Vencedores do Prêmio Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais contam suas experiências em evento no FSM

A revista Fórum e a Fundação Banco do Brasil promoveram no FSM a atividade "Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais", com depoimentos dos vencedores do prêmio que trouxe cinco educadores da rede pública para Belém....

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A revista Fórum e a Fundação Banco do Brasil promoveram no FSM a atividade "Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais", com depoimentos dos vencedores do prêmio que trouxe cinco educadores da rede pública para Belém. Além de contar suas experiências e explicar seus projetos, os professores – cada um representando uma das macro-regiões brasileiras – também receberam os troféus do concurso.
A atividade mostrou o potencial que as soluções baseadas em tecnologias sociais têm para serem reaplicadas em outros lugares. Três ativistas da Tanzânia, por exemplo, se interessaram em levar para o seu país o forno solar, projeto trabalhado pelo professor Edner Abelini em sala de aula com seus alunos da cidade de Maringá (PR). Outros professores presentes no encontro também manifestaram interesse em levar para seus locais de trabalho experiências como a Farmácia Viva, projeto da professora Edinalva Pinheiro dos Santos Oliveira, de Arapiraca (AL), que articula uma série de debates e discussões relacionados à automedicação, trabalhando com o cultivo de plantas e o uso de ervas fitoterápicas.
Além de relatar como desenvolveu seu projeto que leva oficinas para transformar óleo de cozinha usado em sabão, Dulce Siano Rodrigues de Oliveira também deu a receita aos presentes. A mesma que ela começou a trabalhar em sala de aula em Juiz de Fora (MG) e que depois estendeu para a comunidade do entorno. Doreni Ricartes Guimarães Tasso se emocionou ao relatar seu projeto desenvolvido em Campo Grande (MS) com alunos surdos, relacionando a linguagem de sinais com diversas formas de manifestações artísticas.
A professora Rozenilda de Souza mostrou no evento como conseguiu aliar a conscientização da necessidade de preservação do meio ambiente com a valorização da cultura local. Assim, seus alunos aprenderam a desenvolver peças de artesanato com materiais recicláveis, entrando em contato com artistas locais.
“O objetivo do concurso foi cumprido e o importante foi o que os educadores declararam, que hoje se sentem mais fortes para continuar a fazer o que já vinham fazendo”, explica o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Penna. Renato Rovai, editor da revista Fórum, concorda. “Acho que conseguimos difundir mais o conceito de Tecnologias Sociais em uma área fundamental, que é a da educação. Foi surpreendente ver o alcance da iniciativa”.



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