Vitrine solidária: Madeirarte – Marcenaria coletiva autogestionária no assentamento Pirituba II

Foto: Divulgação Itapeva, município paulista que fica quase na divisa com o Paraná, abriga o assentamento de reforma agrária mais antigo do Estado de São Paulo. Em...

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Foto: DivulgaçãoItapeva, município paulista que fica quase na divisa com o Paraná, abriga o assentamento de reforma agrária mais antigo do Estado de São Paulo. Em 13 de maio de 1984 se iniciava a luta dos agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para a desapropriação da fazenda Pirituba e, 24 anos depois, o assentamento abriga cerca de 2 mil famílias em seis agrovilas que ocupam cerca de 8 mil hectares. Pirituba é hoje referência justamente por discutir e colocar em prática conceitos como a agroecologia e o cooperativismo.
Com os projetos de construção de casas, surgiu a idéia de fazer uma marcenaria como solução para suprir as necessidades relacionadas aos componentes em madeira. Assim, em 2004, um grupo de pessoas do assentamento passou a trabalhar junto com a Incubadora Regional de Cooperativas Populares (Incoop), ligada à Universidade de São Carlos (UFSCar), e começou a ser capacitado para trabalhos específicos na marcenaria, por meio da fabricação de mesas, cavaletes, armários e tanque para tratamento, além de pequenos objetos que fazem parte da infraestrutura de produção dos componentes de madeira.
Atualmente, o grupo da marcenaria é composto por cinco mulheres, agricultoras familiares de baixa renda com idade entre 40 e 50 anos, além de um marceneiro instrutor e mais cinco jovens, entre 17 e 23 anos. Quando finalizar a entrega de vários produtos para 49 casas do assentamento, o grupo quer consolidar a marcenaria e, após passar pela formação para autogestão e elaboração de material de divulgação, já começará a aceitar novas encomendas.
A Madeirarte fica no assentamento Pirituba II, Agrovila 4 – Itapeva, São Paulo, Rodovia para Bom Sucesso de Itararé. Telefone: (15) 3526-7375 

Foto: Manu Dias/Agecom
Foto: Manu Dias/AgecomBahia também tem Centro Público de Economia Solidária

Cursos de capacitação, microcrédito, orientação jurídica e administrativa, além de espaço para divulgação e comercialização de produtos do comércio justo são alguns dos serviços que o Centro Público de Economia Solidária (Cesol) oferece à população baiana desde dezembro de 2008. “A Bahia, assim como acontece em outros estados do Brasil, apresenta a economia solidária como alternativa de geração de trabalho e renda para milhares de pessoas. A implantação do Cesol é a afirmação de que o estado possui uma política pública específica para a economia solidária”, afirmou Helbeth Oliva, da superintendência de Economia Solidária do governo estadual da Bahia. Além de promover o desenvolvimento e a divulgação das práticas relacionadas ao associativismo e cooperativismo, o Centro serve como base de financiamento aos empreendimentos. Para tanto, conta com R$ 1 milhão, recursos emprestados pelo Desenbahia, a Agência de Fomento do Estado da Bahia, à taxa de 5% de juros ao ano.
Em 2009, mais dois novos Centros Públicos serão inaugurados no estado, um em Vitória da Conquista e o outro em Feira de Santana.
O Centro Público de Economia Solidária fica na rua Álvares Cabral, nº 16, prédio Oscar Cordeiro, no bairro do Comércio, em Salvador (BA). 

Foto: Manu Dias/AgecomFoto: Manu Dias/Agecom

Acre é o primeiro estado a ter legislação própria sobre economia solidária

Em dezembro, a Assembléia Legislativa do Acre aprovou por unanimidade o projeto de lei nº 110/2008 que regulamenta o Programa Estadual de Economia Solidária, tornando o Acre o primeiro estado brasileiro a ter uma legislação própria para o tema. De acordo com os coordenadores estadual e municipal de Economia Solidária de Rio Branco, Danuza Lemos e Paulo Sérgio Braña, o programa permitirá a consolidação de pequenos negócios por meio da capacitação, elaboração de projetos e concessão de microcréditos. Segundo eles, o objetivo é valorizar a produção coletiva em projetos de extrativismo, artesanato, culinária, agricultura familiar, entre outros.

Divulgação solidária

A Fórum dedica este espaço à divulgação de iniciativas ligadas à economia solidária. Se você participa ou promove algum tipo de empreendimento relacionado ao comércio justo e solidário, entre em contato conosco para divulgá-lo.



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