O “princípio ao sim” de Ritchie

O músico inglês lança novo álbum aos 60 anos e relembra uma trajetória de inúmeros sucessos dos anos 1980, cantados em um português com sotaque e jogos de palavras incomuns

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O músico inglês lança novo álbum aos 60 anos e relembra uma trajetória de inúmeros sucessos dos anos 1980, cantados em um português com sotaque e jogos de palavras incomuns

Por Pedro Alexandre Sanches

Nômade por décadas entre terras e mares longínquos, Ulisses chegou à Ilha das Sereias. Ouviu o canto sedutor que desejava atrair seu navio aos rochedos. Teve de ser amarrado ao convés para resistir ao canto-chamado maravilhoso das sereias. A mais vistosa delas se chamava “Menina Veneno”, “do princípio ao sim”: “Menina Veneno, o mundo é pequeno demais pra nós dois/em toda cama que eu durmo só dá você…”

Pode parecer disparatada a aproximação entre mitologia grega e cultura pop brasileira, mas a comparação é evocada pelo próprio Ulisses, ou melhor, Richard Court. Músico inglês radicado no Brasil desde 1972, ele é mais conhecido pelo apelido que o transformou em líder transitório das paradas musicais nacionais: Ritchie. Em 1983, nem o “rei” Roberto Carlos podia com a sereia “Menina Veneno”, que seduzia seu criador (ao lado do letrista Bernardo Vilhena) e todo um país.

“Eu não gosto nem de falar isto, porque soa superpretensioso, mas o fato é que ‘Menina Veneno’ foi inspirada no [psicanalista] Carl Jung. Bernardo e eu estávamos lendo O homem e seus símbolos, e lá tem a ‘donzela venenosa’. Foi essa a inspiração, ela é uma manifestação da anima, da alma.” Assim Ritchie explica a origem de uma das mais conhecidas canções pop, ou MPB, ou pop-rock, ou populares, ou bregas, ou cafonas (o rótulo fica a gosto do freguês) do final da ditadura militar brasileira.

O Ulisses pop continua a explicação. “Ela habita não só o imaginário popular, mas os sonhos masculinos, e femininos. As mulheres se identificam com aquela sensualidade muito brasileira, a menina meio oferecida, e os homens querem tê-la. Ela mexe com o sonho erótico masculino da sereia, essa figura meio encantadora, meio misteriosa. Jung encapsulou isso dentro das quatro manifestações da anima. A donzela venenosa dos sonhos junguianos encanta os homens, e ao mesmo tempo os envenena e, no caso das sereias do Ulisses, causa sua morte. Nossa, é tão antigo quanto a história humana.”

Ritchie faz a ponte pop-mitológica e provoca de imediato a pergunta: “Menina Veneno”, com o sucesso avassalador que trouxe, foi um canto de sereia para seu autor? “É, ela acabou por ser justamente a música que foi minha própria cruz. Mas que bom que tenho essa cruz para carregar, e que não seja aquela de um artista que não tem nenhuma música”, ri, tímido, logo depois de observar que está longe de ser, como se diz em sua terra natal, um “one hit wonder”, um artista de um sucesso só.

“Depois de ‘Menina Veneno’, ‘Transas’ (1987) foi a música que fez mais sucesso. Hoje em dia ‘A Mulher Invisível’ (1984) é uma das mais aplaudidas. Meu show tem isso: as pessoas compram ingresso, ‘quero ver Ritchie cantar aquela única música que fez na vida, ‘Menina Veneno’. Chegam lá, o show abre com ‘Casanova’ [cantarola ‘Boa noite, rainha, como vai?’], depois ‘A vida tem dessas coisas’, ‘Pelo interfone’, ‘Voo de coração’ (todas de 1983). Você vê os rostos se acendendo com aquela descoberta, ‘caralho, eu sei cantar essa música e não lembrava dela!’. Ritchie é um artista de uma música só? Mentira!”, afirma.

