Greve geral dos servidores técnicos fortalece a paralisação nas universidades federais

Servidores recebem o pior salário do serviço público e tentam uma negociação com o governo federal desde 2007

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Servidores recebem o pior salário do serviço público e tentam uma negociação com o governo federal desde 2007

Por Mikaele Teodoro

Servidores técnico-administrativos de universidades de todo Brasil estão em greve por tempo indeterminado. O movimento é coordenado pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores Técnico-administrativos das Universidades Brasileiras (FASUBRA) e visa sensibilizar o governo para as reivindicações da categoria. Segundo a entidade sindical, os servidores técnicos recebem o pior salário do serviço público e tentam uma negociação com o governo federal desde 2007 sem qualquer avanço.
Além do reajuste salarial, a categoria reivindica a reformulação do plano de carreira com o estabelecimento do piso de três salários mínimos, racionalização dos cargos e reposicionamento de idosos.
Segundo João Camilo membro da federação, não houve negociações com o governo e sequer apresentação de projetos que tentassem atender as demandas dos técnicos por parte do governo federal. “Estamos tentando diálogo desde 2007 e nunca houve negociação”, frisa o assessor.
Os servidores já estiveram paralisados no ano passado por 4 meses. “Agora o movimento está muito mais forte, todas as 37 instituições filiadas já estão paradas”, diz. Além disso, a greve coincide com a paralização dos professores universitários o que fortalece ainda mais o movimento. “Por causa da mobilização e sincronia entre os sindicatos, o movimento grevista já é considerado o maior da história”, lembra.
Segundo Aguinaldo Rodrigues, membro do Comando Nacional de Greve os professores “exigem uma carreira única, estabelecida em 13 níveis, onde o professor é aprovado em concurso público no nível um e vai subindo de nível. A variação salarial seria de 5% a cada nível atingido”. O piso salarial seria baseado em jornada de 20 horas.
“Precisamos de condições de trabalho, de salas de aula decentes. Já são 51 instituições federais em greve e agora com a paralização dos tecnicos administrativos o movimento toma ainda mais força. Nossa intensão é forçar uma resposta do governo e é o que esperamos que acontece na reunião de hoje”, explica Aguinaldo.
Além do plano de carreira, os professores denunciam e reivindicam solução imediata à precariedade vivenciada pelas instituições federais de ensino, conseqüência de uma política de expansão desordenada e sem qualidade via Reuni.


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