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Um grande líder esquecido Ho Chi Minh João de Mendonça Lima Neto Editora Publisher Brasil, 264 págs. Nos anos 1960, a figura de Ho Chi Minh liderando um...

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Um grande líder esquecido

Ho Chi Minh

João de Mendonça Lima Neto

Editora Publisher Brasil, 264 págs.

Nos anos 1960, a figura de Ho Chi Minh liderando um exército de camponeses na luta contra o moderno exército norte-americano representava um símbolo forte de resistência para milhões de pessoas em todo o mundo. Ele despertou o interesse e a fascinação de toda uma geração e, no Brasil, chegou a ser saudado nas ruas à época da ditadura militar, tendo seu nome gritado por jovens que apoiavam os vietnamitas em guerra contra os Estados Unidos.

Atualmente, muito pouco se conhece dessa figura imensa que representa as inúmeras lutas pela independência e pela liberdade em todo o planeta. Para preencher essa lacuna, o embaixador João de Mendonça Lima Neto, diplomata com longa trajetória em países asiáticos, resgata a história do líder vietnamita em seu livro Ho Chi Minh. Nos quatro anos em que serviu no Vietnã, entre 2009 e 2012, Lima Neto conviveu com alguns dos personagens mencionados na obra, que lhe abriram portas e contaram um pouco da história do país e de sua luta.

O leitor poderá acompanhar sua trajetória, que se confunde com a própria história do Vietnã, e que inclui a viagem de autoconhecimento que o levou a muitas partes do mundo durante quase três décadas, e seu período na clandestinidade, quando, para sobreviver, exerceu atividades como marinheiro, jardineiro, cozinheiro, estivador, carpinteiro, jornalista, entre outras. Uma figura que nunca esteve interessada em se colocar entre os grandes pensadores, mas sim em ser lido pelos trabalhadores e camponeses de seu país, chegando a usar roupas de camponês, na condição de líder da nação, para procurar estabelecer um vínculo afetivo com o seu público. E que liderou uma longa e dolorida luta que duraria até 1975, seis anos após sua morte, cravando seu nome entre as personalidades mais marcantes do século XX. (Redação)

Paradoxo e contradição: a aventura da modernidade

Nascido em Nova Iorque (EUA) na década de 1940, Marshall Berman testemunhou a degradação do espaço urbano onde viveu a sua infância – no conhecido Bronx – e protestou com veemência, em maio de 1968, contra a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. Esses fatos instigaram o futuro professor de Teoria Política e Urbanismo, e “marxista humanista”, a se tornar um estudioso inquieto da modernidade.

Anos depois, sua obra Tudo que é sólido se desmancha no ar, escrita em 1982 e cujo título original tem como complemento na capa “a aventura da modernidade” (Companhia das Letras), trouxe um olhar singular a esse período histórico, e faz adeptos até hoje. A começar pelo título extraído do Manifesto Comunista, de Marx e Engels, o autor concentra-se no que denomina de “dialética da modernização e do modernismo”, com base no conceito de que “ser moderno é viver uma vida de paradoxo e contradição”.

Ao dividir a História em três fases: das Grandes Navegações à Revolução Francesa, desta à Segunda Revolução Industrial e a terceira fase centrada no século XX, Berman constrói um vasto painel histórico e cultural do Ocidente, alicerçado na crítica literária e no pensamento sociológico.

Goethe, Marx, Baudelaire e Dostoiévsky se entrelaçam na antecipação do que se entende por modernismo, antes que se convertesse em “escola”, e fundamentam a crítica do autor à compulsão repetitiva, limitante e sectária do pós-modernismo recente. Ora, nada é sólido, e tudo se desmancha no ar… (Denise Gomide)

Tudo que é sólido desmancha no ar

Marshall Berman

Companhia de Bolso, 472 págs.



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