Ainda que a comparação com o protagonista da Odisseia de Homero soe exagerada, os universos da fábula, do mito e do mistério são familiares ao ídolo new wave subtropical dos anos 1980, que, hoje com 60 anos, celebra os quase 30 de “Menina Veneno” com um álbum independente chamado 60 e composto inteiramente por hits em inglês adorados por Richard quando ele era criança e adolescente. De volta ao idioma natal após 40 anos de Brasil, ele visita ali os contos de fadas da indústria musical pós-Elvis Presley e/ou pós-Beatles, reinterpretando sucessos soft em tempo de rock, folk e country de Everly Brothers, Frank Valli, Burt Bacharach, Gerry & The Pacemakers, Lovin’ Spoonful, Donovan, Nancy Sinatra, Glen Campbell, Gordon Lightfoot…

Sua fábula, no entanto, começa antes, em 1952, ano de seu nascimento. É ele quem conta: “Nasci em Beckenham, uma espécie de subúrbio de Bromley, uma cidade não muito grande do condado de Kent, sudeste da Inglaterra, a uma hora de Londres. David Bowie, Peter Frampton, Siouxsie & The Banshees e Boy George são de lá. Obviamente não conhecia Bowie e Frampton, mas eles eram garotos que nem eu, morando nas mesmas ruas, sem saber o que viria anos depois”, lembra.

“Quando eu tinha dois anos, meus pais foram morar na África, no Quênia. Meu pai era militar, ele morreu em 1984, no auge do meu sucesso. Era do exército, foi condecorado pela rainha com a Ordem do Império Britânico. Até os 7 anos eu ia para todo lugar com meus pais. Moramos no Quênia, no Iêmen no Sul, em Berlim na época da Guerra Fria, do Muro e dos levantes estudantis de 1968. Eu simpatizava com os estudantes aos 17 anos, e meu pai comandava as forças de segurança, era o mandante dos canhões de água na rua tentando controlar a situação.”

Das toneladas de tradição de guerra, o garoto britânico saltou às não menos pesadas tradições religiosa e intelectual. Foi enviado a um colégio interno e, em seguida, à Universidade de Oxford. “O colégio onde estudei dos 13 aos 19 era na clausura de uma abadia, há lá uma escola desde o século III. Eu era um menino baixinho, orelhudo, dentuço, sofria muito bullying na escola. A música se tornou um porto seguro. Era uma barra pesada, meu pai era esse militar e eu vivia o flower power, sonhava com ‘flowers in my hair’ e ouvia Beatles. Era tudo que ele abominava e simbolicamente lutava contra. Era um supremo desgosto para ele ter se sacrificado para me colocar em Oxford, para estudar literatura, e eu decidi me tornar um músico pop. De certa forma, foi por isso que vim parar no Brasil. Na Inglaterra, era tão complicado para mim que eu queria me afastar o máximo da família para fazer o que eu gostava. Vim para o Brasil porque, naquela época, mais longe era impossível.” Os estudos anglo-saxônicos, de literatura vitoriana e de canto não se sustentaram por muito tempo. A grande reviravolta começou a acontecer ao final do primeiro ano de faculdade, quando chegou a participar de um grupo hippie-folk, com o qual gravou um disco.

Seu relato é saboroso, embora o faça com um desdém típico, talvez, do humor britânico. “Passei as férias de verão do primeiro ano em Londres, gravando com um grupo chamado Everyone Involved. Não era uma banda muito boa. Aliás, poderia dizer que era péssima. Era um grupo engajado, de ativistas envolvidos em direitos humanos, das mulheres, dos gays. A gente lançou um disco de graça, que foi distribuído na rua, mas eu não me identificava muito com o som. Era meio folk, meio qualquer nota. Era muita gente contribuindo, os backing vocals eram drag queens do movimento gay, tinha pessoas do movimento feminista, artistas de rua, gente de teatro, uma sopa de letras. Eu fui lá tocar flauta e às vezes fazia um backing vocal.”

