Fatos e mitos sobre a luta dos professores federais

A mídia brasileira, supostamente um “PiG” segundo tantos governistas, parece abandonar qualquer veleidade golpista quando se trata de greve de trabalhadores. No caso da atual greve dos professores federais (do Magistério Superior e do...

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A mídia brasileira, supostamente um “PiG” segundo tantos governistas, parece abandonar qualquer veleidade golpista quando se trata de greve de trabalhadores. No caso da atual greve dos professores federais (do Magistério Superior e do Magistério Básico, Técnico e Tecnológico) e dos servidores técnico-administrativos, a imprensa tem funcionado basicamente como uma caixa de ressonância do governo, repetindo de forma descontextualizada números que se desmancham quando colocados em contexto, de forma a criar a impressão de professores marajás que se recusam a aceitar generosas ofertas do Executivo. Vamos ver se essas matérias resistem à análise.

 1. A mentira do reajuste de 45% (ou será 47,7%?)

Na rotina de repetir informações oficiais, a imprensa foi preguiçosa, na melhor das hipóteses ou, como o governo, desonesta com os números. Governo concede reajuste de 25% a 45%, afirmou o Estadão. Governo propõe reajuste de até 47,7%, manchetou o Globo. Em primeiro lugar, salta aos olhos a discrepância entre os números dos dois jornais. É 45%, como diz o Estadão, ou é 47,7%, como diz o Globo? Não pode ser as duas coisas. Na verdade, não é nenhuma das duas, e não o é por um motivo muito simples, tão simples que chega a ser difícil acreditar que foi mera preguiça dos dois jornais. No mundo realmente existente, os preços sobem – existe aquela coisinha chamada inflação. Vejamos o que acontece com os números do governo quando ela é computada. A remuneração recebida pelos professores até fevereiro foi tomada como referência pelo governo e os valores foram fixados em julho de 2010. Ou seja, há que se computar a perda do poder aquisitivo desde julho de 2010. Mas a brincadeira não termina aí. Os índices propangadeados pelo governo não são de um aumento imediato e automático. A tabela só seria completada em março de 2015.

 É só fazer as contas. Vamos lá?

A partir do IVC medido pelo DIEESE, a desvalorização salarial entre julho de 2010 e junho de 2012, mais a projetada até março de 2015, é de 35,55%. De uma tacada, desaparece um enorme naco do que seria o “reajuste” proposto pelo governo. Lembre-se de que todo o noticiário sobre a proposta apresentada aos docentes brandia esses números (45% ou 47%) como se esses fossem os reajustes – sem informar que se tratava de valores fixados em julho de 2010 e sem mencionar que eles não seriam implementados na íntegra até março de 2015.

Computando a corrosão inflacionária, então, sobrariam 10% (segundo a mentira publicada no Estadão) ou 12% (segundo a mentira publicada no Globo) de reajuste para os docentes, correto? Errado de novo. Esse número apresentado depois da partícula “até” — “Governo oferece reajuste de até 45%” – na verdade se aplica somente aos Profesores Titulares, que representam não mais que 10% do quadro docente das federais brasileiras. Mais importante ainda, e desconhecido por quem não está familiarizado com o sistema universitário federal brasileiro, é o fato de que os Professores Titulares atualmente não estão inseridos no plano de carreira dos demais professores. Um Professor Adjunto 4 (nível imediatamente anterior) que queira aceder à posição de Titular deverá prestar outro concurso e, em muitos casos, perder benefícios previdenciários que já possuía. No caso da maioria dos professores, a proposta do governo representa, na verdade, uma perda salarial.

2.  A farsa dos R$17 mil 

A greve dos professores foi iniciada no dia 17 de maio, com 14 universidades. Nas duas semanas seguintes, já eram mais de 40 instituições paralizadas, e logo em seguida a greve passou a incluir quase a totalidade dos professores federais. Praticamente dois meses inteiros transcorreram até que, no dia 13 de julho, o governo aceitou se sentar à mesa de negociação. Repitamos: a mesma Dilma Rousseff que se cansou de falar em “valorizar o magistério” e “priorizar o diálogo” durante a campanha eleitoral deixou que uma greve do mui mal pago professorado federal transcorresse durante 57 dias sem tomar conhecimento, oferecer qualquer proposta ou sequer reconhecer que havia um movimento reivindicatório. Quando o governo finalmente dirigiu a palavra aos professores, 56 das 59 universidades estavam em greve. Junto com a mentirosa porcentagem dos “45%”, brandiu-se na mídia o valor de R$ 17,1 mil, que é o oferecido pelo governo para Professores Titulares, em fim de carreira, a ser recebido em 2015 – uma anomalia que afeta uma ínfima parcela dos professores universitários brasileiros, que recebem salários que estão longe da metade disso. Eu cheguei a ser interpelado por uma pessoa que estava convicta de que os professores federais brasileiros “haviam recusado oferta de 17 mangos por mês”.

 Tal como está estruturada hoje, a carreira do docente universitário se divide em: Professor Auxiliar (que possui graduação, progride de níveis 1 a 4 e que hoje entra ganhando  2.872,85 reais), Professor Assistente (que possui mestrado, também progride de níveis 1 a 4 e hoje começa com 3.181,04 reais – sim, isso, um professor universitário com mestrado no sistema federal brasileiro recebe hoje menos da metade de um técnico de nível médio do TCU), Professor Adjunto (que tem doutorado, também avança de 1 a 4 e inicia, hoje, na faixa dos 3.553,46 reais de vencimento básico [VB], acrescidos de uma retribuição por titulação [RT] que eleva o bruto a 7.627,00) e Professor Associado (também doutor, também escalonado em quatro níveis, e com VB iniciando em 4.043,87, chegando até 11.131,69 quando computamos o RT). No caso de que abra uma vaga na instituição, quem tem tempo, energia e disposição para se preparar para outro concurso terá a chance de aceder ao cargo de Professor Titular.

Todos os números fornecidos acima se referem aos professores que trabalham em regime de dedicação exclusiva. Para os que trabalham em regime de 40 ou 20 horas, a remuneração é substancialmente inferior, claro. Aliás, os professores são, provavelmente, os únicos servidores federais para quem a remuneração em regime de 40 horas não é o dobro daquela paga aos que trabalham em regime de 20 horas. Um Doutor, entrando como Profesor Adjunto, em regime de 20 horas, recebe hoje 2.619 reais no sistema federal brasileiro, já incluída a remuneração por titulação. Trabalhando em regime de 40 horas, esse mesmo Professor Adjunto, com doutorado, recebe hoje 4.472 reais, só 2.618,61 dos quais são realmente salário. O resto é bonificação por titulação que não entra, por exemplo, no cálculo dos benifícios previdenciários. Os números podem ser conferidos a partir da página 170 deste documento.

