Jornalismo Wando: Uma homenagem a 32

Enquanto Geraldo (Alckmin) prestava assistência médica aos feridos, Zé (Serra 45) pedia atenção aos soldados revolucionários na trincheira. Tiros, gritos, muita fumaça e um clima de terror no ar. Os guerreiros da democracia lutavam...

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Enquanto Geraldo (Alckmin) prestava assistência médica aos feridos, Zé (Serra 45) pedia atenção aos soldados revolucionários na trincheira. Tiros, gritos, muita fumaça e um clima de terror no ar. Os guerreiros da democracia lutavam contra a superioridade numérica das tropas nacionais fiéis ao autoritarismo lulista. A derrota era iminente.  Mas nada poderia parar aqueles neo-bandeirantes sedentos por democracia e liberdade. Como num milagre de Borba Gato, as tropas paulistas viraram o jogo e avançaram sobre o Rio de Janeiro. Zé (Serra 45) escalou o Pão de Açúcar e cravou a bandeira tricolor listrada no topo. Era a vitória da democracia e o início de uma nova era. A era dos Estados Unidos de São Paulo.

Acorda, Wandinho!

Bom, gente, foi depois desse sonho maravilhoso que levantei da cama nesse 9 de julho, dia em que exaltamos o orgulho paulista.

Pena que foi só um sonho. Vivemos numa democracia constitucionalista – graças a nossa luta, é verdade –  mas São Paulo “perdeu” aquela guerra e continua sendo apenas mais um estado da federação.

O bravo diário paulistano, Folha de São Paulo,  pareceu atender ao saudosismo revolucionário despertado pelo sonho que tive. Logo na capa,  no topo, li a manchete em letras maiúsculas: “SÃO PAULO CONTRA TODOS” – seguida de imagens de cartazes de propagandas revolucionárias de 1932. Emocionei mais que o Federer, confesso.

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