Espaço Solidário – reciclagem criativa e a TV dos Trabalhadores

Conheça o trabalho de Regina Paproski e Rogério Pereira, artesãos que trabalham com papel machê e fazem peças originais baseadas em caricaturas de animais e outras utilidades como cofrinhos para moedas, utilitários e adornos. Por...

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Conheça o trabalho de Regina Paproski e Rogério Pereira, artesãos que trabalham com papel machê e fazem peças originais baseadas em caricaturas de animais e outras utilidades como cofrinhos para moedas, utilitários e adornos.

Por Redação

 

A reciclagem criativa

 

Das mãos de Regina Paproski e Rogério Pereira, artesãos que trabalham com papel machê, saem peças originais que se baseiam em caricaturas de animais e outras utilidades como cofrinhos para moedas, utilitários e adornos. O objetivo da Recompondo Papel, segundo eles, é seguir a proposta de incentivar a reciclagem tirando da prática sempre uma obra criativa e surpreendente.

“A ideia da Recompondo Papel surgiu junto com a nossa própria prática, já faz mais de dez anos. A Regina, que já havia trabalhado com argila anos antes, estava procurando alternativas àquela matéria prima e começou a migrar para o papel machê, inserindo polpa de papel reciclado à massa”, conta Rogério. “Essa fase de transição durou pouco, mas resultou em belas peças rústicas. Nessa época morávamos em São Paulo e foi com a volta para Porto Alegre que o papel machê entrou definitivamente nas nossas vidas”, completa.

O casal cuida hoje de todas as etapas do processo e, a partir das suas atividades, conheceram outros artistas. “Atualmente trabalhamos entre produção – segunda à quinta – e venda nas feiras – sábados e domingos –, sete dias por semana. Com todo esse envolvimento, acabamos conhecendo colegas artesãos que estavam na economia solidária e sentimos curiosidade de conhecer como funcionava.”

Assim surgiu o grupo Mão na Massa, em junho, a fim de interagir, difundir e comercializar os trabalhos nas feiras organizadas pelo Fórum Municipal da Economia Solidária de Porto Alegre. “Participam do grupo eu e a Regina, e mais três artesãs de Porto Alegre, e nós estamos presentes em todas as assembleias mensais procurando interagir. Nas reuniões o ponto forte são as trocas de experiências, o que contribui muito para aumentar o conhecimento, agregando valor ao trabalho de todos.”

Para conhecer o trabalho do Recompondo Papel acesse http://recompondopapel.blogspot.com/ e o Mão na Massa: http://forumdepoafmespa.ning.com/profile/maonamassa.

 

TVT entra no ar

 

Após 23 anos de espera, desde o primeiro pedido de concessão feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a TV dos Trabalhadores (TVT) estreou neste mês, com transmissão realizada no dia 13 de agosto. A emissora é a primeira ligada a movimentos sociais que garante espaço entre canais abertos brasileiros. A outorga, concedida em 2005, reserva o canal 46 UHF, em Mogi das Cruzes (SP). A programação também será transmitida pela TV a cabo, por meio da Rede NGT e de emissoras comunitárias. Além disso, a produção terá veiculação na internet.

 

O orçamento da TVT será de R$ 400 mil por mês, valor ainda considerado baixo para produção televisiva. Gestora do canal, a Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, mantida pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e com diretoria formada por vários sindicatos da região, precisou de um aporte financeiro de R$ 12 milhões para manter-se por dois anos.

Antes de conseguir a outorga, o projeto era um acervo de 4 mil fitas guardadas na cidade de São Bernardo do Campo. Nas gravações estão registrados momentos históricos do Brasil desde 1986. Recentemente, começaram a ser produzidos alguns programas para a internet. A decisão de ampliar o projeto foi determinação de um congresso do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

A equipe da TVT será composta por 70 profissionais e, inicialmente, terá uma hora e meia diária de produção própria, incluindo um telejornal regional e programas semanais como o “Memória e Contexto”, que utilizará o acervo audiovisual do sindicato, “Boa Gente”, entrevistas com personagens que se dedicam ao coletivo, “Coopera Brasil”, sobre economia solidária, e o “Click e Ligue”, que cobrirá as redes sociais e buscará disseminar o uso de novas e antigas tecnologias. O restante da grade será preenchido por reportagens e documentários da TV Brasil e das TVs Câmara e Senado.



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