Marcha dos Povos reúne 80 mil no centro do Rio de Janeiro

Participantes da Cúpula protestam por diversas causas, em comum os movimentos criticam a Conferência da ONU

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Participantes da Cúpula protestam por diversas causas, em comum os movimentos criticam a Conferência da ONU 

Por Mikaele Teodoro 

A marcha unificada dos Povos reuniu cerca de 80 mil pessoas no centro do Rio de Janeiro (RJ), segundo os organizadores.  A manifestação contou com a participação de diversos movimentos sociais que tomaram as ruas para chamar a atenção dos líderes reunidos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

A concentração foi na Avenida Presidente Vargas com a Avenida Rio Branco, entre 14h e 15h. Depois, os manifestantes seguiram pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, no centro da cidade. Estiveram presentes representantes da UNE, União Brasileira de Mulheres (UBM), CUT, Via Campesina, Andes, entre muitos outros. As reivindicações também foram bem diversas: pela defesa dos bens e contra a mercantilização da vida, pela reforma agrária, direitos das mulheres, indígenas, educação, contra a Belo Monte, o Código Florestal e a economia verde, entre outras.

Marcelo Rodrigues, representante da CUT/RJ, explica que a marcha foi “o grande momento da Cúpula dos Povos, para pressionar a Rio+20 para ver se ela deixa de ser essa farsa que é”, comenta.

Neuza Luzia, diretora do Sindicato dos trabalhadores em educação da UFRJ, que está neste momento em greve, afirma que a “marcha mostra para o mundo que a gente tem que se unir”. “A união dos movimentos sociais na luta por um mundo melhor é o caminho, temos que estar juntos porque a saúde, a educação e todo o resto estão juntos na caminhada”, frisa. A categoria exige reestruturação de salários e a não privatização de serviços públicos.

E o coro de união foi ampliado por João Pedro Stédile, do MST, para ele, “não adianta a Globo esconder, não adianta a Record esconder, nós estamos aqui vendo o barulho que estamos fazendo”.

A chilena Sofia Velazques, conta que veio de Santiago, para participar da Cúpula, e avalia a marcha como um dos acontecimentos mais marcantes dos últimos anos: “Estou muito contente, muito feliz, quanta gente está aqui lutando pela mesma coisa, por um mundo melhor, não tem como isso não pressionar os governantes”.

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