O bico do Malafaia e a campanha do ódio

O candidato tucano José Serra ativou o que existe de mais terrível na política, o discurso do ódio contra um grupo social para tentar tirar proveito eleitoral

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O candidato tucano José Serra ativou o que existe de mais terrível na política, o discurso do ódio contra um grupo social para tentar tirar proveito eleitoral

Por Renato Rovai

O candidato tucano José Serra ativou o que existe de mais terrível na política, o discurso do ódio contra um grupo social para tentar tirar proveito eleitoral. Serra, porém, terceirizou os ataques ao invés de fazê-los pessoalmente. Quem fala por ele no discurso anti-homossexuais é o bispo Silas Lima Malafaia, pastor carioca, com formação em psicologia e lider da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo.

A estratégia da dupla foi desmascarada recentemente em reportagem do Portal Terra, que fotografou no IPad de Serra uma mensagem com o seguinte conteúdo: “Ele (Malafaia) pediu para avisar que não vê problema em você se desvincular dele nas entrevistas”.

O link está aqui.

Ou seja, Malafaia faz o papel de anjo do mal atacando Haddad e os homossexuais e Serra pode posar de bonzinho, dizendo que as declarações dele não tem nada a ver com a sua campanha.

Se refestela com os votos do preconceito, mas tenta escapar da rejeição que isso causa. É mais uma ação nefasta e reveladora do caráter do candidato tucano.

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2 comments

  1. Bruno L. Responder

    Senhor Renato Rovai, classificar como preconceito a não aceitação das práticas homossexuais é colocar uma mordaça na boca do povo, e isso não é democracia! Se como você diz, os homossexuais são um grupo social, e portanto não podem sofrer nenhum discurso que vai contra seus interesses, nenhum outro grupo também o pode, ou seja, o grupo social a que pertence os capitalistas, conservadores, heterossexuais, comunistas, liberais, evangélicos também terão esse privilégio. 
    A esquerda tem que parar de ser do contra em tudo, é por isso que não avança, pois todos temem esse radicalismo típico de quem se diz defensor dos pobres e oprimidos, mas que no fundo nunca foi pobre e muito menos oprimido. Não se esqueça do que fez os “vermelhos” na URSS, e mesmo que digam que aquilo não foi socialismo, é de no mínimo se preocupar com o que pode acontecer caso os “vermelhos daqui” assumam o poder, e vai lá saber, distorçam o pretenso socialismo, assim como aconteceu na URSS. 
    Adoro a revista Fórum, mas tenho que admitir que sua matéria não tem  fundo real e sóbrio, e muito menos um discurso parcial e diferenciado portanto da grande mídia.
    Cada um tem o direito de fazer o quem bem entender, mas não é livre de criticas. 

    Sugestão: espero que na próxima parada Gay, o Senhor Rovai escreva também uma nota, mais real e sóbria é claro, sobre o preconceito deste mesmo grupo contra os religiosos, munidos de suas faixas pornográficas contra os símbolos religiosos, e que assim como nessa matéria, intitule de ” A campanha do ódio”

  2. eu sou neguinha Responder

    ser de esquerda e não ser cristão, acredito. ser cristão e não ser de esquerda… duvido! concordo que qualquer que seja a sua “tribo”, preconceito é pecaminoso, portanto, deve ser repreendido. agora, uma coisa é não aceitar a prática homossexual, outra, é atacar homossexuais. eu, como cristã, abomino o homossexualismo, mas combato toda e qualquer atitude homofóbica. e não é porque os cristãos “acham” que a parada gay é ofensiva, que devemos igualmente, ofendê-los de alguma forma.

    ao se referir à antiga URSS quanto ao socialismo, o comentarista Bruno deveria se informar melhor. stálin nunca fez uma rússia socialista. era um governo absolutista e totalitário que usava de sua popularidade social para manter o poderio. sugiro estudar e analisar a revolução russa do ponto do governo do Lênin, que revolucionou não apenas aquela região, mas todo o resto do mundo.  


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