 

3. Reivindicações

Os professores reivindicam um plano de cargos e salários que unifique a profissão de professor federal e que trate os docentes com isonomia, dentro de uma sequência coerente. Várias das propostas apresentadas pelo movimento foram apropriadas pelo governo e desvirtuadas dentro de um regime no qual elas perdem o seu sentido. Por exemplo, a proposta de redução dos 17 níveis da carreira atual para 13 foi aceita pelo governo, mas … tchan tchan tchan … aumentando de 18 para 24 meses o prazo mínimo para que se ascenda de um nível a outro! Basta você multiplicar 17 x 18 e depois multilplicar 13 x 24 para perceber que o governo simplesmente tirou sarro da cara dos grevistas. Pior ainda, a progressão de nível passa a ser sujeita a “avaliação de desempenho de acordo com diretrizes estabelecidas pelo MEC”, diretrizes que ninguém sabe quais são.

Mais grave ainda, a primeira proposta apresentada pelo governo incluía o aumento da carga horária mínima obrigatória, de oito para doze horas-aula semanais, incrementando em 50% o tempo de sala de aula e reduzindo ainda mais as condições de pesquisa e produção acadêmica segundo as quais os docentes são avaliados. Num magnífico texto publicado no Passa Palavra, o Prof. João Alberto da Costa Pinto, da Universidade Federal de Goiás, detalhou o caráter essencialmente tecnocrático da proposta do governo, que impõe, especialmente às ciências humanas, um modelo de avaliação próprio das ciências exatas, consoante com a famosa frase da Presidenta, de que “o Brasil não precisa de mais sociólogos, precisa é de engenheiros”. Para uma avaliação minuciosa do escárnio que foi a proposta do governo, pode-se consultar este documento da ANDES.

Apesar de que nenhuma das reivindicações dos docentes foi atendida pelo governo, uma entidade que não representa mais que oito instituições, e formada por forças governistas com pouquíssima representatividade dentro da categoria, o Proifes, assinou um “acordo” com o Executivo prevendo o fim da greve. Esqueceram-se, como diria Garrincha, de combinar com os russos. Mesmo algumas das universidades cujo sindicato é controlado pelos pelegos do Proifes — UFBA, UFG, UFC e UFPel — decidiram pela continuação da greve. A rigor, só a Federal de São Carlos decidiu pela volta às aulas. Outro belo texto do Prof. João Alberto da Costa Pinto relata como a luta dos professores vai atropelando, de forma surpreendente para muitos, os pelegos do Proifes.  Para entender como se construiu um sindicato pelego para tentar solapar a ANDES e a luta dos professores, este texto do Acerto de Contas é leitura obrigatória.

Apesar de tudo, a máquina de mentiras do governismo continuou operando a toda nas redes sociais: um de seus pseudônimos no Twitter chegou a afirmar que havia professores brasileiros no exterior “fazendo as malas” para voltar. Só se for os professores brasileiros residentes no Zimbábue, porque o que é oferecido a um Professor Doutor (lembre-se: graduação + mestrado + doutorado: no mínimo década e meia de estudo e produção acadêmica contínua) como salário-base inicial para um regime de 40 horas ainda é menos que Tulane University,  uma universidade que reconhecidamente paga mal, oferece como bolsa a um estudante de mestrado — isso em New Orleans, cidade que tem hoje um custo de vida inferior aos do Rio de Janeiro ou de Belo Horizonte, para ficarmos nas sedes das duas mais ilustres universidades federais brasileiras. Ainda assim, a greve dos professores vem sendo atacada como “corporativista”, o que é francamente ridículo em se tratando de uma categoria tão importante, estratégica e mal paga. Como diria o nosso querido TecloLogoExisto, querem que os professores façam greve por quê? Pela paz e harmonia universal entre os povos? Lembremos ainda que a greve inclui também os Professores e Técnicos-Administrativos dos Institutos Federais, aos quais o governo ainda não fez nenhuma proposta, o que inviabiliza, claro, que o seu sindicato, o SINASEFE, sequer cogite abandonar a greve.

Tudo isso, claro, porque elegemos um governo que prometeu “valorizar o magistério”.

 

Agradeço ao Chico Capeta pela cessão de materiais relacionados à greve.



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61 comments

  1. Luís Responder

    Professor Idelber, eu particularmente estou adorando os últimos acontecimentos envolvendo a greve dos professores. Os blogueiros “progressistas” (a.k.a. governistas) noticiaram bem menos sobre essa greve do que o tal do “PIG” que eles adoram tanto falar quando se referem à mídia (mas que é só “PIG” quando convém).

    Com esse quiprocó todo, acabei concluindo que para os “progressistas” (a.k.a. governistas), greves boas e válidas são apenas aquelas greves feitas quando o governo (seja em qualquer um dos três níveis) é do PSDB ou do DEM.

    As máscaras dos “progressistas” estão caindo.

    E dona Dilma está se revelando uma tucana de primeiríssima linhagem.

    1. Julio Responder

      Vocês já repararam como é fácil fazer greves em governo progressista? Não estou me lembrando, mas quantos dias o funcionalismo ficou parado no desgorverno FHC? O governo erra ao não negociar com a categoria, deixar a corda esticar muito. Mas, não há anjos nesta história.
      É injusta e inverídica sua denúncia contra os blogs sujos. A maioria deles falou da greve sim.

      1. idelberavelar Responder

        Julio, você realmente não sabia que durante o governo FHC houve oito greves dos professores federais, uma por ano?

      2. Jerônimo Responder

        Não apenas houve 8 greves durante o governo FHC como a última delas durou aproximadamente 4 meses e levou aproximadamente 2 anos para regularizar as aulas nas Federais. E o texto do Idelber é importantíssimo pois revela mazelas sérias com relação a classe. Eu sou ex-aluno de Federal e atualmente servidor técnico administrativo em educação em uma federal vejo que tanto o PSDB quanto o PT tem seus problemas, especialmente quando o assunto é educação. Mas há males que jamais devem/deveriam retornar, PSDB nunca mais!

      3. Luís Responder

        Blogs sujos. Nunca esses blogs fizeram tanto por merecer essa adjetivação. Realmente são sujos. Sujos pelo chapa-branquismo insano, pelo governismo cego e acrítico, pela cumplicidade e pelo peleguismo. De progreesista esses blogs não tem é nada. Absolutamente nada.

    2. Neiva A. Responder

      Concordo que o governo tem demonstrado uma postura muito ruim em relação a greve.Mas a mídia favorece sim, à direita.Ela vai segundo seus interesses, não creio que seja interessante para este tipo de mídia noticiar, ou posicionar-se a favor de qualquer tipo de greve, principalmente educação.

    3. Neiva A. Responder

      Eu quera saber pq cargas d’agua bloquearam meu comentário se eu não disse nada ofensivo ou degradante.

      1. idelberavelar Responder

        Oi, Neiva, ninguém bloqueou nada. É que a às vezes, quando as pessoas estão comentando, eu estou fazendo outras coisas — dormindo, por exemplo — e aí a aprovação demora um pouco mesmo. O seu comentário está aí acima.

  2. João Costa Responder

    Por exemplo, a proposta de redução dos 17 níveis da carreira atual para 13 foi aceita pelo governo, mas … tchan tchan tchan … aumentando de 18 para 24 meses o prazo mínimo para que se ascenda de um nível a outro! Basta você multiplicar 17 x 18 e depois multilplicar 13 x 24 para perceber que o governo simplesmente tirou sarro da cara dos grevistas.

    17 nível = 16 mudanças de nível
    13 nível = 12 mudanças de nível

    16 * 18 = 288
    12 * 24 = 288

    1. idelberavelar Responder

      Touché.

