Querem me obrigar a viajar

Em alguns dos pretensos novos estados, já estive. Um deles é Tapajós, cujos moradores, os mocorongos (este é o gentílico que eles mesmo se dão) reivindicam autonomia há mais de um século. Outro é...

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Em alguns dos pretensos novos estados, já estive. Um deles é Tapajós, cujos moradores, os mocorongos (este é o gentílico que eles mesmo se dão) reivindicam autonomia há mais de um século. Outro é o Triângulo, o nariz de Minas. Como o mapa de Minas ficaria feio sem seu nariz! Outro, a Gurgueia, hoje sul do Piauí. Por fim, o estado do São Francisco, no oeste da Bahia.

Por Mouzar Benedito

 

― Alguém aí tem milhagens de alguma companhia aérea sobrando, pra me dar?

Esta é a mensagem que eu preparava para mandar para amigos e parentes que viajam muito a trabalho. Parece pretensiosa, não é?

Pois tenho viajado bastante com milhagens ganhas, e nem precisei pedir. E se não fosse assim, não viajaria mais para lugares distantes, pois meus rendimentos são de aposentado pelo INSS. E agora precisaria de muitas milhagens para cumprir uma meta traçada na infância: “Vou conhecer todos os estados e territórios brasileiros, menos Fernando de Noronha”.

A diferença entre os antigos territórios federais e os estados era que os territórios não tinham assembleias legislativas, e os governadores eram nomeados. Acre, Rondônia, Amapá e Fernando de Noronha eram territórios e viraram estados. Fernando de Noronha era também, mas foi incorporado a Pernambuco.

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