Ladrão de galinha na Constituinte?

Na época da Constituinte, um bando de amigos quis que eu me candidatasse a deputado. Nós discutíamos muito sobre política, tínhamos muitas propostas para algum parlamentar do nosso lado que fosse participar da criação da nova Constituição do Brasil, e esses amigos acharam que...

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Por Mouzar Benedito

Na época da Constituinte, um bando de amigos quis que eu me candidatasse a deputado. Nós discutíamos muito sobre política, tínhamos muitas propostas para algum parlamentar do nosso lado que fosse participar da criação da nova Constituição do Brasil, e esses amigos acharam que eu é que devia levar essas propostas lá. Fizeram até um folheto citando as coisas que defendíamos, e distribuíram na feira livre da Vila Madalena, num sábado.

Não aceitei. Sabia que tinha muito pouca chance de ser eleito e também não tenho vocação para a coisa.

E pedi para abandonarem a ideia de minha candidatura, com um argumento:

— Se eu me candidatar, podem acontecer duas coisas ruins: uma delas é perder, e a outra é ganhar.

Não me imaginava convivendo numa boa com um direitistas fanáticos e outras figuras que certamente estariam no Congresso. Ser parlamentar exige isso, cordialidade no trato com esse pessoal, para aprovar propostas.

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