Quem disse que o resultado do Datafolha não pode ser bom

Leia artigo de Renato Rovai sobre a pesquisa divulgada nesta quinta (20)

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Sao Paulo nao pode ficar entre o Nho Ruim e o Nho Pior

Por Renato Rovai

A pesquisa Datafolha divulgada hoje pelo jornal dos Frias parece estar forçando a mão na margem de erro. O resultado (Russomano, 35; Serra, 21; Haddad, 15; Chalita, 8; Soninha, 4) é bem diferente dos treckings dos candidatos e das pesquisas que empresas utilizam para definir onde aplicam seus tostões. Em nenhum desses levantamentos Serra tem vantagem de seis pontos. Em alguns casos, chegava a dois, mais isso há duas semanas.

No entanto, essa não é a primeira nem a última vez que o Datafolha solta uma pesquisa que depois vai sendo corrigida com a proximidade das eleições.

Alguns costumam perguntar, mas por que o instituto faz isso se o resultado da eleição não vai mudar? Mais do que o efeito psicológico que um resultado adverso neste momento acarreta a uma candidatura, pior efeito é na arrecadação. Este pode ser devastador.

E no caso de Serra, seria a pá de cal que falta para enterrar de vez sua candidatura. Afinal seu índice de rejeição já afastou muitos doadores.

Esse é o nó da questão. Pesquisa neste momento é mais importante para arrecadar do que para ajudar na definição do resultado final. E ao mesmo tempo se um instituto forçar na margem de erro, ele tem espaço suficiente para corrigir o resultado até o dia da eleição.

Dito isto, é importante refletir sobre o estancamento dos índices de Haddad. E isso é um dado real. Haddad cresceu bastante no começo do horário eleitoral, mas depois seus números se mantiveram próximos a 18 pontos nos treckings. Não oscilaram nada.

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