    2. Eduardo Responder

      Opa. Equívoco no texto e no comentário. A progressão de nível não é a cada 18 meses, mas a cada 24, no modelo atual. Assim, no caso dos 16 níveis, com 24 meses, daria 384 meses. Ah, então a proposta do governo é boa? Errado. É maliciosa. O professor Doutor, ao entrar na universidade atualmente, entra como Adjunto 1. Para chegar a associado 4, precisamos de 14 anos.
      A escala é:
      Auxiliar (graduação): 4 níveis, com 3 interstícios, mas 8 anos na posição. Se não tiver mestrado, não avança para assistente.
      Assistente (mestrado): 4 níveis, com 3 interstícios, mas 8 anos na posição. Se não tiver doutorado, não avança para adjunto.
      Adjunto (doutorado): 4 níveis, com 3 interstícios, mas 8 anos na posição.
      Associado (progressão do adjunto). 4 níveis, com 3 interstícios, mas 8 anos na posição.
      Titular.
      Pela proposta do governo, fica:
      Auxiliar: 2 níveis, com 1 interstício, mas 4 anos na posição.
      Assistente: 2 níveis, com 1 interstício1, mas 4 anos na posição.
      Adjunto: 4 níveis, com 3 interstícios, mas 8 anos na posição.
      Associado (progressão do adjunto). 4 níveis, com 3 interstícios, mas 8 anos na posição.
      Titular.
      Mas o graduado, especialista, mestre e doutor entram todos como auxiliar e, para chegar em associado são necessários 22 anos!!!!!!! Isso se quem não tiver o Dr. conseguir terminar seus estudos a tempo, não atrapalhando as progressões. Depois disso, pode fazer o concurso para titular, para ganhar os 17 mil. Boa proposta. Para o governo.
      Sinceramente? No mínimo, imoral a proposta.

      1. idelberavelar Responder

        Perá lá, Eduardo. Atualmente são 24 meses, e não 18? Alguém confirma essa informação aí? Eu tinha entendido que eram 18. O resto, sim, bate com o que eu tinha aqui.

        1. Ivo Responder

          Atualmente a lei especifica que são 18 meses.

        2. Efor Responder

          Idelber,
          de fato, no modelo atual são 24 meses para progressão. No mais, tudo correto.

          1. Efor

            O governo reduziu os níveis para o início da carreira. O que, na prática, não mudou quase nada, pois, a maioria dos concursos exige professor com doutorado. Novamente, é um jeito de “mudar para que tudo fique como está”.

          2. idelberavelar

            Obrigado, Efor!

        3. Prof. Luís Responder

          Há duas carreiras de prof. Federal: o magistério superior (MS) e o EBTT (antigo magistério de 2o grau).
          Para o MS, são 24 meses e para o EBTT, 18. Ou seja, no MS a nova proposta está mantendo o interstício mas, no EBTT, está piorando.

          1. Idelber Avelar

            Ah, perfeito! Foi aí que eu me confundi, então. 24 no MS, 18 no EBTT. Entendido. Valeu, Luís!

        4. Ricardo CP Responder

          Para os profs EBTT (Ensino Básico, Técnico e Tecnológico), os interstícios, hoje, são de 18 meses. Como fica provado acima, a proposta do governo não altera o tempo total para se chegar ao tôpo. Para os profs MS (Magistério Superior), os interstícios são de 24 meses e, portanto, a proposta do gov diminui o tempo para estes chegarem ao tôpo, uma das pouquíssimas vantagens oferecidas pelo gov em relação à situação atual.

        5. rubiani Responder

          A progressão é feita a cada 24 meses, mediante a solicitação, pelo docente, de abertura de processo, apresentando plano de trabalho anual, com respectivo relatorio anual de atividades realizadas, comprovadas com documentos anexos. Na realidade não existe uma regulamentação de como essa progressao funcional deve ser feita então continuou-se utilizando o antigo modelo da GED (pelo menos na Universidade Federal de Rondonia é assim, não garanto nas outras). Após passar pelos conselhos (departamentos, nucleos/institutos, Seção de regularização de funcionarios (CRD no nosso caso!), o processo vai para uma Comissão de avaliação de Progressão docente e então, se aprovada, para a Administração superior homologar a progressão. Geralmente isso leva, com sorte, uns tres meses a contar da data de entrega da solicitação da progressão. O que é fato é que as progressões só podem ocorrer a cada instersticio de 24 meses.

        6. benjamim picado Responder

          a progressão nas etapas da carreira sempre se deu num intervalo mínimo de 24 meses. em algum momento das propostas, o mec apareceu com um plano de carreira em que os intervalos se reduziam para 18 meses, condicionado a um aumento de carga horária em sala de aula. a proposta foi rejeitada por todas as associações e o mec/mpg voltou ao interstício tradicional (24 meses entre cada etapa). é bom lembrar, por outro lado, que o plano de carreira apoiado pela andes prevê um modleo de progressão que independende de itens como a qualificação docente, de tal modo que se pode chegar aos pontos mais altos da carreira sem titulação mínima de doutorado, por exemplo, o que é, no mínimo, polêmico, quando se compara este modelo de carreira universitária com aquele existente em outros grandes centros pelo mundo, onde o doutorado é condição mínima para a evolução profissional.

  3. Thuin Responder

    Bem, eu concordaria que a greve é corporativista, o que é inteiramente justo. O gozado é falarem ora em corporativismo ora em greve política, ambos como xingamento. Ué, ou uma coisa é ruim ou a outra.

    Outra coisa que acho bizarra: o governo federal, na sua tentativa de ampliar o sistema de ensino, está tendo dificuldades com concursos sem candidatos. A se crer na seriedade da proposta (e a não se crer, pra quê o gasto todo), o pragmatismo (não o “pragmatismo” político teriômano) indicaria aumentar os salários dos professores, sem qualquer consideração de justiça. Mas a “grande gerente” não consegue entender isso.

    Quanto ao “de onde vem o dinheiro,” minha sugestão particular seria de um aumento no IRPF. É uma boa venda – “vamos aumentar o imposto sobre os mais ricos para investir na educação de todos. Conclamamos os estados a aumentarem o ITD para investir nas universidades estaduais também!”

    Ah, também quero um pônei.

  4. vinicius souza Responder

    Cara, sinceramente acho que jornalista brasileiro (com as excecoes de sempre) eh preguicoso mesmo e nao sabe fazer conta. Soh cozinham release. Seja pra falar do “mensalao”, seja para com os professores. Impostometro ou investmento em transporte publico em SP. Eh tudo a mesma coisa. O que espanta eh a falta de material E DIVULGACAO na blogosfera de artigos como o seu. A pergunta eh valida: KD os “progressistas”??? Um unico detalhe (que atrapalha ainda mais os jornalistas amestrados que acham que greve eh SOH salario): ainda precisamos ver mais materias serias sobre as reivindicacoes NAO salariais dos professores. Infraestrura, contratacoes, valorizacao dos tecnico-administrativos (ignorados ateh nas “propostas” do governo) sao fundamentais.

