Vitrine Solidária

A Fórum dedica este espaço à divulgação de iniciativas ligadas à economia solidária Por Brunna Rosa   Grafiteiras pela lei Maria da Penha A organização não-governamental ComCausa,...

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A Fórum dedica este espaço à divulgação de iniciativas ligadas à economia solidária

Por Brunna Rosa

 

Grafiteiras pela lei Maria da Penha
A organização não-governamental ComCausa, com o projeto Grafiteiras pela lei Maria da Penha, está formando multiplicadores populares da lei federal nº 11.340/06, que impõe mais rigor na punição da violência contra a mulher por meio do grafite. Informações e histórias sobre a violência de gênero são discutidas em oficinas aplicadas nas comunidades, resultando em intervenções com o grafite. A experiência vem gerando bons frutos, principalmente para os municípios que integram a Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, também conhecidos pelo elevado índice de violência.
Com o apoio das instituições locais, as participantes do projeto são capacitadas como promotoras populares e produzem painéis temáticos. Na última capacitação, promovida em julho deste ano em Nova Iguaçu (RJ), elas grafitaram a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). “Os resultados são bem positivos, as mulheres estão interessadas em saber sobre seus direitos. Usar uma outra linguagem, no caso o grafite, muito associado ao universo masculino, contribui positivamente”, avalia a coordenadora da ONG ComCausa, Giordana Moreira, que complementa: “Não basta o poder público aprovar a lei, temos que garantir a execução. E grafitar a delegacia foi isso: um ato simbólico de compromisso do poder público com a garantia dos direitos da mulher, que sofreu ou sofre a violência”.
Quem quiser contatar o projeto para realizar interferências artísticas, discussões sobre gênero e juventude e capacitações na lei Maria da Penha, pode entrar em contato pelo telefone: (21) 3045 – 6642 ou pelos e-mails arteepensamento@comcausa.org.br e contato@comcausa.org.br.

Feira de Economia Solidária do Mercosul comemora abrangência
Há um provérbio africano que diz: “muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra”. A partir dessa idéia, a diocese de Santa Maria (RS), por meio do projeto EsperançaCooesperança, há 15 anos organizou a 1ª Feira de Cooperativismo Alternativo. 4 mil pessoas visitaram os 27 empreendimentos na época, quando os balcões de exposição dos produtos eram improvisados com tábuas doadas pela população local. Em 2004, passados dez anos, o público chegou a 66 mil visitantes, com a participação de 321 empreendimentos. Em 2008, a Feira de Santa Maria bateu recorde de público. Segundo a Brigada Militar do Rio Grande do Sul, 145 mil participantes passaram pelos estandes de 750 empreendimentos de todas as regiões do Brasil, entre os dias 11 e 13 de julho. A irmã Lourdes Dill, uma das organizadoras do evento e do projeto Esperança/Cooesperança, retomou o provérbio africano na abertura da feira, comemorando a história de sucesso construída a muitas mãos. “O que nós estamos provando aqui, ano após ano, é que outra economia acontece. Não é apenas um espaço de comercialização direta dos empreendimentos solidários, mas uma experiência aprendente e ensinante em busca de um mundo justo e sustentável”, sentenciou.
Confira mais detalhes sobre a Feira de Economia Solidária do Mercosul, no http://www.caritasbrasileira.org
Reconstrução da aldeia dos guaranis
Índios guaranis da aldeia Tekoá Itarypu tiveram suas casas destruídas após um incêndio em julho. A aldeia está localizada em Camboinhas, na região oceânica de Niterói (RJ), em uma área de intensa especulação imobiliária. No momento do incêndio, havia poucos índios no local. Porém, um homem ficou ferido e os indígenas perderam todos os pertences: documentos, dinheiro, roupas e alimentos. As casas foram construídas em março deste ano, no local considerado sagrado por conta da existência de um cemitério de seus ancestrais. Existem suspeitas de que o incêndio tenha sido criminoso, já que os índios receberam duas ameaças de um grupo de homens armados que diziam representar os donos do local.
O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Criminal de Niterói, requisitou da Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito para apurar o incêndio. O pedido já foi aceito pela PF. Para contribuir com os guaranis, entrem em contato com o cacique Darcy ou dona Lídia, pelos dos telefones (24) 9630-7690 e (24) 9825-9792. As doações em dinheiro devem ser depositadas na seguinte conta: Darcy Nunes de Oliveira, no Banco Bradesco, a Agência: 1645-4, conta-poupança de número 0012-153-3.



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