esquerda.net.



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1 comment

  1. Quilombolivariano

    REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA! 1 parte sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc. Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder Zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar as histórias dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Oswaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam.Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Argentina, Boliviana, Peruana, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King,Malcolm X Viva Oswaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores do Brasil e de todos os povos irmanados. Movimento Revolucionário Socialista QUILOMBOLIVARIANO vivachavezviva.blogspot.com/ quilombonnq@bol.com.br Organização Negra Nacional Quilombo O.N.N.Q. Brasil fundação 20/11/1970 por Secretário Geral Antonio Jesus Silva

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