  5. TÂMARA Responder

    EXCELENTE SEU ARTIGO…UM TEXTO CLARO E QUE DESMORALIZA ESSE PARTIDO CORRUPTO MAIS UMA VEZ. NÓS PROFESSORES DA REDE FEDERAL, NUNCA VIVEMOS TANTA HUMILHAÇÃO, ESTA TRAIÇÃO CHAMADA Dilma Rousseff E proifes FOI DEMAIS…

  6. João Aguiar/dukrai Responder

    dado dizorêia informa que os professores titulares nas universidades federais são 7% do total dos professores. Pra piorar foi criado recentemente a categoria final professor associado de I a IV, a qual nenhum professor aposentado teve acesso. Juntando o baita aumento de quase 50% rs pra titular, a criação de nova faixa salarial que exclui os aposentados rs foram criadas 45.000 vagas para professor nas IFES, mas quem passar vai começar (pelas novas regras de valorização do professor kkkkkk) ganhando como professor com apenas graduação durante os tres anos do estágio probatório, mesmo que tenha doutorado, a quase totalidade dos aprovados.
    Pior, os sindicatos e a FASUBRA, federação dos técnicos e administrativos das IFES foram ignorados e não falaram nem com o porteiro do MEC.
    Vamos começar uma campanha pela volta do Lula em 2014, a gente ganha no primeiro turno e a Dilma pode fazer concurso de professora pra UFMG, duro vai ser passar.

  7. Patrícia Responder

    Olá. Queria saber se você tem um e-mail para que eu possa entrar em contato com você ?
    O assunto a ser tratado é a greve e algumas atitudes que nós, estudantes, estamos querendo tomar.
    Agradeço a atenção,
    Patrícia.

    (patriciaaverissimo@gmail.com)

  8. Jomar Coelho Responder

    Perdão para opinião simplista mas acho que posso comentar também. Se eu não puder, apaguem por gentileza.
    Pelo que eu me lembro o PT Lula Dilma era levado nos braços pelos “cultos”, “intelectuais”, “e principalmente pelos -camaradas- no meio universitário”; professores militantes, etc, etc… povo muito Cheguevarista, Fildelzista, orfãos do woodstock, militantes exagerados.
    Por isso tudo e por mais nada, não entendo o porque do susto, o porque da insatisfação.
    Participaram do circo Lula e ele não cumpriu nada, apenas proporcionou soluções a anos atrasadas que não podiam mais ser empurradas com a barriga. Fez obras que estavam tão defasadas que acabaram fazendo obra sobre obra encima de obra.
    E assim ficou 8 anos. E apoiado sempre pelos “almas fardadas revolucionários mentais” que vivem escondidos nas universidades federais.
    Depois veio a Dilma e os mesmos “mãos nas armas, revolução já” apoiaram outra vez um governo que já estava apelando para 3 bilhões de campanha eleitoral e mais obras que não tinham mais como serem empurradas com a barriga.
    Um governo que se bate no peito para dizer que dá pão para pobre mas tem vendido o Brasil em fatias.
    Além disso tem a histórica compra dos índios, que antigamente vinham os portugueses (eta colonização infeliz!) e davam bíblias, espelhinhos enquanto surrupiavam toda riqueza. Agora vem gente do mundo todo e dão iphones, muambas, notebooks, e até agora não vimos nada de útil em troca das riquezas que eles estão levando também.

    Sinceramente?! Como tem gente topeira na UFs! Sério que vocês não conseguem, com todo esse “intelecto”, com todo esse valor que se dão, nem ao menos terem previsto que isso aconteceria??

    Agora querem colocar os salários acima da inflação, dos desvalor, só porque fizeram mestrados e doutorados, se achando pessoas de classe superior???

    E o pedreiro? E o padeiro? E a caixa de farmácia? Quanto você acham que elas merecem? Nada!
    E quem ajudou a colocar esse governo lá? Vocês!

    Acho que quem tem “tanto conhecimento”, que se gaba tanto, tem mais obrigação do que os outros de entender da política, conscientizar, ensinar gente -ignorante como eu- a votar, salvar a gente da enganação.
    Mas o que vocês fizeram? Cantaram vitória porque agora era a vez da esquerda, da militancia…

    Aff…. e agora querem tirar o atraso? Fazer greve? E o resto do povo que está ganhando salário miserável de 600 e poucos reais e não podem fazer greve?
    E o pessoal que formou nas UFs e ganha 800 reais por mês sem previsão de melhora? Eles devem fazer greve e parar de trabalhar na reposição das prateleiras do EPA?

    Acho um absurdo isso tudo. O governo que está lá, e a debandada de covardes que os fizeram chegar lá mas agora se fazem de Polianas enganadas.

    Absurdo. Um absurdo. Podiam ter feito melhor “camaradas militantes UFs”. Agora amarguem mais essa. Esperem vencer o mandato.

    1. idelberavelar Responder

      Jomar, eu aceito algumas das pauladas, mas eu aposto com você que a votação do Lula entre pedreiros, padeiros e caixas de farmácia foi mais alta que entre professores universitários.

  9. maurini de souza Responder

    Eu acho que os titulares não chegam a 5% (precisaria de números exatos). Aqui, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, de 1800 professores, somente 7 são titulares

    1. idelberavelar Responder

      Eles estão entre 7% e 8% do magistério, Maurini.

  10. denise bottmann Responder

    que tristeza…

  11. Mauricio Martins Responder

    Caro Ildeber,
    Sou professor universitário e gostei muito da análise sobre a greve nas universidades federais – saudavelmente desmistificadora, a meu ver – que você ofereceu aos seus leitores. Ao mesmo tempo, houve um aspecto que me chamou a atenção. Antes, devo dizer que esta foi apenas a segunda visita que fiz ao seu blog. A primeira foi há tempos atrás, quando um amigo me indicou o ‘O biscoito fino e a massa’. Naquela ocasião, tive a impressão que você era um apoiador muito esclarecido do governo Lula da Silva, que alertava – de modo fundamentado, diga-se de passagem – os frequentadores do blog sobre a manipulação operada cotidianamente pela grande imprensa acerca dos assuntos referentes ao PT. Já neste reencontro de hoje, fiquei com a impressão muito forte que algo importante mudou em sua análise: ela pareceu-me extremamente crítica face ao mesmo partido. Gostaria de ouvir – ou ler, melhor dizendo… – uma elaboração sua sobre isso. O que se passou neste meio tempo? Creio que fazer este balanço seria produtivo até para você mesmo (uau, isso soou pretensioso…). Mas, fundamentalmente, parabéns pelo novo Blog e um grande abraço, Maurício Martins (Para mim, não tem diferença se a sua resposta for pelo blog ou por e-mail).

    1. idelberavelar Responder

      Caro Maurício:

      A sua percepção está corretíssima. Eu apoiei em grande medida o governo Lula, apesar de ter publicado também várias críticas a ele. Critiquei, por exemplo, as nomeações ao STF, o compadrio com Ricardo Teixeira no futebol, o exílio de Paulo Lacerda para satisfazer Gilmar Mendes e Nelson Jobim etc. Mas você tem razão: no fundamental, eu fui apoiador do governo Lula e muito crítico do tratamento da imprensa a ele, embora eu jamais tenha defendido a tese do “PiG”, que acho simplista e gritantemente contraditória com os fatos.