Os cantos de sereia do Brasil

As primeiras sereias responsáveis por transformar o jovem britânico em brasileiro atendem por nomes pop, alguns deles bastante conhecidos por aqui: Rita Lee, Liminha, Lúcia Turnbull, Gilberto Gil. Os dois primeiros, então integrantes da também mitológica banda tropicalista Mutantes, conheceram-no em Londres durante as gravações do Everyone Involved, e o apresentaram à música brasileira. “Eles me mostraram tanta coisa, a música deles, eu disse: ‘Puxa, que país incrível, a gente sabe tão pouco sobre o Brasil’. Sabia de samba, carnaval, Tom Jobim, ‘Garota de Ipanema’, mas era ainda aquela coisa meio clichezão. Percebi com eles que havia muito mais coisa interessante, e chegando aqui descobri que era muito mais ainda.”

O pai, segundo sua lembrança, ficou preocupadísimo com a mudança. “Quando falei que ia para o Brasil, ele falou: ‘Você sabe que está indo para uma ditadura militar? Você, com esses cabelos longos, vai bater lá, eles vão te pegar na rua e você vai sumir’. Eu não queria nem saber, era irresponsável, um pouquinho ingênuo.”

O membro do Everyone Involved que tocava flauta e sonhava em cantar se encontrou com a mutante que queria mais que apenas tocar pandeiro numa banda tropicalista, cada dia mais parecida com um grupo sisudo de rock progressivo – e a sereia cantou. Ritchie chegou ao Brasil em julho de 1972, aos 21 anos, para passar férias, e nunca mais voltou a morar no país natal.

“Cheguei ao Rio e assisti ao fim dos Mutantes”, ri. “Eles estavam no Festival Internacional da Canção da Globo, me chamaram para assistir ao ensaio, e eu vi Raul Seixas cantando ‘Let me Sing my Rock’n’Roll’. Fiquei encantado, o que é isso? É Brasil? O cara de couro preto cantando rock em inglês, vou ficar aqui!” Um mês depois de chegar já tinha uma banda em São Paulo, a Scaladácida. Assistia Vila Sésamo, que era apresentado pela Sônia Braga, e comecei a aprender português, o beabá, com Elmo, Beto e Ênio.”

Numa volta provisória a Londres, conheceu a brasileira Leda, com quem é casado desde então, há 40 anos. A Scaladácida acaba rapidamente, e sobre isso ele tece interessante consideração. “As brigas acabam com todas as bandas, né?, de uma maneira ou de outra. Ou o sucesso acaba com a banda, ou o fracasso acaba com a banda.”

Os 11 anos entre a chegada e a explosão pop(ular) foram consumidos em experiências que entrariam para a história do pop-rock brasileiro pela porta dos fundos. Primeiro, tocou no grupo de MPB progressiva A Barca do Sol, com o violoncelista Jaques Morelenbaum, futuro músico de Tom Jobim e maestro de Caetano Veloso. Em seguida, integrou um grupo efêmero e 100% desconhecido, mas do qual sairiam nada menos que três dos maiores hitmakers dos anos 1980: Lulu Santos, Lobão e ele.

“O Vímana era uma estufa, onde plantamos nossas primeiras sementes. Depois o jardim ficou difícil de manter, com tantos jardineiros pretendendo puxar para suas preferências. Não teve importância nenhuma, foi apenas mais uma banda progressiva que não deu em nada. Só tomou importância depois, pelo que aconteceu com os ex-integrantes. Amo eles como irmãos, apesar de o Vímana ter acabado em choro”, lembra, com carinho. “A banda não era nada pop, mas ali eu aprendi a gostar do pop, a entender o que se deve e não se deve fazer. Com o Vímana, aprendi a ser conciso”, conclui.

