O voto evangélico nas eleições de 2012

O vínculo religioso pode até ser o mais importante para alguns crentes, mas sempre será um dentre outros. O pertencimento religioso não define necessariamente o voto

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O vínculo religioso pode até ser o mais importante para alguns crentes, mas sempre será um dentre outros. O pertencimento religioso não define necessariamente o voto

Por Valdemar Figueredo Filho

Compareceremos na sessão eleitoral no dia 7 de outubro de 2012 para elegermos prefeitos e vereadores. Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 o nosso pacto federativo concebe grande destaque para os municípios, uma descentralização administrativa que sugere participação mais efetiva dos cidadãos. Constatamos uma vez mais que o voto evangélico é uma variável importante das eleições municipais.

Afirmar a previsibilidade desse voto seria um exagero da nossa parte. Por isso que essa variável foge das mãos apressadas em defini-la ou contê-la. Não custa lembrar que as igrejas evangélicas brasileiras não são agrupadas por um centro decisório.

O grupo religioso em questão mantêm variados vínculos sociais. O vínculo religioso pode até ser o mais importante para alguns crentes, mas sempre será um dentre outros. O pertencimento religioso não define necessariamente o voto. A cada eleição a sua própria agonia.

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Foto David Ribeiro/Agência Câmara



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1 comment

  1. Hamilton Gomes da silva Responder

        Todo este medo ou receio da influência evangélica diminuirá quanto entendermos que os crentes são ,em bom linguajar popular nordestino “uma mundiça”, um grupo extremamente desunido em todas as instancias (filosófica-politico-ideológica-doutrinaria e sociológica-sim existe o grupo dos ricos e dos pobres,o que alias define o jogo direita/esquerda)…Por isso mesmo eles não se unem em um partido deles, pois descordam em tudo e não haveria uma linha ideológica que agradasse a todos. Alem do mais são fisiológicos politicamente, estão sempre se adaptando ao sistema afim de lucrar algo e seus discursos são populistas e demagógicos afim de agradar aos apaixonados da fé , nos bastidores no entanto são políticos como quaisquer outros e no pior sentido.


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