      Eu não teria condições de responder sua pergunta com o vagar que ela merece, porque a resposta está mais ou menos esparramada por dezenas de textos, tanto na época do Biscoito Fino e a Massa como aqui na Fórum. Eu acho que há uma grande discontinuidade em alguns aspectos entre o governo Dilma e o governo Lula: na área cultural, na área ambiental, no campo do diálogo com os movimentos sociais, para ficar em três exemplos óbvios. Portanto, eu mudei minha postura com relação ao governo porque o governo mudou muito.

      Mas eu também admito a hipótese de que, além de o governo ter mudado muito, eu também tenha mudado. A leitura que eu tenho do lulismo hoje não é a mesma que eu tinha em 2007 e, no calor daquelas batalhas (com a Revista Veja, com Gilmar Mendes, com a oposição de direita etc.), é bem possível que eu não tenha atentado para sinais que já estavam lá e que só vieram a ficar mais visíveis agora. Se você for à nuvem de tags deste blog, e clicar em “Amazônia”, “PT”, “Dilma” e algumas outras tags relacionadas, você verá vários textos que mais ou menos oferecem uma crônica de como foi evoluindo minha percepção das coisas.

      Abraços,

      1. Mauricio Martins Responder

        Caro Idelber,

        Obrigado por sua resposta tão transparente e precisa. Ao lê-la, me ocorreu que talvez ainda esteja por ser feito um balanço sereno do trajeto do PT no poder. No campo progressista, temos de um lado os defensores quase incondicionais do partido (como parece ser o caso do professor Emir Sader e do site Carta Maior) e, por outro lado, os que pretendem colocar um sinal de igual entre o lulismo e o período FHC, o que também não é muito convincente. Bem, refiro-me aqui às tendências progressistas: a revista Veja e congêneres a meu ver perderam totalmente a credibilidade.

        Com muita propriedade, você mencionou diferenças do governo Dilma face a Lula no âmbito da questão ambiental, da cultura e dos movimentos sociais. Eu acrescentaria diferenças na política externa, uma vertente original do lulismo. Agora, voltamos infelizmente a orbitar de modo acrítico dentro dos interesses dos Estados Unidos; e a grande imprensa adora isso! Como um outro aspecto positivo do governo Lula, creio que merece crédito a retirada de um número muito grande de brasileiros da linha de miséria, ainda que dentro de uma política algo paternalista de bolsas compensatórias (mas quando eu e meus colegas da universidade recebemos bolsas de doutorado, não nos ocorreu nomear isso como paternalismo…, contradições de nossa classe social). Quanto à tese do PIG, também considero que muitas vezes ela funciona como um biombo para justificar práticas condenáveis – e antigas – do PT. Aliás, o tópico ‘leniência com a corrupção’ sempre me pareceu um ponto fraco de Lula…. Por outro lado, reconheço que há uma hostilização permanente da grande mídia com o PT, que merece mesmo ser denunciada: tenho lido artigos equilibrados mostrando como é profundamente diferente o tratamento midiático dado ao chamado mensalão tucano com relação ao petista.

        Parabéns, Idelber, por sua autonomia intelectual, e por não praticar o alinhamento automático, tão pernicioso para qualquer vertente política e de pensamento.

        Grande abraço,

        Maurício Martins

  12. Ca. Responder

    Olha, eu concordo que professor ganha pouco pelo tanto que estoudou e pelo número de atividades que exerce.

    Mas acho que hávários problemas com a greve e com os argumentos dos grevistas:

    (1) Não faz muito sentido ter professores sem doutorado nas universidades. Sem mestrado, é absurdo. Simplesmente pessoas sem mestrado não deveriam ser aceitos como professores de universidades federais.

    (2) Se fosse para usar um índice de inflação, esse deveria ser o IPCA, que indica inflação menor para o período do que o índice utilizado. É pelo IPCA que o governo baliza suas decisões em relação à política de juros, que afeta a oferta de crédito e os rendimentos dos investimentos. Oferta de crédito e retorno sobre investimentos são variáveis relevantes para se analisar o poder de compra das pessoas e sua discussão justifica-se.

    (3) Ainda assim, reposição de inflação não pode e não deve ser o principal argumento. Afinal, o Brasil só conseguiu se livrar da hiperinflação quando diminuiu os efeitos da espiral inflacionária, que ocorria exatamente pela indexação de salários. O governo tem como meta principal evitar que a inflação torne-se muito alta, pois isso seria o pior retrocesso para a diminuição da desigualdade social no país.

    (4) Comparar salários de professores de universidades federais brasileiras com salários de professores de universidades americanas não faz muito sentido, dado que: em linhas gerais, os alunos em universidades americanas pagam para estudar e as universidades não são tão refratárias a parcerias com a iniciativa privada, recebimento de doações e programas pelos quais ex alunos contribuem com sua instituição.

    Eu faço doutorado e quero um dia ser professora universitária também.

    Ainda assim, eu só apoiaria a greve caso essa viesse com propostas de como aumentar os recursos para as universidades sem onerar ainda mais o cidadão brasileiro que nelas não está inserido. Não entendo a razão de evitar tanto assim parcerias com outros entenes que não o governo. Professores que querem parcerias, fazem parcerias. Os que não querem, não fazem, mas deixam os outros fazerem. Isso é bastante plausível.

    Também não entendo a razão pela qual fez-se um auê na SanFran recentemente só porque um doador quis uma plaquinha com seu nome. Não acompanhei o caso até o fim, mas até onde vi, o doador receberia o dinheiro de colta, coisa na casa de milhão, se a memória não me falha.

    Menos sentido ainda faz o fato de estacionamentos serem gratuitos para os estudantes, incentivando que cada um vá com seu carro e não utilize transporte público.

    Enfim, com propostas sobre como melhorar, eu apoiaria a greve. Só “sangrar” um orçamento federal que poderia e deveria estar sendo mais usado com educação básica e saneamento básico, aí eu acho muito equivocado.

    Bem vindos ao século XXI, mestres.

    1. idelberavelar Responder

      Cara Ca.:

      Você está correta ao dizer que não faz sentido comparar os salários de professores universitários nos EUA e no Brasil. Eu estava apenas revelando o porquê de a “notícia” dada por um pseudônimo governista no Twitter ser falsa.

      Quanto ao índice inflacionário, o IVC do DIEESE é aquele historicamente usado pelo movimento sindical, incluindo-se os sindicalistas do PT.

      Já praticamente não há concursos para professores que só possuem graduação e são raríssimos os concursos para aqueles que só possuem o mestrado. 70% do corpo docente das federais brasileiras é de doutores, e eu concordo com você que há que se mover na direção de um sistema em que essa porcentagem seja 100%. O problema é que o governo teria que ser honesto, então, e não fazer o que está propondo, que é manter a atual categoria de Professor Assistente, rebaixando a ela aqueles que são doutores e que hoje seriam, portanto, Adjuntos. É um truque bastante desonesto que cria outra hierarquia artificial entre os professores.

      Abraços.

      1. Músico Responder

        Não concordo com a tese de que TODOS os professores de IFES tenham que ter doutorado. Por essa tese Pixinguinha nunca poderia lecionar música, nem Pelé poderia ser professor de educação física…

    2. Prof. Luís Responder

      “(1) Não faz muito sentido ter professores sem doutorado nas universidades. Sem mestrado, é absurdo. Simplesmente pessoas sem mestrado não deveriam ser aceitos como professores de universidades federais.”