Não foi só Ritchie que aprendeu no excesso a ser conciso. Lulu foi fazer o Brasil cantar e dançar com “Tempos modernos” (1982), “Como uma onda” (1983) e “O último romântico” (1984). Lobão fez fama de rebelde à custa do pop perfeito de “Me chama”, “Corações psicodélicos” (1984), “Decadence avec Élegance” (1985) e “Vida bandida” (1987). Ritchie, num primeiro momento, sobrepujou todos eles. Tornou-se o segundo fenômeno pop-rock de massa da década de 1980, logo após o advento da Blitz, em 1982.

Uma outra sereia cantou minutos antes de se iniciar seu momento maravilhoso. Para sobreviver, Ritchie dava aulas de inglês nas horas vagas entre uma e outra banda de rock progressivo. “Dei aulas particulares a muita gente: Egberto Gismonti, Paulo Moura, Gal Costa. Indiretamente, Gal foi a pessoa que mais me incentivou a fazer minha própria música. Mostrei uma demo para ela ingenuamente, imaginando que pudesse querer cantar uma música minha. Ela disse: ‘Ritchie, você devia cantar. Você tem uma voz linda, você é que devia fazer isso, não sou eu quem vai cantar suas músicas.’ Como? Cantar em português, como vou fazer? Foi aí que me animei.” A música que Gal não quis cantar era “Tudo que eu quero (Tranquilo)”, uma ode ao bem-estar e à placidez que fecharia com seda e veludo o álbum inaugural Voo de coração (1983).

Ritchie deu ouvidos à sereia Gal, e o improvável aconteceu. Com sotaque britânico e tudo, emplacou “Menina Veneno” e, em seguida, uma sequência impressionante de sucessos registrados em Voo de coração, lançado pela CBS (atual Sony) após amargar uma série de nãos. “Toquei no meu Casiotone, aquele tecladinho de plástico, e Tomáz Muñoz (espanhol que então dirigia a filial brasileira da multinacional) disse: ‘Contrata esse garoto.’ Foi quando eu menos esperava, e menos ainda eu e a gravadora esperávamos que fosse acontecer do jeito que aconteceu. Lembro do (diretor) Cláudio Condé dizendo: ‘Ritchie, não sei dizer o que está acontecendo, mas eu nunca vi nada igual na minha vida.’”

O fugaz toque de Midas

O Brasil se preparava para voltar a ser uma democracia, ainda que titubeante a princípio. A música pop alegorizava o momento em guinadas abruptas, com o advento da versão nacional do pop-rock entre pop londrino e new wave nova-iorquino dos anos 1980. Em meados dos anos 1970, cantores brasileiros eram forçados a gravar em inglês para lançar produtos baratos que fingiam ser estrangeiros, “primeiro-mundistas” – Maurício Alberto virava Morris Albert, Fábio Jr. era Mark Davis, as Harmony Cats imitavam a disco music dos Bee Gees.

Ritchie inverteu a equação: inglês, abrasileirou-se e criou hits em um português meio estranho, de sotaque esquisitão, de jogos de palavras incomuns – o “do princípio ao sim” de “Menina Veneno”, por exemplo, fazia par engenhoso com o “tanto tempo entre o não e o fim” de “No olhar”. O pop inesperado de Ritchie caiu em cheio no gosto do Chacrinha, das rádios, do jabaculê, do povão.

A lenda diz que a sereia Roberto Carlos, colega de CBS, se incomodou com o avanço de Ritchie sobre seu território de hegemonia. “Foi Tim Maia que criou essa história e levantou essa bola, ‘Roberto puxou seu tapete’. Eu não sei. Wanderléa sempre me diz que, na época, ia para a casa de Roberto e ele estava furando meu disco de tanto ouvir. Acho pouco provável que tenha feito algo. O que acho que pode ter me atrapalhado um pouquinho foi sua entourage, que, essa sim, pode ter se sentido ameaçada por meu sucesso dentro da CBS”, ele avalia. “Tinha gente na imprensa me chamando de ‘o novo rei’, uma tremenda babaquice. Provavelmente foi alguém da Veja”, ri.

