Espaço solidário

Espaço para divulgação de iniciativas em economia solidária Por Brunna Rosa     MPB agora também é Música para baixar O Brasil vem assistindo ao nascimento de uma...

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Espaço para divulgação de iniciativas em economia solidária

Por Brunna Rosa

 

 

MPB agora também é Música para baixar
O Brasil vem assistindo ao nascimento de uma nova MPB, o Movimento Música para Baixar (MPB). A iniciativa procura conectar diversas áreas, como a arte, a tecnologia e a comunicação colaborativa, para suprir a necessidade de envolver economicamente mais grupos culturais do país por meio dos conceitos e práticas da economia solidária. Outro ponto que o MPB está levantando é a questão dos direitos autorais, associada às entidades representativas dos diversos agentes culturais, o consumo consciente, o espaço das mulheres na cultura, o software livre, a cultura livre, as redes sociais, a gestão da internet, a democratização da comunicação.
“Com a evolução da internet, tornou-se possível para os músicos gravarem e distribuírem a própria música. Os usuários passaram a baixar canções sem se preocupar com a remuneração dos artistas. E as editoras e gravadoras, então, sentiram-se lesadas por quem baixa e reagiram, tentando criminalizá-las. A MPB quer reunir todos os vértices desse triângulo e debater o futuro da nossa música” explica Everton Rodrigues, programador de computador, consultor em tecnologia livre e um dos integrantes do movimento.
E o MPB já conta com um grande acervo de debates promovidos. O último foi o encontro realizado durante a 10ª edição do Fórum Internacional de Software Livre, com uma série de debates sobre direitos autorais e mídias digitais. Um resumo pode ser visto no portal do movimento: http://musicaparabaixar.org.br

Campanha Global de Fotografia quer retratar o desenvolvimento Como você vê o desenvolvimento? Como retratar a face humana do desenvolvimento? Como os programas e iniciativas na área melhoram a vida das pessoas? Para retratar e registrar esses processos e compartilhar ações bem sucedidas e inovadoras, o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) lança a Campanha Global de Fotografia “Humanizando o Desenvolvimento”.
Parceiros de todos os continentes apoiam a campanha e todos podem participar: basta enviar sua foto através do site da campanha: http://www.ipc-undp.org/photo/, até o dia 1 de outubro. Ela deverá retratar uma das 14 áreas temáticas da campanha, relacionadas com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, tais como: luta contra a privação e a expansão do acesso à alimentação, água, saneamento, educação e serviços de saúde para os pobres e promovendo a liderança feminina e oportunidades iguais para o desenvolvimento de talentos.

Visite o site da campanha: http://www.ipc-undp.org/photo/index_pt.htm

Projeto Moradia Solidária inaugura Bancos Comunitários em São Paulo

O projeto Moradia Solidária inaugurou os primeiros quatro bancos paulistas. Lançados durante a “Jornada de Inauguração de Bancos Comunitários em São Paulo: Finanças Solidárias para o Desenvolvimento Local e Inclusão Social”, os bancos comunitários que serão instalados na periferia das zonas norte, sul, leste e oeste da cidade seguem o modelo do Palmas, criado pela Associação de Moradores do Conjunto Palmeira, em Fortaleza, considerado o primeiro banco comunitário do país.

A ideia partiu de movimentos sociais como o Movimento de Moradia Sem Terra da Zona Norte, o movimento Paulo Freire, o movimento Vista Linda e União dos Movimentos de Moradia Independentes da Zona Sul, com o apoio da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade de São Paulo (USP), do Laboratório de Extensão da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH/USP), da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Ministério do Trabalho e Emprego), e do Instituto Palmas. “Nossas comunidades brigavam para ter asfalto, energia, água, hoje nossas comunidades lutam para ter seu banco, e não se trata de qualquer banco, a comunidade luta para ter seu próprio sistema financeiro”, explica o diretor do Instituto Palmas, Joaquim de Melo Neto, que participou do processo de implementação dos bancos em São Paulo.
Segundo ele, duas linhas de crédito são oferecidas pelos bancos comunitários: uma em reais e outra em moeda própria. A moeda própria, específica da região de cada banco, que faz com que a comunidade consuma em sua própria área e gere riqueza para o local. “Não existe bairro pobre, o que existe são bairros que perdem suas poupanças internas e empobrecem, porque tudo que compram vem de fora. Com moeda própria, as pessoas consomem no próprio local, e formam uma rede de produtores e consumidores”, explica Melo.
Já o secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, destacou durante a jornada a importância de um sistema financeiro alternativo. “Crédito e finanças são coisas vitais na vida das pessoas. Se você não tem uma poupança, está exposto a qualquer coisa, doença, acidente. Portanto, se conseguirmos dominar coletivamente nosso dinheiro, teremos alcançado uma revolução sem sacrifícios maiores.

Saiba mais no portal da ITCP-USP: http://www.itcp.usp.br

Gripe Influenza A (H1N1) adia a tradicional feira de economia solidária do Mercosul O Ministério Público do Rio Grande do Sul, em conjunto com a prefeitura de Santa Maria, decidiram cancelar as duas tradicionais feiras de economia solidária: a 16ª Feira Estadual do Cooperativismo (Feicop) e a 5ª Feira de Economia Solidária do Mercosul, que ocorreriam em julho na cidade de Santa Maria, devido aos riscos de os eventos aumentarem os casos de contaminação pela gripe. A medida – polêmica – foi criticada pela organização das feiras, que garantiram que as comitivas da Argentina, do Uruguai, do Paraguai e do Chile não participariam neste ano, porém apenas a 16ª Feira Estadual do Cooperativismo (Feicop) fora mantido.



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