      É verdade, hoje. Mas há alguns anos a gente podia se tornar professor apenas com a graduação e fazer mestrado e doutorado depois (foi o meu caso). Ocorre que muitos professores não quiseram, ou não tiveram oportunidade, de fazer o mesmo. E agora o governo acena com aumentos apenas para os doutores. Será que o papel daqueles professores não foi importante? Muitos foram meus professores na graduação e posso atestar a sua competência e dedicação (claro que sempre há exceções).

      “Menos sentido ainda faz o fato de estacionamentos serem gratuitos para os estudantes, incentivando que cada um vá com seu carro e não utilize transporte público.”

      Aqui na UTFPR Curitiba não tem estacionamento nem para professor! Quanto mais para aluno.

      “Ainda assim, eu só apoiaria a greve caso essa viesse com propostas de como aumentar os recursos para as universidades sem onerar ainda mais o cidadão brasileiro que nelas não está inserido. Não entendo a razão de evitar tanto assim parcerias com outros entenes que não o governo. Professores que querem parcerias, fazem parcerias. Os que não querem, não fazem, mas deixam os outros fazerem. Isso é bastante plausível.”

      Na UTFPR as parcerias são tradicionalmente feitas. É uma forma do professor ganhar um pouco mais, de os alunos ganharem experiência profissional (e bolsas, lógico) e da Universidade receber um dinheiro extra (ela sempre recebe um percentual sobre estes projetos). Ocorre que este dinheiro é insuficiente para manter a Universidade, sendo apenas um complemento. Além do que, nem todos os professores participam e, penso, não devem ser obrigados a isso. Mesmo porque o excesso de dedicação a estes projetos pode degradar a qualidade de ensino, já que rouba tempo que o professor deveria usar para preparar aulas, orientar alunos e corrigir trabalhos.

    3. a Responder

      excelente análise imparcial. Isso sim deve ser compartilhado!
      Ca. teria muito orgulho de ser sua aluna

  13. Ca. Responder

    Peço desculpas pelos erros de digitação, pois escrevi o texto pelo celular.

    1. RONYOUZA Responder

      CA: Acredito, no conhecimento institucionalizado, porem ja aconteceu de varias pessoas aquirirem o mesmo pro outros meios, ser doutor não quer dizer q seja melhor q um professor com graduação q ja dedicou varios anos de sua vida ao ensino. Creio q a aprendizagem e livre como o conhecimento, Albert e prova disso e o proprio Lula, agora com relação ao seus erros de portugues, somos vitimas de nossa educação de base. Ja conheci muito doutor q não me ensinou nada e muito professor sem titulo q m ensinou muito.

    2. RONYOUZA Responder

      com relação ao ensino pago no EUA e gratuito entre aspas no brasil temos umas das maiores tributações do mundo não creio q seja gratuito apenas todos nos pagamos e alguns poucos usufruim. Em especial vc lembre-se disso.

  14. Marcelo Blanco Responder

    Creio que há um aspecto no serviço público federal que a população desconhece, por que eu desconhecia até me tornar um servidor. NÃO TEMOS DISSÍDIO ANUAL, embora a constituição estabeleça este direito. Os sucessivos governos se fazem de mortos porque assim garantem saldos de caixa para outros usos. Sim, o pedreiro, o porteiro, o padeiro e qualquer trabalhador registrado (CLT) tem o dissídio anual que garante a reposição da inflação. Os servidores não têm (apesar da constituição garantir…) e o governo “se esquece” sistematicamente de fazer a correção. Sem greve, os salários ficam congelados “ad infinitum” já que negociações via sindicatos não dão resultados. Esta greve não saiu do nada, houve muita negociação e promessas desde o início de 2011, mas o que o governo efetivamente fez foi enrolar, enrolar… Ao meu ver, antes de qualquer outra reivindicação deveríamos brigar pelo dissídio automático como na CLT, o que evitaria todo este desgaste.

    1. Marcelo Blanco Responder

      Antes que alguém reclame, esclareço que utilizei o termo DISSÍDIO pelo seu significado popularizado, que corresponde a reajuste periódico e coletivo de salários em uma DATA-BASE para compensar perdas inflacionárias.

  15. Lucas Responder

    As conquistas só se deterioram, e ainda nos gabamos por não estarmos em “crise”?
    acho que “perdemos” o rumo, e só andamos em círculo esse tempo, os problemas
    só voltaram e com potência maior ainda.

  16. Nívia Xavier Responder

    Muito bom o texto, bem pontual!
    E pensar que é um governo petista, dito dos” trabalhadores”, de formação e histórico de greves, protestos e muito mais!
    HOJE SÓ PERMANE A SIGLA, PORQUE O JOGO VIROU, CONTRA OS TRABALHADORES! Lamentavél.

  17. Adam James Sargeant Responder

    Obrigado pelo excelente texto.

    Mas para não propagar informações erradas, deveria verificar a seguinte afirmação sua:

    “Professor Assistente (que possui mestrado, também progride de níveis 1 a 4 e hoje começa com 3.181,04 reais”

    De acordo p. 170 do documento http://www.servidor.gov.br/publicacao/tabela_remuneracao/tab_remuneracao/tab_rem_11/tab_58_2011.pdf
    que o senhor citou um professor assistente com mestrado comença com 4.837,66 reais.

  18. Henrique Responder

    Acho justa a reivindicação dos professores. Mas sinceramente, estudei na UFMG e posso afirmar que no meu curso de Artes visuais a esmagadora maioria dos professores não merecem receber o que ganham hoje. Gostaria de saber do autor do texto o seu pensamento de como conciliar melhor remuneração com dos professores com desempenho dos mesmos em aula? Verifacando os salários( líquido) de alguns professores meus percebi que muitos ganhavam um absurdo para a função que exerciam: Abrir e fechar porta da sala e xerocar apostilas feitas em máquinas de datilografar.
    Acho que professor tem que ganhar bem, mas tem que mostrar mais resultado. Como os grevistas pensam em reslver esta equação?
    ( Estou falando muito tranquilamente, pq apenas lendo pode parecer que estou exaltado. rsrs)

    1. RONYOUZA Responder

      Vou falar por mim, não tenho esse salario todo, sou do ensino tecnico, entro na escola pela 09 da manha saio as 10 da noite é um estaf. ministro cinco disciplinas diferentes, orientação de varios alunos em estagio e supervisão de trabalhos de iniciação cientifica, correção de trabalhos de seis turmas, levo trabalho pra casa e tudo mais. Acho q deixo a desejar na qualidade. Não consigo me qualificar, nem mesmo m atualizar (assinatura de revista, comprar livros e participar de congressos da area) a escolas refletem muito a nossa sociedade. O conhecimento para dar cria precisa de um ambiente propicio, creio q as escolas tecnicas e universidades estão perdendo isso em nome da produtividade e disputa interna infernal.

