Zelaya diz que delegação da OEA é complacente com golpistas

O presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, disse que a delegação que prepara a chegada da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) ao país, que ocorrerá nesta quarta-feira, 7 de outubro, para mediar...

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O presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, disse que a delegação que prepara a chegada da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) ao país, que ocorrerá nesta quarta-feira, 7 de outubro, para mediar negociações entre ele e o governo golpista de Roberto Micheletti, é suave e complacente.

A missão – composta por chanceleres e representantes de países do continente americano e da Espanha – tem o objetivo de garantir o diálogo sobre a crise política estabelecida com o golpe de Estado que depôs Zelaya, no último dia 28 de junho.

Uma delegação técnica da OEA, liderada por John Biehl, assessor do secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, está em Tegucigalpa, capital de Honduras, desde a sexta-feira passada, 2 de outubro, e é nela que o presidente eleito mira suas críticas. "Solicitamos um esclarecimento da atitude suave e complacente dos delegados da OEA, por terem se submetido à agenda estabelecida por Roberto Micheletti, sem levar em conta a opinião do líder legítimo reconhecido pela OEA e pelas Nações Unidas", ressaltou Zelaya, referindo-se às imposições colocadas pelos golpistas para liberar a presença do grupo de diplomatas.

Sobre os membros da missão, no entanto, Zelaya afirma reconhecer "sua alta posse como chanceleres que hoje, com sua valente posição de apoio a nossa luta democrática, representa a dignidade dos povos da América".

O presidente hondurenho, que está refugiado desde 21 de setembro na embaixada do Brasil em Tegucigalpa (que está cercada pelo exército local) avisa os diplomatas: "alertamos os chanceleres de que o regime (golpista) está planejando permanecer mais tempo no poder e aprofundar mais a crise, ao negar-se a restituir o presidente eleito pelo povo e continua com a repressão contra a população, com o fechamento de meios de comunicação, com a supressão de liberdades públicas, com a prisão de seus opositores”.

Zelaya destacou, ainda, que apóia as eleições do mês de novembro como exercício democrático, “mas fazendo evidente a necessidade de emprestar as garantias para a igualdade da participação cidadã". 

A missão diplomática da OEA, liderada por José Miguel Insulza, que será acompanhado por mais 11 chanceleres, deve permanecer no país apenas até amanhã, dia 8 de outubro.



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