"Você não pode ser escravo de um programa”, afirma diretor da Linux

Foto: Reprodução A Campus Party Brasil vem provando ser um espaço de encontro de várias tendências, mas com uma linha em comum: a liberdade. Nesta quarta-feira, 21, Jon "Maddog" Hall, diretor-executivo da Linux International,...

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Foto: Reprodução

A Campus Party Brasil vem provando ser um espaço de encontro de várias tendências, mas com uma linha em comum: a liberdade. Nesta quarta-feira, 21, Jon "Maddog" Hall, diretor-executivo da Linux International, repassou os primórdios do sistema operacional – que permite que qualquer pessoa possa ler, utilizar, estudar e modificar seu código-fonte.

“Todo software deve ser livre, ao menos que haja uma razão especial para que isso não aconteça. Você não pode ser escravo de um programa. Ele não pode te dizer o que fazer, como e quando”, salientou Maddog, que mostrou o crescimento do uso do sistema operacional Linux a partir de 1998, inclusive por grandes empresas, como a IBM, e ainda explicou a importância de um software livre em órgãos governamentais. “É uma questão de segurança. Os governos de vários países não confiam em softwares desenvolvidos por outras nações. Por isso é tão importante ter o código aberto, para que você possa ter o controle daquilo que está usando”, completou ele.

Segundo Maddog, 80% dos supercomputadores do mundo utilizam Linux, e o principal desafio da empresa é continuar aumentando o número de usuários comuns. “O futuro é animador. Temos milhões de pessoas com computadores, que não têm condições de pagar por um software da Microsoft, por exemplo. Aí é que entramos nós, com um software livre, a custo zero, mas não por isso de menor valor”, finaliza ele.
 
eyeOS  
Logo em seguida, quem entrou no Palco Principal foi Pau Garcia-Milà, um jovem empreendedor de Barcelona que, aos 18 anos, fundou o projeto eyeOS, com a intenção de criar um sistema operacional web (software livre), para fazer frente a futuros projetos da Microsoft. A eyeOS tem já mais de 400 mil membros por todo o mundo e quase meio milhão de downloads.  
 
Projeto Morfeo  
Criar oportunidades comerciais e incubar projetos de pesquisa e desenvolvimento: este é o objetivo do Projeto Morfeo, comunidade de software livre que agrega desenvolvedores, empresas e universidades para a inserção de programas abertos no mercado. A iniciativa, que tem a Telefônica como um dos maiores apoiadores, foi tema de palestra desta quarta-feira, na área de Software Livre. 
  
O coordenador de Projetos de Inovação da Telefônica Pesquisa e Desenvolvimento, Marcos Curiel Rosa, apresentou a origem, desenvolvimento e estágio atual do Morfeo, que nasceu na Espanha e agora busca se expandir para o Brasil. O EzWeb e o MyMobileWeb, dois dos principais projetos da comunidade, foram detalhados ao público. "Trabalhar a comunidade em rede com a perspectiva de criar novos negócios no ambiente de software livre é algo muito importante, ainda mais quando impulsionado por uma grande corporação", disse Marcelo Branco, diretor da Campus Party Brasil 2009. 

Com informações da Campus Party



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