  19. claudio Responder

    Olá Idelber, eu não concordo com o seu primeiro cálculo:

    “A partir do IVC medido pelo DIEESE, a desvalorização salarial entre julho de 2010 e junho de 2012, mais a projetada até março de 2015, é de 35,55%. De uma tacada, desaparece um enorme naco do que seria o “reajuste” proposto pelo governo. Lembre-se de que todo o noticiário sobre a proposta apresentada aos docentes brandia esses números (45% ou 47%) como se esses fossem os reajustes – sem informar que se tratava de valores fixados em julho de 2010 e sem mencionar que eles não seriam implementados na íntegra até março de 2015.

    Computando a corrosão inflacionária, então, sobrariam 10% (segundo a mentira publicada no Estadão) ou 12% (segundo a mentira publicada no Globo) de reajuste para os docentes, correto?”

    Não. É preciso saber o que significa “desvalorização”. Procurando rapidamente na internet não encontrei um texto que desse uma definição precisa, mas a ideia parece ser a seguinte: imagine um produto cujo preço varia ao longo do tempo (digamos um pão que em 2010 custava R$1,00 e foi ficando mais caro com a inflação). Definimos o “salário efetivo” como a quantidade de tais pães que pode ser comprada com o salário. “Desvalorização de 35%” significa que o salário efetivo fica 35% menor do que antes, ou seja, é multiplicado por 0,65.

    Fazendo agora as contas com o reajuste de 45% apregoado pelo Estadão. Primeiro o salário bruto ganha um acréscimo de 45%, ou seja, aumenta 1,45 vezes. Depois, calculamos o salário efetivo levando em conta a desvalorização de 35%, ou seja, multiplicamos por 0.65. O salário inicial fica então multiplicado por 1,45 x 0.65 = 0,9425. Se antes o professor podia comprar 100 pães com seu salário agora pode comprar apenas 94,25 pães. É efetivamente uma redução de poder aquisitivo.

    As contas dependem da definição de “desvalorização”. Como eu observei acima, não tenho certeza de que a definição que usei é a correta.

    1. Layla Responder

      na verdade a inflação pode ser utilizada em uma composição de taxas da seguinte maneira: se a inflação é de 35% multiplica-se por 1,35 pela taxa de “aumento real”( me faltou uma expressão melhor) ,que neste caso é desconhecida, para chegar ao aumento total(aparente). Mas nós sabemos que o aumento aparente é de 45% (portanto o fator é 1,45). Portanto divide-se 1,45 por 1,35 e tem-se 1,074, correspondente ao aumento real. Portanto na realidade o aumento real não é de 10% e sim de 7,4%. O erro do texto não foi o conceito de desvalorização, mas sim tentar compor taxas usando soma e não multiplicação.

  20. Aldo Responder

    Absurda esta greve, queria ver se existe professor universitário macho o suficiente para trabalhar no ensino básico. Choram de barriga cheia, mas tomara que consigam uma nova negociação. Farei campanha para ter cobranças quanto à publicação de livros, trabalhos em revistas de renome, artigos pra gaveta ler, nem pensar, publicou e se o fator de impacto for pequeno é explicações sobre o que andou fazendo tanto tempo na universidade e nada fez de relevante. Acorda Brasil.

    1. Eduardo Responder

      Trabalhei 10 anos no ensino médio, dando aulas para tudo o que é tipo de aluno. Bons e ruins. O que fiz? Acreditei num pensamento que eu sempre tive e passo para meus alunos: só com o estudo você consegue progredir, conseguir uma boa colocação e dormir em paz. Assim, me dediquei e prestei o concurso. Atualmente, não sei se posso dizer isso, pois há tantas distorções salariais em função de eventos adversos, como ser amigo de alguém influente, fazer parte de uma secretaria (ou assessoria) inútil do governo, etc… Sobre as publicações, outro problema é o volume de serviço burocrático, que emperra (ou, pelo menos, dificulta) os trabalhos. Mas faz parte e vamos em frente.

    2. Layla Responder

      Isso aí… acorda Brasil, enquanto alguns vereadores por aí querem votar aumento de 60% no próprio salário pra “trabalhar” 5h por semana, enquanto muitos por ai usam a máquina pública para enriquecer, fiquem parados de braços cruzados porque afinal de contas vocês, que ralam muito e recebem muito abaixo do merecido, estão reclamando de barriga cheia!!! Deplorável esse tipo de comentário… O greve dos professores universitários não impede nem atrapalha a causa dos professores de ensino básico. Muito pelo contrário, de uma forma mostra como a educação como um todo em nosso país é falha e negligenciada.

  21. Guilherme Scalzilli Responder

    Braços cruzados, mãos abanando

    Os jornais dos últimos dois dias contrariaram a suspeita de que a grande mídia se aliou ao Planalto para desqualificar os grevistas da União. “Folha”, “Estado de São Paulo”, “Correio Brasiliense” e “Metro” deram primeira página ao tema, com variados graus de catastrofismo e pouca ou nenhuma crítica negativa aos trabalhadores. Reação oposta àquela diante da esquisitíssima paralisação dos metroviários paulistanos.
    Falta um debate objetivo sobre se os salários e as prerrogativas de certos setores do funcionalismo público federal merecem tamanha indignação e justificam os transtornos causados aos contribuintes. Tudo bem analisar reivindicações isoladas, mas, se a discussão versará sobre o valor “justo” dos rendimentos, a prudência recomenda que usemos alguma base comparativa no próprio país e entre categorias laborais semelhantes.

    Quanto ganham os professores das inúmeras faculdades privadas, que abrigam o enorme excedente acadêmico brasileiro? Que benefícios recebem? Existe banco de horas? Faltas abonadas? Plano de carreira? Façamos o mesmo levantamento (sempre observando a titulação) com os docentes dos sistemas estaduais e municipais, de primeiro e segundo graus. Agora analisemos as informações das universidades federais à luz desse quadro.

    [Mas atenção: cada vez que alguém sugerir que o trabalho num campus “vale mais” que no EEPSG caindo aos pedaços da periferia, será banhado em groselha e passará por um corredor polonês de professores subvalorizados].
    Admitamos, no entanto, que um miserê não abona outro, que direitos não são privilégios, etcetera. É possível, legal e economicamente, atender às exigências? As contas batem? De onde sairá a verba que ultrapassar o orçamento planejado? Não cabe ao Congresso discutir isso? E a tal crise? Uma despesa milionária extra não aumentaria a vulnerabilidade do país?

    São contas ardilosas, mas os sindicatos possuem meios e quadros para efetuá-las. O velho ramerrão das “mamatas que enriquecem os parasitas dos gabinetes” soa justo, mas tem rala serventia para o caso. Falta investigar planilhas, esfregar os dedinhos nos números, dar-se ao trabalho de satisfazer a curiosidade da platéia que paga impostos e nem cogita arriscar o pescoço numa greve.