Ritchie havia destravado, no advento de Voo de coração, um toque de Midas que não se esvaiu rapidamente, embora tenha evoluído de modo conturbado. A partir do segundo álbum, …E a vida continua… (1984), tido como pouco comercial pela CBS, a gravadora pareceu pressionar o freio em sua carreira. Ele se sentiu abandonado, e depois de Circular (1985) mudou-se para a PolyGram (atual Universal), onde lançou Loucura & Mágica (1987) e um hit solitário, “Transas”.

A febre de juventude havia passado, e Ritchie seguiu em frente, com lançamentos esporádicos e uma experiência de power grupo (o Tigres de Bengala) com Claudio Zoli, Dadi e Mu Carvalho (d’A Cor do Som) e Vinícius Cantuária. Passou a trabalhar com tecnologia e deixou a música em segundo plano, ao menos para efeitos comerciais. De 2002 para cá, voltou a tratar com mais empenho a carreira musical, que deságua neste 2012 no inspirado e emotivo 60, um CD independente e autossuficiente em que a “Menina Veneno” resiste escondida atrás de 15 regravações de sucessos pop prosaicos, sensíveis, do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Ironicamente, o cantor e compositor que chegou a despertar antipatias por ser um “gringo” faturando às custas do público brasileiro é dono, desde há muitos anos, de seus próprios fonogramas. Seus direitos autorais ficam cá no Brasil (ao contrário de boa parte da arrecadação oriunda da música brasileira gravada nas multinacionais). Ritchie até hoje não se naturalizou brasileiro – fugitivo das tradições europeias, bélicas, religiosas de que é descendente, jamais votou, nem na terra natal, nem na adotiva.

Embora preserve com certo orgulho o sotaque britânico na fala, diz-se satisfeito com a pátria que elegeu. “Na verdade, sempre me considero aquele cara que está aqui com possibilidade de que um dia vai voltar. Mas sei que nunca vou voltar, não sou louco”, exclama. Por que não? “O Brasil é a bola da vez, vejo minha irmã cirurgiã penando para pagar as contas, vivendo no maior pindureco, meus amigos todos que perderam emprego. A Inglaterra está uma merda, é melhor estar no Brasil”, responde, sabedor de ser alguém que apostou no “país do futuro” muito antes da fase de bola da vez. “Me sinto muito em casa aqui, fui acolhido quase como se fosse minha verdadeira casa. Ao mesmo tempo, sou muito inglês, me sinto muito mais orgulhoso do meu país do que eu era quando saí. Talvez seja um pouquinho de saudade de certas tradições da Inglaterra. Eu chorava litros assistindo às Olimpíadas.”

Ritchie observa com discrição – não gosta muito, mas não tem nada contra – a guinada mais recente, que levou sucessos pop-sertanejos onomatopaicos dos jovens Michel Teló e Gusttavo Lima a serem cantados em português em todos os continentes. A história que começou com brasileiros fingindo serem popstars britânicos e culminou no ídolo de sotaque ímpar de 1983 deságua hoje numa promessa de conquista do mundo pop, em português interiorano do Paraná, de São Paulo, de Goiás, do Rio Grande do Sul.

Prestes a reestrear em comercial de alcance nacional, a “Menina Veneno” tem familiaridade com o mundão country-sertanejo – já foi gravada por Zezé di Camargo & Luciano. Enquanto canta com emoção o country “Wichita Lineman”, Ritchie-Ulisses assiste a tudo que se passa a certa distância, e continua sendo quem sempre foi – pop e erudito a um só tempo, ainda que poucos gostem de reconhecer essa sua dupla face. As sereias hoje cantam para outros heróis – Ritchie não aprendeu a dominá-las, mas tampouco foi assassinado por elas. F

 



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