PSB e PT crescem nas eleições municipais; pequenos também se destacam

Resultados do primeiro turno mostram queda no número de prefeitos eleitos pelos grandes partidos e crescimento de pequenas agremiações

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Resultados do primeiro turno mostram queda no número de prefeitos eleitos pelos grandes partidos e crescimento de pequenas agremiações

Por Redação

Além de ter vencido já no primeiro turno em duas das capitais mais importantes do Brasil, Belo Horizonte e Recife, o PSB também pode celebrar seu desempenho em número de prefeituras conquistadas. O partido de Eduardo Campos pulou da nona para a sexta posição na lista de prefeitos eleitos, conseguindo 128 administrações a mais do que tinha eleito em 2008.

Além do PSB, entre os grandes partidos só o PT conseguiu crescer em número de prefeituras, saltando de 550 para 628 administrações. O DEM, que já entrou na disputa desidratado pela formação do PSD de Gilberto Kassab, viu o número de eleitos despencar, passando de 495 prefeitos em 2008 para 275 agora, ficando próximo ao PR, o segundo com maior queda e que passou de 384 administrações para 272.

PMDB e PSDB recuaram 14% e 12%, respectivamente, no número de prefeitos eleitos (Marcelo Camargo/ABr)

Em relação às cidades com mais de 200 mil eleitores, 85 no país, 35 definiram seus prefeitos no primeiro turno, sendo que o PT foi o que mais elegeu prefeitos, oito. O PSDB venceu em seis cidades, o PMDB em quatro e o PSB novamente se destaca com cinco prefeituras, mais do que elegeu nos dois turnos em 2008 (quatro).

O segundo turno acontece em 50 cidades, e o PT pode ampliar sua liderança nesse segmento, já que disputa em cinco capitais e 17 outros municípios. O PSDB disputa em seis capitais e nove cidades do interior e o PMDB vai à volta final em três capitais e 13 outros municípios. Já o PSB vai ao segundo turno em Fortaleza (CE), Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO) e em três municípios de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Dispersão de votos

Uma tendência observada na votação deste domingo é uma inversão da concentração de votos válidos nos três principais partidos do país, PMDB, PT e PSDB, agremiações que têm capilaridade nacional. Desde as eleições do ano 2000, o trio vinha aumentando sua participação no total de votos nas eleições municipais. Em números aproximados, haviam somado 46% dos votos válidos em 2000, 49% em 2004 e, em 2008, chegado a 50% do total. Nas eleições de 2012, voltaram ao patamar próximo ao de 12 anos atrás, 46,62%.

Houve uma queda no número de prefeituras obtidas por PMDB e PSDB, que recuaram 14% e 12%, respectivamente, no número de prefeitos eleitos. Mas quem cresceu foram as agremiações menores, que estão fora do grupo dos dez maiores partidos. Com exceção do PTN, que caiu de 16 para 11 prefeituras, e do PSDC, que manteve o mesmo número de administrações (oito), outras doze agremiações menores conseguiram melhorar seu desempenho e aumentar também sua visibilidade.

O PTdoB foi o que mais cresceu proporcionalmente, passando de oito para 27 administrações (225%), seguido do PSL (15 para 23), do PSC (57 para 83) e do PRTB (11 para 16). Entre seus feitos no primeiro turno, o PTdoB foi o terceiro partido mais votado no pleito para vereador em Belo Horizonte, perdendo apenas para PSB e PT.

O PSOL elegeu o seu primeiro prefeito, Gelsimar Gonzaga, em Itaocara, interior do Rio de Janeiro, e ainda disputa o segundo turno em duas capitais, Belém e Macapá. Proporcionalmente, foi o que mais cresceu também em número de vereadores eleitos, passando de 25, em 2008, para 49 em 2012.

Entre os dez maiores partidos, o PT e o PSB foram os que mais cresceram em número de vereadores, com 22% e 18% a mais do que nas últimas eleições. O Partido dos Trabalhadores passou de 4.168 para 5.067, enquanto os socialistas foram de 2.956 para 3.484 vereadores em todo o país.



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1 comment

  1. Geraldo Celso Ferreira Filho Responder

    comentários inexpressivos. O que se saber é qqual partido e com que votação total ficou nestas eleições municipais. Observações além destas, constituem-se em escamotear a verdade.


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