  22. Leo Vidigal Responder

    O que o Idelber escreveu com muita propriedade e poder de síntese é voz corrente nas assembléias de professores federais em todo o país. É duro ver como alguns comentaristas se deixam levar pela imprensa e pela “estratégia de queimação” do governo que tem conseguido jogar parte da sociedade contra o movimento docente.
    Sobre o texto em si, gostaria apenas de observar que o nível de Adjunto 4 não é o último antes do Titular. Ainda temos a classe de Associado, pela qual temos que ficar oito anos (realmente são 24 meses em cada nível para o professor de magistério superior), tornando a carreira de professor universitário federal uma das mais longas no serviço público.
    Nossa luta não é apenas por aumento salarial, mas pela inclusão real da educação como prioridade neste país e isso passa pela valorização da nossa profissão. Como conseguir uma distribuição de renda justa entre a população brasileira quando o investimento em educação é claramente insuficiente?
    O governo do PT está indo na contramão das lutas históricas do partido e a maior expressão desse paradoxo é o fato de nossa reivindicações estarem sendo respondidas, na prática, por burocratas do Ministério de Planejamento e Gestão, que sabem pouco da natureza do nosso trabalho. O Ministério da Educação é que deveria estar na linha de frente das negociações e não como mero coadjuvante. Dessa forma, a preocupação maior não é o que é melhor para a educação e a sociedade brasileira, mas apenas o “quanto custa”.
    Como conseguir uma distribuição de renda justa entre a população brasileira quando o investimento em educação é claramente insuficiente? Nossa luta não é apenas por aumento salarial, mas pela inclusão real da educação como prioridade neste país e isso passa pela valorização da nossa profissão. Maior investimento em educação é essencial para que o modelo inclusivo e republicano que apenas começou a ser implantado seja aprofundado e que a população brasileira possa realmente se beneficiar dele, alem da aquisição de bens materiais, garantindo que esses ganhos ultrapassem as gerações e não sejam apenas mais uma “bolha econômica”.
    O governo precisa entender que essa greve não é da Andes, não é da Proifes, nem dos partidos ligados a essas entidades, ela surgiu da base, da indignação dos professores dos cursos surgidos com o REUNI. Estes cursos estão patinando sob o peso de um projeto ambicioso de expansão de vagas nas universidades publicas, ansiado e apoiado pela maioria dos professores, mas que foi mal planejado, mal implantado e mesmo sabotado em outras instancias. É necessário maior empenho do governo, contratação de funcionários qualificados para fazer as compras necessárias, entre outras medidas que podem destravar esse processo.
    Nossas reivindicações não são absurdas e se tivessem sido negociadas com seriedadedurante 2010 e 2011 (os professores chegaram a aceitar um aumento pífio de 4% para que o governo priorizasse a estruturação da nossa carreira, mas os representantes do governo não ouviram as contribuições pertinentes levadas na mesa de negociação e adiaram ou cancelaram reuniões), não teríamos chegado nesse ponto de confronto aberto. As assembléias estabeleceram as nossas principais reivindicações, a saber: uma data-base especifica, como é realidade para muitas categorias de trabalhadores, reajuste real e imediato e não escalonado em três anos, incorporação da retribuição titulação (RT) ao nosso vencimento básico (VB), uma carreira e uma malha salarial coerente e estruturada, implantação real do REUNI e melhoria das condições de trabalho. Acima de tudo, queremos que o governo acorde e valorize de fato a educação, reservando 10% do PIB para este setor o mais rapidamente possível e não para 2021.

  23. Idelber Avelar Responder

    Peço desculpas a todo mundo pela demora na aprovação dos últimos comentários. Me esqueci completamente. A agenda carregou aqui e eu fiquei quase dois dias sem visitar a plataforma de publicação do blog. Sorry indeed.

    1. Marcello Rezende Responder

      Idelber,

      Tropa de choque da PM invade a UERJ contra estudantes em greve!

      Ocorrido ontem às 17h30. Sou doutorando de Psicologia Social da UERJ e estava presente. Não vi isso na mídia. Abaixo segue meu relato e o video.

      Divulgue, por favor!

      Chego hoje para um grupo de estudos na UERJ e às 14h falta luz. Pensei: será que é por causa da assembleia comunitária sobre a greve? Não pode ser…

      Continuei no grupo pensando: quando terminar dou uma passada no ato dos estudantes que tá programado pra mais tarde na Radial Oeste. Nesse meio tempo um helicóptero ficou sobrevoando a UERJ e pensei de novo: será que é por causa do ato? Não pode ser…

      Às 17h começo a descer as rampas e escuto o estrondo de uma bomba e, logo depois, fumaça e gritaria. Penso: será que é por causa do ato? Não pode ser…

      Viro em direção ao estrondo e vejo o estacionamento, perto do bandejão, invadido por umas 10 ou mais caminhonetes da PM e a tropa de choque avançando sobre no máximo 50 estudantes, DENTRO DA UERJ. Ainda na rampa, meus olhos começam a arder e sinto uma leve ardência nas narinas. Vou em direção ao pequeno grupo de estudantes, vejo duas estudantes chorando e pergunto: alguém se machucou? Me respondem que não. Mas todos estão perplexos, acuados e gritando palavras de ordem contra a PM. Por um tempo tive uma sensação estranha como se assistisse tudo em câmera lenta, tamanha minha perplexidade.

      http://www.youtube.com/watch?v=doFHSceQ4fA&feature=share

      1. Idelber Avelar Responder

        Marcello, eu divulguei imediatamente no Twitter. Força aí.

  24. zilda rodrigues Responder

    Muito boa a sua matéria. Parabéns!

    Queria acrescentar ainda que, enquanto as outras categorias vao receber o aumento já em Janeiro de 2013, nós, proletários do serviço público federal, só teremos em Março de 2013. Até nisso somos desvalorizados. E tem mais: proporcionalmente o aumento das categorias que já ganham bem ( 7, 8, 9 10 e por aí vai. foi melhor que o nosso, pois a distância vai continuar grande entre os salarios dos professores e outras classes de servidores. E ainda diz que fomos contemplados com um aumento que levou vantagem sobre as outras classes…..que fomos privilegiados. Que privilegio???????????

    Estou saindo do magisterio para me aposentar, após 30 anos de sala de aula, dos quais 20 na rede federal) e com um salário que dá gosto; (4 e uns quebrados). Qualquer jovem que entra no serviço público com o segundo grau, ganha mais que um professor prestes a se aposenta. Portanto, os responsáveis pela formação de todas as profissões merecem as piores remuneraçoões.Fantástico, nao é gente? E ainda falam que estao valorizando a educaçao brasileira. Realmente, saio desencantada, nao pelos os alunos, mas pelo sistema . Esta greve foi, mais uma vez, a resposta de que o governo brasileiro nao está nem aí para a educação. Se ele estivesse, nao teria acordado com uma entidade que não tem representão quase nehuma, teria discutido a proposta com as entidades, com os professores e naõ, mandando tudo de guela abaixo como fez a 4 anos atrás um projeto que nem foi regulamentado e que trouxe tantas mazelas …. e agora vem com outro impondo coo se fôssemos um monte de retardados. E a intransigência ? Cortar a negociação com a Andes e o sinasefe. Nem Cristovão Buarque nem eduardo Suplicy e outros tiveram respaldo diante dos senhores donos donos do “poder”. Lamentável.

    Parabéns aos meus colegas das universidades que fizeram o máximo, mas infelizmente…….

  25. zilda rodrigues Responder

    OI, pessoal, desculpe me por alguns erros na minha redação. Sou péssima digitadora e por isso saltei algumas letras com nas palavras : há , saiu a, na palavra goela, saiu guela.


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