Laboratório de Políticas Públicas Culturais é lançado no Rio

Escola de Comunicação da UFRJ e Rede Ação Griô fazem parceria para fortalecer a tradição oral em diálogo com a educação formal

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Escola de Comunicação da UFRJ e Rede Ação Griô fazem parceria para fortalecer a tradição oral em diálogo com a educação formal

Da Redação 

Bandeira da Lei Griô Nacional (Foto: acaogrio.org.br)

A cultura brasileira ganhou a partir deste sábado, 20, um novo fórum de discussões de políticas públicas para a área, o Laboratório de Políticas Públicas Culturais da Universidade Griô (campus Rio de Janeiro).

Lançado em parceria entre a Rede Ação Griô e a Escola de Comunicação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o laboratório foi viabilizado com recursos de uma emenda parlamentar, destinada pela deputada Jandira Feghali (PC do B).

O Laboratório de Políticas Culturais busca ser uma ação de pesquisa e extensão, com gestão compartilhada entre universidades públicas  e movimentos sociais, afim de elaborar e implementar políticas para a cultura no Brasil.

A primeira ação do projeto será fortalecer a experiência da Rede Ação Griô, no diálogo entre a tradição oral e a educação formal, por meio do projeto da Universidade Griô, e através da mobilização na Internet para pressionar que projetos de lei de interesse dos pontos de cultura, Lei Griô e a Lei Cultura Viva, sejam votados e aprovados.

A Lei Griô, em tramitação no Congresso, tem como objetivo a valorização dos mestres da cultura oral e o fomento desta tradição. Seu principal mecanismo é a oferta de bolsas de incentivo para os griôs, mestres da tradição oral, para que promovam, através de encontros regulares, o diálogo entre os saberes da tradição oral e da educação formal. Já a Lei Cultura Viva busca transformar os pontos de cultura de uma política de governo para uma política de Estado, garantindo sua continuidade e o repasse de verbas.

A Rede Ação Griô congrega 100 mil estudantes, griôs, mestres, pontos de cultura e comunidades em torno da valorização da cultura de tradição oral em diálogo com a educação formal. A rede foi  criada como política pública, em 2006, pelo Ponto de Cultura Grãos de Luz e Griô, de Lençóis (BA), em parceria com o Programa Cultura Viva, da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura.

O lançamento do Laboratório de Políticas Culturais aconteceu neste sábado (20), no Teatro de Arena da UFRJ, no campus da Praia Vermelha, Rio de Janeiro. O evento contou com a presença da presidenta da Frente Parlamentar de Cultura do Congresso Nacional, Jandira Feghali, da Secretária de Cidadania Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, mestres e griôs da Comissão Nacional dos Griôs e Mestres de Tradição Oral, o cantor, compositor e  Secretário de Cultura da Paraíba, Chico César, o rapper GOG (DF) e a cirandeira Lia de Itamaracá (PE).

Griô

De acordo com a Rede Ação Griô, na tradição oral do noroeste da África, o griô é um caminhante, cantador, poeta, contador de histórias, genealogista, artista, comunicador tradicional ou mediador político de uma comunidade.

No Brasil, a palavra griô refere-se ao cidadão que seja reconhecido, ou se reconheça, como um mestre das artes, da cura e dos ofícios tradicionais, líder religioso de tradição oral, brincante, cantador, tocador de instrumentos tradicionais, contador de histórias, poeta popular, que, através da oralidade e da sua vivência torna-se a memória viva do seu povo. Já a Lei Cultura Viva, visa transformar os pontos de cultura de uma política de governo para uma política de Estado, garantindo sua continuidade e o repasse de verbas.



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